Guia de Compras: 23 carros completos por até R$ 50.000

Quem disse que não existe vida no mercado abaixo de R$ 50.000? Há até modelos recém-lançados

Para entrar no guia, todos precisavam ter ar, direção, vidro, trava e som

Para entrar no guia, todos precisavam ter ar, direção, vidro, trava e som (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os últimos lançamentos chegaram às lojas mais sofisticados e mais caros, jogando para o alto também os preços dos modelos que já existiam.

O consumidor se acostumou a ver motores mais eficientes e dispositivos de segurança e conectividade que antes só existiam nos importados, ao mesmo tempo que carros pequenos, como hatches e sedãs, alcançavam R$ 70.000 e os SUVs quase encostavam nos R$ 100.000.

Preços abaixo de R$ 50.000 passaram a soar como alternativas básicas do segmento de entrada ou coisa de seminovos.

A realidade, porém, não é tão inflacionada e, para provar isso, fizemos este guia de carros completos, com um pacote de equipamentos que inclui ar-condicionado, direção assistida, vidro dianteiro e trava elétricos e sistema de som. Quando faltava um desses itens na versão anunciada, incluímos como opcional ou acessório de concessionária.

Reunimos 23 carros, deixando de fora Chery Celler Sedan e Lifan 530, porque as fábricas não emprestaram os carros para nosso teste, e o Kia Picanto, que está na entressafra de troca de linha, sem unidades para venda no estoque.

O Palio, presente na lista inicial, foi excluído desde a saída de linha do modelo, em fevereiro deste ano, após 22 anos de Brasil.

O guia foi fechado em dezembro de 2017, mas os preços considerados foram atualizados em maio de 2018, assim como os valores para os cálculos dos custos das revisões (até 60.000 km).

Portanto, alguns modelos que sofreram pequenos aumentos, ultrapassando por pouco a barreira dos R$ 50.000, continuam presentes na lista valendo uma análise.

O preço do kit de peças foi fornecido pela empresa de pesquisas SUIV (Serviço Unificado de Informações Veiculares). Essa cesta inclui: amortecedores dianteiros, pastilhas de freio, kit de embreagem, farol esquerdo, para-choque dianteiro e retrovisor esquerdo.

A cotação dos seguros ficou a cargo da Corretora Bidu, que chegou aos valores baseada em um perfil de segurado específico: homem de 35 anos, casado, morador de São Paulo.


Chery QQ ACT 1.0 – R$ 33.790

Chery QQ ACT 1.0 É o carro mais barato do Brasil. Mas cobra o preço em conforto e refinamento mecânico

É o carro mais barato do Brasil. Mas cobra o preço em conforto e refinamento mecânico (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O teto de R$ 50.000 deste guia ficou folgado para o Chery QQ. O pequeno chinês fabricado em Jacareí (SP) parte dos R$ 27.990 na versão Smile, mas mesmo nesta versão mais completa, ACT, é barato: Por R$ 33.790 não se compra um Fiat Mobi pelado (que parte de R$ 34.690).

Nesse valor estão incluídos Isofix, rádio com USB, ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga leve aro 14, travas elétricas (que não travam automaticamente), vidros elétricos nas quatro portas, retrovisores elétricos, luzes diurnas e sensores de ré. Vai até um pouco além do trivial.

O acabamento interno é bom e os bancos dianteiros são até maiores que a média, mas sua espuma é tão macia que chega a ser desconfortável.

Mas é em movimento que o QQ mostra a falta de refinamento. Seu 1.0 três cilindros tem as vibrações bem isoladas, mas não o ruído.

O câmbio, com primeira e segunda curtas, ajuda o carro a embalar rápido. O que atrapalha é o manuseio da alavanca: de tão leve, parece não estar conectada a algo – é normal errar uma marcha.

Porta-luvas não tem tampa Espaço para o motorista é reduzido e o porta-luvas não tem tampa

Espaço para o motorista é reduzido e o porta-luvas não tem tampa (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A suspensão muito macia dá sustos em curvas mais rápidas e faz o QQ quicar ao passar em irregularidades. Acima dos 70 km/h, a frente parece flutuar. Não é um carro para pegar estrada. E na cidade o consumo de 11,7 km/l é apenas mediano: empata com o Sandero, maior e mais potente.

Nos custos, o Chery não vai mal. Valores de seguro e revisões estão na média, mas sua cesta de peças é, de longe, a mais barata deste guia.

Porta-malas tem 160 litros e acesso bastante limitado pelo para-choque Com tampa de vidro, porta-malas tem 160 litros, mas banco rebate

Com tampa de vidro, porta-malas tem 160 litros, mas banco rebate (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vale considerar que as operações da Chery no Brasil foram compradas pela Caoa (que representa a Subaru e monta alguns Hyundai no Brasil) em novembro.

E, apesar da aposta inicial em SUVs, com o recém-lançado Tiggo 2 (que já dirigimos), a marca chinesa mantém o QQ vivo, mas suspende a produção do Celer.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.0 de 75/74 cv a 6.000 rpm e 10,1/9,7 mkgf a 4.500 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 356,4 cm; largura, 162 cm; altura, 152,7 cm; entre-eixos, 234 cm; peso, 940 kg, porta-malas, 160 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16,3 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 16.1 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 31,6 m
  • Consumo urbano: 11,7 km/l
  • Consumo rodoviário: 15,1 km/l
  • Seguro: R$ 2.152
  • Revisões: R$ 2.627
  • Peças: R$ 1.896

Kwid 1.0 Intense – R$ 40.990

Renault Kwid 1.0 Intense O design do Kwid engana. Ele é menor do que parece e sabe usar isso a seu favor muito bem

O design do Kwid engana. Ele é menor do que parece e sabe usar isso a seu favor muito bem (Divulgação/Quatro Rodas)

A propaganda é a alma do Renault Kwid. Seria apenas mais um subcompacto de entrada, não fosse as linhas robustas, a suspensão elevada, as molduras nas caixas de roda que dão a ele o jeito de um SUV.

Mas o Kwid tem qualidades, principalmente no que diz respeito ao bolso do comprador. Custos como seguro e revisões estão entre os mais baratos deste guia, mas a cesta de peças poderia ser mais em conta, dada a simplicidade do projeto.

Kwid Intense tem computador de bordo

Kwid Intense tem computador de bordo (Divulgação/Renault)

A embreagem não é hidráulica, mas sim acionada por cabo, e seu motor 1.0 três cilindros rende 70 cv, 12 cv a menos que Sandero e Logan, por não ter variação dos comandos de válvula. No entanto, o Kwid nem sente falta, pois é leve: com 786 kg, é 114 kg mais leve que o Up!.

As relações de marcha curtas tornam o Kwid ágil no trânsito, sem que isso prejudique seu consumo. A média urbana de 14,7 km/l com gasolina é invejável e o tempo de 14,9 s para chegar aos 100 km/h é até bom para um 1.0.

Compacto tem airbags laterais de série

Compacto tem airbags laterais de série (Divulgação/Renault)

O espaço no Kwid é limitado, mas o problema não é a área para as pernas no banco de trás nem o porta-malas (de bons 290 litros), como ocorre no Fiat Mobi, mas sim a largura do carro. O motorista fica muito próximo da porta e do carona. O contato entre pessoas grandes é inevitável.

Se espaço não for problema, saiba que não há carro mais generoso em equipamentos por aqui. Por R$ 40.990, a versão Intense tem ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, conta-giros, central multimídia com câmera de ré e GPS, faróis de neblina e trio elétrico.

Todas as versões do Kwid têm calotas

Todas as versões do Kwid têm calotas (Divulgação/Renault)

Apesar do atraso da marca nas entregas após o lançamento, atualmente o modelo já pode ser encontrado em concessionárias com facilidade e já aparece entre os cinco modelos mais vendidos no Brasil.

Recentemente o Kwid foi incorporado no nosso teste do Longa Duração para rodar 60.000 km.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.0 de 70/66 cv a 5.500 rpm e 9,8/9,4 mkgf a 4.250 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 369 cm; largura, 158,6 cm; altura, 147,4 cm; entre-eixos, 242,3 cm; peso, 786 kg; porta-malas, 290 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,9 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14,3 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 28,9 m
  • Consumo urbano: 14,7 km/l
  • Consumo rodoviário: 18,5 km/l
  • Seguro: R$ 1.731
  • Revisões: R$ 2.499
  • Peças: R$ 3.934

Chery Celer ACT 1.5 – R$ 41.490

Hatch tem design interessante e elementos refinados, como os faróis com projetores

Hatch tem design interessante e elementos refinados, como os faróis com projetores (Divulgação/Chery)

Foi o Celer quem inaugurou a fábrica da Chery em Jacareí (a 100 km de São Paulo), em 2014. Mas nem a nacionalização, nem a reestilização sofrida no ano seguinte emocionou o consumidor brasileiro: apenas 314 unidades do hatch foram vendidas de em 2017. E de janeiro a março deste ano foram 40 emplacamentos do hatch.

A reestilização deu ao Celer alguns elementos sofisticados. É o único modelo deste guia com bloco elíptico nos faróis, o que melhora sua eficiência, e leds nas lanternas.

O acabamento interno é simples, mas bem feito

O acabamento interno é simples, mas bem feito (Divulgação/Chery)

Convenhamos: o design até é simpático. Por dentro, o acabamento é simples, mas bem executado, e o espaço interno acomoda bem quatro pessoas.

Comparado a outros carros deste guia, o Celer ACT é bem servido de equipamentos. Por R$ 41.490, oferece direção hidráulica, ar-condicionado, vidro elétrico nas quatro portas, CD player com USB, retrovisores com ajuste elétrico, travas elétricas, rodas de liga leve aro 15, ajuste de altura para banco do motorista e volante, faróis de neblina e sensores de estacionamento. Mas não tem computador de bordo.

Mostrador digital não informa consumo

Mostrador digital não informa consumo (Divulgação/Chery)

O sedã custa R$ 1.000 a mais, mas não foi considerado aqui, pois a fabricante não emprestou o carro para teste de pista.

O preço é de carro 1.0, mas o motor é um 1.5 16V flex de 113 cv e 15,5 mkgf. Na prática, contudo, o motor fica só esperto após 2.500 rpm e há um buraco entre a segunda e a terceira machas. E bebe bem: fez 9,7 km/l de média urbana com gasolina.

Assim como o Chery QQ, o Celer tem suspensão macia, mas passa mais segurança: o comportamento lembra o antigo Palio Fire.

Câmbio poderia ser mais bem escalonado

Câmbio poderia ser mais bem escalonado (Divulgação/Chery)

A produção do modelo está suspensa desde o fim de abril. De acordo com a fabricante, os estoques darão conta da demanda pelos próximos meses.

De toda forma, a empresa pretende trabalhar o pós-venda da marca e isso vai favorecer os atuais clientes da marca.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.5 de 113/109 cv a 6.000 rpm e 15,5/14,3 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 418,8 cm; largura, 168,6 cm; altura, 148 cm; entre-eixos, 252,7 cm; peso, 1.210 kg; porta-malas, 380 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 13,3 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 12,3 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 28,2 m
  • Consumo urbano: 9,7 km/l
  • Consumo rodoviário: 14 km/l
  • Seguro: R$ 2.563
  • Revisões: R$ 2.777
  • Peças: R$ 4.155

Onix/Prisma Joy – R$ 43.290/47.790

O hatch tem o visual mais jovem, mas o sedã leva mais bagagem

O hatch tem o visual mais jovem, mas o sedã leva mais bagagem (Divulgação/Chevrolet)

Assim como o Ford Ka (hatch e sedã) possuem versões na mesma faixa de preço, os gêmeos da linha Chevrolet, Onix (hatch) e Prisma (sedã), também se cruzam dando ao comprador a possibilidade de optar por um deles em razão do porta-malas, que no Onix é de 280 litros e no Prisma chega a 500.

Esses dois Chevrolet compartilham componentes, do para-choque dianteiro até a coluna traseira. Por esse motivo, eles têm os mesmos custos de revisões (R$ 3.020) e da cesta básica de peças pesquisada para este guia (R$ 4.053).

Em relação ao seguro, há diferença: enquanto do Onix paga R$ 1.844, o do Prisma desembolsa R$ R$ 2.396, segundo a Bidu.

Interior preserva linhas do Onix 2018, mas ergonomia tem problemas, com comandos centrais muito baixos

Interior preserva linhas do Onix 2018, mas ergonomia tem problemas, com comandos centrais muito baixos (Divulgação/Chevrolet)

As versões Joy são as mais baratas das respectivas famílias. Elas não passaram pela atualização visual que a GM fez na linha 2017, quando a empresa adotou a nova identidade da marca.

Além do design antigo, a Joy tem acabamento simples. Por fora, retrovisores e maçanetas são na cor preta. Por dentro, o painel é bicolor, mas sem adornos, como frisos e apliques.

Em relação aos equipamentos, há ar-condicionado, direção e vidros dianteiros e travas elétricos, de série. Mas o sistema de som é oferecido como acessório.

O pacote que inclui sistema Pionner DEH-X 1980, dois alto-falantes de 45 W, antena e instalação custa R$ 1.300 (conforme consulta que fizemos em três concessionárias da marca). Isso eleva os preços para R$ 44.590 e R$ 49.090.

Motor 1.0 de quatro cilindros e oito válvulas gera 80/78 cv

Motor 1.0 de quatro cilindros e oito válvulas gera 80/78 cv (Divulgação/Chevrolet)

Ao volante, a diferença de comportamento entre os dois é sutil. O fato de ter uma traseira mais longa e pesada faz do Prisma ligeiramente mais equilibrado, mas o motorista comum só vai notar isso se entrar em uma curva com velocidade incompatível.

Nas provas de 0 a 100 km/h, o Prisma foi um pouco mais lento, com o tempo de 15,3 segundos, enquanto o Onix fez 14,6 segundos.

Sinais Vitais – Onix 1.0 Joy

  • Motor: 1.0 de 80/78 cv a 6.400 rpm e 9,8/9,5 mkgf a 5.200 rpm
  • Câmbio: manual, 6 marchas
  • Dimensões: comprimento, 393 cm; largura, 170,5 cm; altura, 147,7 cm; entre-eixos, 252,8 cm; peso, 1.011 kg; porta-malas, 280 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,6 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14,1 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 27,9 m
  • Consumo urbano: n/d
  • Consumo rodoviário: n/d
  • Seguro: R$ 1.844
  • Revisões: R$ 3.020
  • Peças: R$ 4.053

Sinais Vitais – Prisma 1.0 Joy

  • Motor: 1.0 de 80/78 cv a 6.400 rpm e 9,8/9,5 mkgf a 5.200 rpm
  • Câmbio: manual, 6 marchas
  • Dimensões: comprimento, 427,5 cm; largura, 170,5 cm; altura, 147,4 cm; entre-eixos, 252,8 cm; peso, 1.028 kg; porta-malas, 500 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15,3 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14,4 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 29,3 m
  • Consumo urbano: n/d
  • Consumo rodoviário: n/d
  • Seguro: R$ 2.396
  • Revisões: R$ 3.020
  • Peças: R$ 4.053

Gol Trendline 1.0/1.6 – R$ 43.840/49.350

Abaixo de R$ 50.000, o Gol tem duas opções de motor (1.0 e 1.6) na versão Trendline

Abaixo de R$ 50.000, o Gol tem duas opções de motor (1.0 e 1.6) na versão Trendline (Divulgação/Volkswagen)

Com preço até R$ 50.000, o Gol Trendline entra neste dossiê com duas versões de motor: 1.0 de três cilindros e 12 válvulas e 1.6 de quatro cilindros e 8 válvulas. Se o foco é a relação custo-benefício, porém, a 1.0 se apresenta como a melhor opção.

Começa pelo preço. O Gol Trendline 1.0 é um dos mais baratos dos modelos contemplados neste dossiê. Ele sai por R$ 43.840 ante R$ 49.350 do Gol Trendline 1.6. E não é só no preço que o 1.0 é mais vantajoso que o irmão.

Ele também gera menos despesas na hora de fazer seguro. Segundo a Corretora Bidu, o 1.0 paga R$ 3.233 de seguro, contra R$ 3.694 do 1.6 – ambos são os donos das apólices mais caras deste levantamento, em razão do histórico de sinistralidade (índice de roubos e acidentes).

Gol conta com ar-condicionado de série

Gol conta com ar-condicionado de série (Divulgação/Volkswagen)

Em relação às revisões, a versão 1.0 também leva vantagem. Mais precisamente, a manutenção do 1.0 até os 60.000 km fica em R$ 2.495, enquanto a do 1.6 soma R$ 2.688. As duas versões só empatam no custo da cesta de peças: R$ 3.370 e R$ 3.357, respectivamente.

A diferença de tamanho do motor reflete no rendimento do carro. O Gol 1.0 anda menos, mas em compensação é mais econômico. Comparando o desempenho, o 1.6 é mais rápido.

Nas provas de aceleração, o 1.0 ficou para trás, com o tempo de 15,0 segundos, enquanto o 1.6 obteve 12,0 segundos. Mas, nas avaliações de consumo, o 1.0 se destacou com as médias de 13,2 km/l no ciclo urbano e 17,6 km/l, no rodoviário, contra 10,6 km/l e 14,8 km/l, respectivamente, do 1.6.

Vidros elétricos somente nas portas dianteiras

Vidros elétricos somente nas portas dianteiras (Divulgação/Volkswagen)

Os pacotes de equipamentos são iguais para os dois modelos: inclui ar-condicionado, direção hidráulica e vidros (na dianteira) e travas elétricos, entre outros itens.

O sistema de som é opcional, mas comprando o conjunto original Media Plus (com Bluetooth, MP3, USB, SD card e aux.) o desembolso é de R$ 858 – o que eleva o preço do 1.0 a R$ 44.698 e do 1.6 a R$ 50.201.

Sinais Vitais – Gol 1.0 Trendline

  • Motor: 1.0 de 82/75 cv a 6.250 rpm e 10,4/9,7 mkgf a 3.000 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 392 cm; largura, 168 cm; altura, 147 cm; entre-eixos, 250 cm; peso, 1.050 kg; porta-malas, 285 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14,2 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 27,7 m
  • Consumo urbano: 13,2 km/l
  • Consumo rodoviário: 17,6 km/l
  • Seguro: R$ 3.233
  • Revisões: R$ 2.495
  • Peças: R$ 3.370

Sinais Vitais – Gol 1.6 Trendline

  • Motor: 1.6 de 104/101 cv a 5.250 rpm e 15,6/15,4 mkgf a 2.500 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 389,7 cm; largura, 189,3 cm; altura, 146,4 cm; entre-eixos, 246,6 cm; peso, 1.033 kg; porta-malas, 285 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 11,6 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 29,3 m
  • Consumo urbano: 10,6 km/l
  • Consumo rodoviário: 14,8 km/l
  • Seguro: R$ 3.694
  • Revisões: R$ 2.688
  • Peças: R$ 3.357

Citroën C3 1.2 Start – R$ 43.990

Maçanetas e retrovisores na cor preta caracterizam a versão Start

Maçanetas e retrovisores na cor preta caracterizam a versão Start (Divulgação/Citroën)

O C3 vendido no Brasil está desatualizado em relação à versão comercializada na Europa. Lá, o Citroën chegou à terceira geração em 2016 e, por aqui, está na segunda.

Porém, seu estilo ainda agrada e ele tem a seu favor o eficiente motor 1.2 Flex, que em nosso teste fez as médias de 12,5 km/l na cidade e 16,9 km/l na estrada (rodando com gasolina).

Citroën C3 Acabamento interno é simples, mas de boa qualidade

Acabamento interno é simples, mas de boa qualidade (Christian Castanho/)

O desempenho é modesto, como o dos rivais. Na pista, o C3 fez de 0 a 100 km/h em 15 segundos. Mas o consumo é ótimo (12,5 km/l na cidade e 16,9 na estrada) e a vida a bordo é boa.

Ele leva quatro adultos com conforto e seu acabamento interno é de boa qualidade. Para o motorista, oferece a posição de dirigir elevada (para um hatch) e um comportamento dócil.

A direção elétrica é leve e a suspensão filtra bem as irregularidades do piso – embora permita que a carroceria balance muito nas curvas.

No porta-malas cabem 300 litros

No porta-malas cabem 300 litros (Divulgação/Citroën)

Neste levantamento, nós consideramos a versão Start (vendida apenas pelo site da fábrica) ao preço mais em conta de R$ 43.990. Nessa configuração, o C3 já tem ar-condicionado, direção elétrica, rádio e vidros e trava elétricos.

Mas, ainda dentro do teto de R$ 50.000, é possível comprar o segundo pacote da linha, a versão Attraction Puretech, que sai por R$ 49.990, e acrescenta à lista de equipamentos itens como faróis de neblina, luzes diurnas de led e vidros elétricos nas portas traseiras, além de detalhes que melhoram seu visual, como retrovisores e maçanetas na cor da carroceria e friso cromado na dianteira.

Motor 1.2 gera 90 cv com etanol

Motor 1.2 gera 90 cv com etanol (Divulgação/Citroën)

Em relação aos custos de propriedade, as revisões do C3 ficaram entre as mais caras pesquisadas, somando R$ 3.687 (até 60.000 km). Os custos com peças (R$ 3.501) e seguro (R$ 2.457) terminaram em patamares intermediários.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.2 de 90/84 cv a 5.750 rpm e 15,2/12,2 mkgf a 2.750 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 394,4 cm; largura, 170,8 cm; altura, 152,1 cm; entre-eixos, 246 cm; peso, 1.081 kg; porta-malas, 300 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 12,8 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 29,9 m
  • Consumo urbano: 12,5 km/l
  • Consumo rodoviário: 16,9 km/l
  • Seguro: R$ 2.457
  • Revisões: R$ 3.687
  • Peças: R$ 3.501

Nissan March SV 1.0 – R$ 46.490

Reestilizado há quatro anos, o March ainda é atual. Rodas de liga deixam o carro mais bonito

Reestilizado há quatro anos, o March ainda é atual. Rodas de liga deixam o carro mais bonito (Divulgação/Nissan)

O Nissan March vende menos de 1.000 unidades por mês. Mas isso não significa que ele é um mau negócio.

Oferecido a R$ 46.490, o compacto tem itens como rádio/CD player com Bluetooth e entrada USB, volante com comandos de som e telefone, faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas, ar-condicionado, direção elétrica e vidros elétricos nas quatro portas.

Detalhes internos são prateados na SV

Detalhes internos são prateados na SV (Divulgação/Nissan)

Apesar da aliança Renault-Nissan, o motor 1.0 de três cilindros com bloco e cabeçote de alumínio é diferente do conjunto empregado em Logan e Sandero.

Produzido em Resende (RJ), ele entrega 77 cv se abastecido com etanol ou gasolina, com torque máximo de 10 mkgf – no Sandero, ele gera até 82 cv e 10,5 mkgf. As médias de consumo do Nissan são 11,2 km/l na cidade e 17 km/l na estrada.

Seu desempenho também agrada, dando ao March a disposição nas arrancadas que faltava ao antigo motor de 1 litro. O motor funciona de forma menos áspera e vibra menos em comparação ao VW Up!, sendo mais próximo da dirigibilidade do Ford Ka.

Motor é mais ágil do que o antigo 1.0

Motor é mais ágil do que o antigo 1.0 (Divulgação/Nissan)

O incômodo ruído em primeira marcha (parecido até com o som emitido quando o veículo anda em marcha a ré), antigo problema do March, desapareceu no novo modelo.

Os engates do câmbio seguem imprecisos, mas a quinta marcha foi alongada em nome da economia de combustível, principalmente em velocidade de cruzeiro.

O March SV 1.0 é um bom negócio, principalmente nos custos de pós-venda: ele tem o segundo menor prêmio de seguro (R$ 1.818) e o menor custo de revisão (R$ 2.493).

Mas, se dinheiro não for problema, leve a versão SV 1.6, que tem o mesmo conteúdo e troca o motor 1.0 pelo 1.6 16V, de 111 cv, por R$ 51.990.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.0 de 77 cv a 6.200 rpm e 10 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 382,7 cm; largura, 167,5 cm; altura, 152,8 cm; entre-eixos, 245 cm; peso, 964 kg; porta-malas 265 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16,1 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 16 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 29,7 m
  • Consumo urbano: 11,2 km/l
  • Consumo rodoviário: 17 km/l
  • Seguro: R$ 1.818
  • Revisões: R$ 2.493
  • Peças: R$ 3.921

Renault Sandero/Logan 1.0 – R$ 51.090.850/53.100

Dupla se destaca em espaço interno e tem bom pacote de equipamentos

Dupla se destaca em espaço interno e tem bom pacote de equipamentos (Divulgação/Renault)

Há quem veja os Renault Logan e Sandero como carros de frota. Com razão: considerando os emplacamentos acumulados de janeiro a novembro, 75% dos Logan e 55% dos Sandero foram registrados em nome de empresas ou frotistas.

Mas isso não tira deles seus méritos, como o ótimo espaço interno. O entre-eixos de 2,59 metros do Sandero e 2,63 do Logan os coloca próximos de carros médios, mas sem comprometer o bolso do comprador. Só não espere por luxos: não há tecido nas portas e os plásticos são simples.

Interior dos modelos conta com plástico simples

Interior dos modelos conta com plástico simples (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os Logan e Sandero Expression são equivalentes em mecânica e equipamentos. Mas o sedã cobra R$ 2.010 a mais pelo porta-malas maior: são 510 litros contra os bons 320 do Sandero – maior capacidade entre os hatches aqui avaliados. O sedã ainda teve apólice de seguro 14% mais cara que a do Sandero em nossa cotação.

A versão Expression contempla ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, vidros elétricos dianteiros com função “um toque”, volante com regulagem de altura, computador de bordo, travas elétricas, sistema de som com CD, MP3 e Bluetooth, além de comandos atrás do volante.

Central multimídia é oferecida aos dois em pacote opcional

Central multimídia é oferecida aos dois em pacote opcional (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Opcional para os dois modelos, o pacote Tecno Pack inclui à lista a central multimídia MediaNav com GPS e sensores de ré. Curiosa é a diferença de valores: custa R$ 1.300 para o Sandero e salgados R$ 2.000 para o Logan.

Os dois usam o novo três cilindros 1.0 SCe com 82 cv e 10,5 mkgf de torque. Com duplo comando de válvulas variável, esse motor entrega bastante torque em baixas rotações e é elástico em retomadas. Mas, por ter stop-start, deveria ser mais eficiente.

Com a troca do motor, no início de 2017, o câmbio manual de cinco marchas ganhou acionamento por cabos. Está melhor em relação ao antigo, por varão, mas segue com engates imprecisos. Ser barato tem seu preço.

Sinais Vitais – Logan Expression 1.0

  • Motor: 1.0 de 82/79 cv a 6.300 rpm e 10,5/10,2 mkgf a 3.500 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 434,9 cm; largura, 173,3 cm; altura, 152,9 cm; entre-eixos, 263,5 cm; peso, 1.019 kg; porta-malas, 510 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16,3 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 30,4 m
  • Consumo urbano: 11,9 km/l
  • Consumo rodoviário: 14,3 km/l
  • Seguro: R$ 2.462
  • Revisões: R$ 3.231
  • Peças: R$ 3.012

Sinais Vitais – Logan Expression 1.0

  • Motor: 1.0 de 82/79 cv a 6.300 rpm e 10,5/10,2 mkgf a 3.500 rpm
  • Câmbio: manual, 5 marchas
  • Dimensões: comprimento, 406 cm, largura; 173,3 cm; altura, 153,6 cm; entre-eixos, 259 cm; peso, 1.011 kg; porta-malas, 320 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15,9 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 27,6 m
  • Consumo urbano: 11,7 km/l
  • Consumo rodoviário: 15,1 km/l
  • Seguro: R$ 2.114
  • Revisões: R$ 3.231
  • Peças: R$ 3.012

Onix 1.0 LT – R$ 48.150

Na versão LT, Onix traz design atualizado na dianteira (grade) e na traseira (lanternas)

Na versão LT, Onix traz design atualizado na dianteira (grade) e na traseira (lanternas) (Divulgação/Chevrolet)

Além da versão 1.0 Joy, abaixo de R$ 50.000, o Onix ainda tem uma segunda opção, a 1.0 LT, que tem preço sugerido de R$ 48.150.

Esse Onix vem com o mesmo conjunto de motor e câmbio, bem como direção, suspensão e freios – daí seu desempenho e comportamento dinâmico serem os mesmos do irmão mais barato – mas os R$ 4.600 de diferença no preço são bem justificados em outros aspectos.

O Onix 1.0 LT tem o estilo atualizado segundo a nova identidade da Chevrolet, acabamento mais sofisticado e pacote de equipamentos de série mais completo.

Central multimídia é item opcional

Central multimídia é item opcional (Divulgação/Chevrolet)

Além da nova frente, parecida com a do novo Cruze, o LT tem o interior monocromático preto mas com detalhes cromados, nas saídas de ar e nas maçanetas, e pretos brilhantes, no volante e na manopla do câmbio.

Os bancos são revestidos com tecido de textura mais encorpada e o painel de instrumentos possui cor azul (no Joy é laranja).

Entre os equipamentos, além de ar-condicionado, direção e vidros e travas elétricos, o hatch vem com sistema de som de fábrica (enquanto no Joy é vendido como acessório).

1.0 casa com o câmbio de 6 marchas

1.0 casa com o câmbio de 6 marchas (Divulgação/Chevrolet)

Porém, se puder gastar um pouco mais, ficando ainda abaixo dos R$ 50.000, o comprador pode optar por um dos pacotes opcionais R7J e R7F.

O primeiro custa R$ 1.400 e inclui abertura remota do porta-malas, volante multifuncional, sensor de estacionamento traseiro e central multimídia My Link (compatível com os sistemas Android e Apple).

O segundo sai por R$ 1.800 e acrescenta a essa lista o sistema de assistência remota OnStar – nos seis primeiros meses os serviços são gratuitos, após esse período existe um custo mensal, de acordo com o plano escolhido, com valores de R$ 50, R$ 65 ou R$ 80.

Sinais Vitais

  • Motor: 1.0 de 80/78 cv a 6.400 rpm e 9,8/9,5 mkgf a 5.200 rpm
  • Câmbio: manual, 6 marchas
  • Dimensões: comprimento, 393 cm; largura, 170,5 cm; altura, 147,7 cm; entre-eixos, 252,8 cm; peso, 1.011 kg; porta-malas, 280 litros
  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,6 s
  • Retomada 60 a 100 km/h: 14,1 s
  • Frenagem 80 km/h a 0: 27,9 m
  • Consumo urbano: n/d
  • Consumo rodoviário: n/d
  • Seguro: R$ 2.332
  • Revisões: R$ 3.020
  • Peças: R$ 4.872

    Mobi Drive 1.0 GSR – 46.990

    Mobi Drive 1.0 GSR Mobi: para quem viaja pouco e anda com, no máximo, mais um adulto

    Mobi: para quem viaja pouco e anda com, no máximo, mais um adulto (Divulgação/Fiat)

    A compra de um carro exige especial atenção prévia quanto ao tipo de uso que se fará dele. Gosta de pegar uma estrada de vez em quando com a família? Costuma sair com mais de um adulto? Se a resposta foi sim, recomendo que parta para os outros carros deste dossiê: o Mobi não vai atender suas necessidades.

    A cabine recebe bem dois adultos à frente e duas crianças atrás – e olhe lá. O porta-malas mais parece um porta-luvas: são só 215 litros ante 290 do Kwid.

    O acabamento é sofrível, com junções irregulares, cantos vivos e uma mescla exagerada de texturas. Temos especial conhecimento de causa, pois tivemos um Mobi no teste de Longa Duração e, durante 60.000 km, o ponto mais criticado pelos usuários foi exatamente o acabamento.

    Mas se você chegou até aqui, concluo que o tamanho ultracompacto do Mobi é justamente o que procura. Na cidade, as dimensões econômicas jogam a favor: o novo motor três cilindros deixa o Mobi ágil tanto em meio ao trânsito quanto na hora de encontrar uma vaga para estacionar.

    O câmbio GSR é acionado por botões O câmbio GSR é acionado por botões

    O câmbio GSR é acionado por botões (Christian Castanho/Quatro Rodas)

    Agora vem a maior vantagem do Mobi Drive GSR: é o único carro deste dossiê no qual você não precisa trocar marchas, graças ao câmbio automatizado – mas é possível poupar R$ 4.200, se optar pela transmissão manual de cinco marchas.

    Outro item adicionado foi o Kit Connect, com sistema de áudio e volante multifuncional. Ar-condicionado, direção elétrica e travas e vidros elétricos são de série.

    Sistema de som e volante multifuncional são opcionais Volante tem teclas de áudio e telefonia

    Volante tem teclas de áudio e telefonia (Christian Castanho/Quatro Rodas)

    O valor de seguro é outro destaque positivo do Mobi. Dentre todos os carros do dossiê, sua apólice (R$ 1.860) só é mais cara do que a do Renault Kwid (R$ 1.732) e do March (R$ 1.819). O preço da cesta de revisões (R$ 2.808) fica em posição intermediária no ranking geral.

    Motor 1.0 Firefly rende 77 cv e 10,9 mkgf Motor 1.0 Firefly rende 77 cv e 10,9 mkgf, econômico e forte

    Motor 1.0 Firefly rende 77 cv e 10,9 mkgf, econômico e forte (Christian Castanho/Quatro Rodas)

    Sinais Vitais

    • Motor: 1.0 de 77/72 cv a 6.250/6.000 rpm e 10,9/10,4 mkgf a 3.250
    • Câmbio: automatizado, 5 marchas
    • Dimensões: comprimento, 356,6 cm; largura, 163,3 cm; altura, 156 cm; entre-eixos, 230,5 cm; peso, 965 kg; porta-malas 215 litros
    • Aceleração de 0 a 100 km/h: 18,2 s
    • Retomada 60 a 100 km/h: 10,6 s
    • Frenagem 80 km/h a 0: 30,2 m
    • Consumo urbano: 14,9 km/l
    • Consumo rodoviário: 18,6 km/l
    • Seguro: R$ 1.860
    • Revisões: R$ 2.808
    • Peças: R$ 4.234

      Toyota Etios X – R$ 48.400

      Design foi atualizado em 2016, mas o Etios ainda está longe de ser unanimidade

      Design foi atualizado em 2016, mas o Etios ainda está longe de ser unanimidade (Divulgação/Toyota)

      O Etios X é uma das opções mais sedutoras entre os compactos de entrada. Por pouco mais de R$ 48.000, e com a já lançada linha 2019, o hatch sai de fábrica com ESP, ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, banco do motorista com regulagem de altura, Isofix e travas elétricas.

      Falta apenas o rádio, instalado como acessório nas autorizadas – foi o que fez a concessionária Nipônica, de Limeira (SP), que cedeu o veículo para as fotos.

      As fotos, de dezembro do ano passado, são do modelo 2018

      As fotos, de dezembro do ano passado, são do modelo 2018 (Divulgação/Toyota)

      Pesquise antes de fechar negócio, pois as lojas oferecem dois tipos de rádios convencionais e uma central multimídia. Os preços variam de R$ 1.200 a R$ 4.000.

      Não há luxo dentro do Etios, mas tem quase tudo do que você precisa. Os plásticos são duros, porém bem montados. O espaço também não é uma de suas principais virtudes, embora quatro adultos viajem com conforto. O porta-malas tem 270 litros.

      Assim como o design externo, interior tem visual polêmico

      Assim como o design externo, interior tem visual polêmico (Divulgação/Toyota)

      O Etios só deixa de ser uma boa compra se o cliente prioriza o design. É fato que as melhorias realizadas nos últimos anos tornaram o Etios mais atraente.

      Inspirado no Prius, o painel digital é completo e bonito, e a última reestilização melhorou o visual da dianteira. Mesmo assim, ele ainda está longe de ser referência de estilo.

      Painel digital foi inspirado no do Prius e traz funções interessantes

      Painel digital foi inspirado no do Prius e traz funções interessantes (Divulgação/Toyota)

      O câmbio manual de cinco marchas tem engates macios e precisos, que forma um feliz casamento com o motor 1.3 16V. São 98/88 cv e 13,1/12,5 mkgf, mais que suficiente para dar agilidade a seus 955 kg.

      E entrega um dos melhores consumos deste guia: 13,3 km/l na cidade e 17,6 na estrada. Bom de guiar, ele também é barato de manter. O custo de peças (R$ 3.359) está entre os menores e o Toyota é um dos três da lista com seguro abaixo de R$ 2.000.

      Calotas são as mesmas da versão XS

      Calotas são as mesmas da versão XS (Divulgação/Toyota)

      Só o preço das revisões não é tão baixo assim, apesar de ter um dos melhores pós-vendas do Brasil.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.3 de 98/88 cv a 5.600 rpm e 13,1/12,5 mkgf a 4.000 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 388,4 cm; largura, 169,5 cm; altura, 151 cm; entre-eixos, 246 cm; peso, 955 kg; porta-malas, 270 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,1 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 11,9 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 27,7 m
      • Consumo urbano: 13,3 km/l
      • Consumo rodoviário: 17,6 km/l
      • Seguro: R$ 1.915
      • Revisões: R$ 2.833
      • Peças: R$ 3.359

      Nissan Versa 1.0 – R$ 48.990

      Apenas as calotas identificam a versão de entrada do Versa

      Apenas as calotas identificam a versão de entrada do Versa (Divulgação/Nissan)

      Espaço interno é a maior virtude do Nissan Versa. Medindo 4,49 metros de comprimento e com distância entre-eixos de 2,60 metros (menor apenas do que os 2,63 metros do Renault Logan), o sedã acomoda cinco passageiros sem nenhuma dificuldade e ainda oferece um bom porta-malas de 460 litros.

      O design pode não agradar a todos, mas seus donos gostam, como indicou o resultado da pesquisa Os Eleitos 2017, na qual o Versa obteve a melhor nota neste quesito entre todos os 32 modelos avaliados.

      Sistema de som é acessório nas lojas

      Sistema de som é acessório nas lojas (Divulgação/Nissan)

      O motor 1.0 tricilíndrico de 77 cv não é dos mais silenciosos. Se no March ele dá conta do recado com sobras, no Versa ele sofre um pouco para movimentar os 1.056 kg do sedã em situações críticas (como em ladeiras e ultrapassagens), especialmente se carregado com cinco pessoas mais as bagagens.

      Isso acontece porque o torque de 10 mkgf se manifesta em sua plenitude apenas a 4.000 rpm, deixando o sedã fraco em baixas rotações. Nessas horas, o motorista precisa reduzir marchas para não deixar o carro perder embalo, situação corriqueira em modelos 1.0.

      Nissan Versa 1.0 Sobra espaço interno no banco de trás

      Sobra espaço interno no banco de trás (reprodução/Divulgação)

      O acabamento da versão Conforto peca pelo excesso de plásticos na cabine. Sua lista de equipamentos inclui ar-condicionado, direção elétrica, travas elétricas e vidros elétricos nas quatro portas. Porém, o banco traseiro não é rebatível e o rádio não figura nem entre os opcionais.

      As peças não são baratas (R$ 4.093), mas o Versa compensa nas revisões (R$ 2.493), das mais em conta ao lado do March.

      Porta-malas comporta até 460 litros

      Porta-malas comporta até 460 litros (Divulgação/Nissan)

      O valor acima não inclui o rádio, mas dá para instalar na autorizada: varia de R$ 1.270 a R$ 2.000. Se preferir a central multimídia, a conta vai de R$ 3.880 a R$ 4.690.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 77 cv a 6.200 rpm e 10 mkgf a 4.000 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 445 cm; larg., 169 cm; alt., 150 cm; entre-eixos, 260 cm; peso, 1.056 kg; porta-malas, 460 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 14,1 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 30,8 m
      • Consumo urbano: 11,3 km/l
      • Consumo rodoviário: 14,6 km/l
      • Seguro: R$ 2.230
      • Revisões: R$ 2.493
      • Peças: R$ 4.093

      HB20 Comfort Plus 1.0 – R$ 47.590

      HB20 une design atraente, motor razoável com boa relação entre preço e equipamentos

      HB20 une design atraente, motor razoável com boa relação entre preço e equipamentos (Divulgação/Hyundai)

      O Hyundai HB20 é um caso á parte em seu segmento. Consegue passar a impressão de ser um automóvel superior sem deixar de lado o preço ou comprometer o pacote de equipamentos.

      Por R$ 47.590, a versão Comfort Plus 1.0 tem central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, volante multifuncional com ajuste de altura, travas elétricas, ar-condicionado, vidro elétrico nas quatro portas e retrovisores elétricos.

      Versão tem volante multifuncional e acabamento acima da média

      Versão tem volante multifuncional e acabamento acima da média (Divulgação/Hyundai)

      É mais equipado que o Sandero Expression 1.0 e custa R$ 3.500 reais a mais – menos que uma parcela do financiamento.Se falta alguma coisa, é espaço no banco de trás para os mais grandinhos. Até o porta-malas, de 300 litros, é bom.

      Seu três cilindros 1.0 foi o primeiro a estrear no Brasil (no Kia Picanto, diga-se) e seus 80 cv e 10,2 mkgf de torque já não surpreendem.

      Central roda Android Auto e CarPlay

      Central roda Android Auto e CarPlay (Divulgação/Hyundai)

      No dia a dia, porém, o 1.0 se comporta bem: há bom torque entre as baixas e médias rotações, o que favorece retomadas e evita mais trocas de marcha. Isso nem seria um problema, pois a alavanca de câmbio tem bons engates.

      Mas o motor mostrou na pista sua limitação: o HB20 precisou de 16,2 s para chegar aos 100 km/h – 0,1 s a menos que o Logan 1.0. O consumo, de 11,9 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada, coloca o HB20 na média de seus concorrentes.

      Custos com seguro, revisões e da cesta de peças também não fazem o HB20 se destacar entre os demais – nem para o bem nem para o mal.

      Bancos são confortáveis, porém curtos

      Bancos são confortáveis, porém curtos (Divulgação/Hyundai)

      Ser mediano não é um problema em um segmento tão sensível a custos quanto o de carros compactos. Isso ajuda a explicar o sul-coreano como segundo mais vendido em 2017. O mais interessante: as versões 1.0 responderam por 80% dos HB20 emplacados até novembro.

      Neste ano o modelo disputa a vice-liderança com o Ford Ka e recentemente recebeu, recentemente, mudanças sutis e novos equipamentos na linha 2019.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 80/75 cv a 6.200 rpm e 10,2/9,4 mkgf a 4.500 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 392 cm; largura, 168 cm; altura, 147 cm; entre-eixos, 250 cm; peso, 990 kg; porta-malas, 300 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16,2 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 14,9 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 31,4 m
      • Consumo urbano: 11,9 km/l
      • Consumo rodoviário: 15,5 km/l
      • Seguro: R$ 2.311
      • Revisões: R$ 2.740
      • Peças: R$ 3.673

      Ka SE Tecno 1.0/SE 1.5 – R$ 49.190/50.190

      Versão SE Tecno tem ESP e vidros elétricos nas quatro portas, mas vem sem rodas de liga leve

      Versão SE Tecno tem ESP e vidros elétricos nas quatro portas, mas vem sem rodas de liga leve (Divulgação/Ford)

      Segurança é o principal atrativo do Ka SE Tecno. Uma das grandes novidades da linha 2018, a nova opção intermediária traz os desejados controles de estabilidade e de tração, até então restritos ao Ka SEL.

      Por R$ 49.190, ela ainda vem com assistente de partida em rampas, vidros elétricos nas quatro portas, computador de bordo, faróis de neblina, volante com comandos de som e telefone, retrovisores elétricos e sistema de som SYNC com Bluetooth e comandos de voz.

      Interior do Ka tem acabamento em plástico e volante com comandos de som e telefone

      Interior do Ka tem acabamento em plástico e volante com comandos de som e telefone (Divulgação/Ford)

      Ficam de fora apenas alarme e os itens estéticos da versão SEL: rodas de liga leve, lanternas com lentes fumê e bancos de couro.

      O motor 1.0 TiVCT de três cilindros tem 85/80 cv e 10,7/10,2 mkgf de torque máximo. O desempenho está na média dos compactos 1.0, precisando de 15,3 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h.

      Seu funcionamento é silencioso, com menos vibrações do que a concorrência. O câmbio não é macio, mas tem os engates justos típicos dos modelos Ford. Só o consumo poderia ser melhor: 11,5 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada.

      Falta tela touch para a central SYNC

      Falta tela touch para a central SYNC (Divulgação/Ford)

      A SE 1.5 é para quem busca melhor desempenho. Por R$ 50.190, traz o motor Sigma 1.5, que dá uma pitada de esportividade.

      Com 115/105 cv e 1.021 kg, o Ka possui uma relação peso/potência de até 8,8 kg/cv, quase empatando com os 8,4 do New Fiesta 1.6.

      A principal desvantagem da versão SE está no conteúdo. Só ar-condicionado, direção elétrica, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros e travas elétricas saem de fábrica.

      Bancos tem detalhes em duas cores

      Bancos tem detalhes em duas cores (Divulgação/Ford)

      Os custos de manutenção não são exorbitantes e nem pechinchas. As revisões custam mais de R$ 3.000 e as peças não passam de R$ 3.400.

      Mas fique atento: como a linha Ka terá um facelift em meados de 2018 e receberá um novo motor 1.5 (o mesmo do EcoSport), exija um bom desconto se for comprar agora.

      Sinais Vitais – Ford Ka SE Tecno 1.0

      • Motor: 1.0 de 85/80 cv a 6.500 rpm, 10,7/10,2 mkgf a 3.500 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 388,6 cm; larg., 169,5 cm; alt., 152,5 cm; entre-eixos, 249,1 cm; peso, 1.046 kg; porta-malas, 257 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15,3 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 15,9 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 27 m
      • Consumo urbano: 11,5 km/l
      • Consumo rodoviário: 15,6 km/l
      • Seguro: R$ 2.481
      • Revisões: R$ 3.272
      • Peças: R$ 3.394

      Sinais Vitais – Ford Ka SE 1.5

      • Motor: 1.5 de 110/105 cv a 5.500 rpm, 14,9/14,6 mkgf a 4.250 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 388,6 cm; larg., 169,5 cm; alt., 152,5 cm; entre-eixos, 249,1 cm; peso, 1.021 kg; porta-malas, 257 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,4 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 12 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 28 m
      • Consumo urbano: 11,9 km/l
      • Consumo rodoviário: 15,3 km/l
      • Seguro: R$ 2.537
      • Revisões: R$ 3.340
      • Peças: R$ 3.383

      Ford Ka Sedan SE 1.0 – R$ 49.250

      Ka Sedan passará pela primeira reestilização em 2018

      Ka Sedan passará pela primeira reestilização em 2018 (Divulgação/Ford)

      Um novo nome foi a principal mudança da linha 2018 do Ka+. Agora chamado oficialmente de Ka Sedan, o modelo continua sendo uma interessante opção para quem procura um sedã compacto.

      Potência não falta para o motor 1.0 TiVCT, que entrega 85/80 cv. Mas isso não significa que o Ka Sedan é um exemplo de agilidade, precisando de 16 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h e 14,5 segundos para retomar a velocidade de 60 a 100 km/h.

      Cabine é bem acabada e espaçosa

      Cabine é bem acabada e espaçosa (Divulgação/Ford)

      Ao contrário da maioria dos motores tricilíndricos, o 1.0 do Ka Sedan não trepida a ponto de causar desconforto nos ocupantes. Os números de consumo são muito bons: 12,5 km/l na cidade e 17,9 km/l na estrada.

      Amigo do bolso, o modelo tem peças mais baratas que o Renault Kwid (R$ 3.934) e seu valor das revisões (R$ 3.232) é idêntico ao rival Logan.

      Espaço atrás apenas para dois adultos

      Espaço atrás apenas para dois adultos (Divulgação/Ford)

      Quem comprar um Ka também pagará seguro menor que no Versa (R$ 2.230) e Logan (R$ 2.462). Embora seja um modelo de baixo custo, o Ka surpreende ao adotar dobradiças pantográficas, que não roubam espaço do porta-malas e nem amassam as bagagens. Mas o porta-malas leva 445 litros, menos que Chevrolet Prisma (500 litros) e Renault Logan (510).

      O SE traz ar-condicionado, direção elétrica, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos na dianteira e travas elétricas.

      Painel simples, mas de fácil visualização

      Painel simples, mas de fácil visualização (Divulgação/Ford)

      De série, o sistema de som MyConnection inclui reconhecimento de comandos de voz, Bluetooth e entrada auxiliar USB. No entanto, o multimídia SYNC das versões superiores (com tela de LCD de 3,5 polegadas) é substituído por um porta-objetos com tampa, que também serve de suporte para fixar o celular.

      Importante: lembre-se de pedir desconto, pois o Ka terá novo desenho da dianteira a partir de junho de 2018.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 85/80 cv a 6.500 rpm e 10,7/10,1 mkgf a 4.500/3.500 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 425 cm; largura, 169 cm; altura, 152 cm; entre-eixos, 249 cm; peso, 1.022 kg; porta-malas, 445 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 14,5 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 30,8 m
      • Consumo urbano: 12,5 km/l
      • Consumo rodoviário: 17,9 km/l
      • Seguro: R$ 2.003
      • Revisões: R$ 3.232
      • Peças: R$ 3.399

      VW Polo 1.0 MPI – R$ 50.490

      VW Polo MPI 1.0 Mesmo na versão básica o Polo tem visual quase idêntico ao de seus pares mais equipados

      Mesmo na versão básica o Polo tem visual quase idêntico ao de seus pares mais equipados (Divulgação/Volkswagen)

      O Polo estaria fora deste dossiê, não fosse a versão básica 1.0, por R$ 50.490. Por esse valor ele é menos equipado, mas, ainda assim, mantém atributos comuns a outros Polo, principalmente aquelas características essenciais, como plataforma e estilo.

      Ao volante, não há do que reclamar. O motor aspirado de 84/75 cv se defende bem e o Polo mantém o comportamento equilibrado, com a direção precisa e a suspensão segura – e mais confortável que a do Gol.

      Qualidade de construção do interior é boa, mas com materiais bem simples

      Qualidade de construção do interior é boa, mas com materiais bem simples (Leo Sposito/Quatro Rodas)

      A versão básica conta com os mesmos sistemas de direção e suspensão e a mesma estrutura de carroceria com aços de alta resistência das versões mais caras.

      Você não vai encontrar recursos como freio de emergência e bloqueio eletrônico do diferencial. Mas terá ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricos, sistema de som, faróis duplos, cintos de três pontos em todas as posições, Isofix e banco do motorista com ajuste de altura, entre outros.

      Motor 1.0 12V gera 82 cv com etanol

      Motor 1.0 12V gera 82 cv com etanol (Divulgação/Volkswagen)

      Visualmente, há uma grande diferença no acabamento interno, por conta dos materiais. Esqueça superfícies que imitam metal e as teclas piano black.

      Por fora, porém, só os mais atentos vão notar a ausência dos faróis de neblina, dos repetidores nos retrovisores e do emblema identificando a versão nas laterais.

      Porta-malas do Polo é de 300 litros

      Porta-malas do Polo é de 300 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

      De resto, coisas como para-choques, retrovisores e a faixa superior da grade dianteira na cor da carroceria está tudo lá. A favor do Polo, há ainda o custo das revisões (R$ 2.494), um dos menores do dossiê, e o de peças (R$ 2.495), que só perde para o QQ (R$ 1.897).O seguro (R$ 2.205) também é um dos mais baixos. E o consumo agrada: 12,8 km/l na cidade e 16,1 na estrada.

      A unidade testada e mostrada aqui foi gentilmente cedida pela concessionária paulista Caraigá Morumbi.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 84/75 cv a 5.300 rpm e 9,6/10,4 mkgf a 3.000 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 405,7 cm; largura, 175,1 cm; altura, 146,8 cm; entre-eixos, 256,5 cm; peso, 1.072 kg; porta-malas, 300 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 16,5 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 16 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 29,2 m
      • Consumo urbano: 12,8 km/l
      • Consumo rodoviário: 16,1 km/l
      • Seguro: R$ 2.205
      • Revisões: R$ 2.494
      • Peças: R$ 2.495

      Fox 1.6 connect – R$ 49.990

       (Divulgação/Volkswagen)

      O Fox Connect saía por R$ 54.750, contra os R$ 54.990 do Polo 1.6, menos equipado mas com quatro airbags. Agora custa R$ 49.990, menos que um Polo ou Up! 1.0.

      Equipadinho (como se espera de um carro com 15 anos de mercado), tem faróis de neblina, retrovisores elétricos com função tilt-down, volante multifuncional, piloto automático, sensores de estacionamento traseiros e coluna de direção com ajustes de altura e profundidade. 

      A lista de itens ainda contempla computador de bordo e central multimídia com tela sensível ao toque de 6,5 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay. 

      O motor é o 1.6 8V de máximos 104 cv e 15,6 mkgf. A inexistência de motorizações 1.0 indica ainda a concentração da distribuição dos motores para a linha Polo.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.6 de 104/101 cv a 5.250 rpm e 15,6/15,4 mkgf a 2.500 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 386,8 cm; largura, 166 cm; altura, 155,2 cm; entre-eixos, 246,7 cm; peso, 1.072 kg; porta-malas 270 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,6 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: N/D
      • Frenagem 80 km/h a 0: N/D
      • Consumo urbano: 11,6 km/l
      • Consumo rodoviário: 13,9 km/l
        *Números de fábrica

      Argo Drive 1.0 – R$ 47.790

      Fiat Argo Drive 1.0 Argo: a compra mais racional dentre os quatro Fiat do dossiê

      Argo: a compra mais racional dentre os quatro Fiat do dossiê (Divulgação/Fiat)

      No extremo oposto da situação do Palio, está o Argo. A carroceria carrega um estilo evidentemente mais moderno e atual, o motor é o econômico e elástico três cilindros 1.0 e o acabamento, infinitamente superior, é resultado da evolução obtida desde que a Fiat adquiriu o Grupo Chrysler, dando origem à FCA, em 2014.

      O projeto moderno também se traduz em uma rodagem muito mais refinada e equilibrada. Se você preza pelo prazer ao dirigir e está em dúvida entre os outros Fiat deste dossiê (Mobi, Uno e Palio), não pense duas vezes: fique com o Argo.

      Além de mais atual e espaçoso, tem um baixo custo de vida após a compra. Seu pacote de revisões até 60.000 km, por exemplo, custa os mesmos R$ 2.808 do Mobi – bem abaixo, portanto, dos R$ 3.552 de Palio e Uno.

      Na hora de contratar o seguro, os R$ 2.147 cobrados para cobrir um Argo perdem para o Mobi (R$ 1.860), mas ganham (por pouco, é verdade) da dupla de veteranos Uno e Palio (respectivamente, R$ 2.673 e R$ 2.703).

      Na versão Drive 1.0, central multimídia é opcional Acabamento é o ponto forte do Argo

      Acabamento é o ponto forte do Argo (Divulgação/Fiat)

      Pensando fora de casa, no confronto com seus rivais diretos, o Argo também se mostra competitivo. Seguro e revisões de um Hyundai HB20 (R$ 2.311/R$ 2.740), Renault Sandero (R$ 2.115/R$ 3.232) e de um GM Onix (R$ 2.332/R$ 3.020), por exemplo, são equivalentes aos do Fiat Argo (R$ 1.990/R$ 2.808).

      Para participar do dossiê dos carros completos, o Argo pede a aquisição, por R$ 2.300, do Kit Multimedia – básico, ele não tem nem sequer um rádio simples.

      Tela de 3,5 polegadas exibe informações do computdor de bordo

      Tela de 3,5 polegadas exibe informações do computdor de bordo (Fiat/Divulgação)

      Compatível com celulares Android e Apple, a central é bem completa e amigável. O pacote inclui ainda volante multifuncional e uma prática segunda porta USB no console.

      Para 2018, a Fiat aumentou os preços do Argo pela primeira vez desde o lançamento. Com o acréscimo de R$ 990, o hatchback saltou de R$ 46.800 para R$ 47.790 – com os R$ 2.300 do Kit Multimedia o valor salta para R$ 50.090 e ultrapassa nosso limite por R$ 90.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 77/72 cv a 6.250/6.000 rpm e 10,9/10,4 mkgf a 3.250 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 399,8 cm; larg., 196,2 cm; alt., 150,3 cm; entre-eixos, 252,1 cm; peso, 1.105 kg; porta-malas 300 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 15,4 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 12,7 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 28,5 m
      • Consumo urbano: 14,1 km/l
      • Consumo rodoviário: 15,7 km/l
      • Seguro: R$ 2.147
      • Revisões: R$ 2.808
      • Peças: R$ 5.263

      Move Up! 1.0 MPI – R$ 51.290

      Na linha 2018, o Up! ganhou para-choques que lhe deram um ar mais esportivo

      Na linha 2018, o Up! ganhou para-choques que lhe deram um ar mais esportivo (Divulgação/Volkswagen)

      Devido às dimensões compactas, o Up! é mais indicado para o uso urbano. Fácil de manobrar e de estacionar, ele leva quatro pessoas e 280 litros no porta-malas.

      Fazer uma viagem vez por outra não será decepcionante. Mas se você é daqueles que não veem a hora de chegar o fim de semana para pegar a estrada, o Up! pode não satisfazê-lo, principalmente acompanhado da família.

      Move Up! traz painel bicolor de série

      Move Up! traz painel bicolor de série (Divulgação/Volkswagen)

      Nada contra o motor 1.0 MPI de 82/75 cv, que é o mais fraco da linha, mas mantém o preço abaixo dos R$ 50.000 – há ainda o 1.0 TSI de 105/101 cv, que tem rendimento que se pode dizer arrebatador, mas custa R$ 55.700.

      Mesmo com o motor MPI, o Up! oferece bom desempenho, com força suficiente para fazer ultrapassagens na estrada quando necessário. Em nossa pista, o Up! MPI acelerou de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos, enquanto o TSI fez o mesmo em 11,7.

      Bancos de tecido têm apoio de cabeça

      Bancos de tecido têm apoio de cabeça (Divulgação/Volkswagen)

      Mas o desempenho é uma qualidade que pode ficar em segundo plano, quando se busca uma boa relação custo-benefício. Os motores são fruto do mesmo bloco, com três cilindros e cabeçote multiválvulas. A principal diferença é que o TSI é turboalimentado e tem injeção direta.

      No que diz respeito aos equipamentos, o conteúdo é o mesmo, quando se compara a mesma versão de acabamento Move Up!, no caso.

      O painel de instrumentos é completo

      O painel de instrumentos é completo (Divulgação/Volkswagen)

      Além de ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricos e som, o Up! oferece banco do motorista com ajuste de altura, sensor de estacionamento, chave canivete e rodas de liga leve.

      Seu preço está entre os maiores do grupo considerado aqui. Em compensação, o Up! é o dono do menor custo de revisões de todo o dossiê e tem um dos seguros mais baratos. Em relação às peças, fica em um patamar intermediário.

      Até o fim de 2017 o Move Up! custava R$ 49.290. Porém, o modelo foi mais um que recebeu aumento em janeiro e ultrapassou nosso limite em R$ 270.

      Sinais Vitais

      • Motor: 1.0 de 82/75 cv a 6.250 rpm e 10,4/9,7 mkgf a 3.000 rpm
      • Câmbio: manual, 5 marchas
      • Dimensões: comprimento, 368,9 cm; largura, 164,5 cm; altura, 150,4 cm; entre-eixos, 242,1 cm; peso, 922 kg; porta-malas, 285 litros
      • Aceleração de 0 a 100 km/h: 14,9 s
      • Retomada 60 a 100 km/h: 14,3 s
      • Frenagem 80 km/h a 0: 28,5 m
      • Consumo urbano: 13,5 km/l
      • Consumo rodoviário: 17,9 km/l
      • Seguro: R$ 2.081
      • Revisões: R$ 2.520
      • Peças: R$ 3.409

      Veredicto: qual oferece mais por menos?

      Não há carro perfeito. Pensando no mercado (segmento, concorrência, expectativa de vendas) e com orçamentos limitados, as fábricas elegem alguns aspectos a serem privilegiados, em cada projeto, para atingirem níveis elevados de satisfação dos clientes e deixam os demais dentro de padrões apenas medianos.

      A prova disso é que no ranking abaixo, em que elegemos os melhores em desempenho, consumo, modernidade de projeto, equipamentos, espaço interno e custos (preço, seguro, peças e revisões), não existem grandes destaques.

      Os modelos se alternam nas posições. Nenhum emplacou o primeiro lugar em mais de um aspecto. E só o Kwid ficou duas vezes com o segundo posto (consumo e custos). Para a formação desse ranking, elegemos os cinco melhores de cada quesito.

      Diante desse comportamento das fábricas (todas elas poderiam buscar a perfeição em todos os aspectos, mas, nesse caso, os preços cobrados pelos carros iriam às alturas), cabe ao consumidor refletir bastante sobre suas expectativas e necessidades em relação ao veículo e analisar bem as características de cada opção que está em sua mira.

      Acertar na escolha implica não só na sensação de satisfação das necessidades como também no retorno do investimento realizado.

      Para ajudar você a escolher entre os carros da nossa lista, fizemos um ranking dos primeiros colocados em cada atributo.

      Com receitas diferentes, os carros se alternam nas primeiras posições:

      Desempenho Consumo Projeto Equipamentos Espaço interno Custos
      1° Ka SE 1.5 1° Mobi Drive 1.0 GSR 1° Polo 1.0 MPI 1° Ka SE Tecno 1.0 1° Versa 1.0 Conforto 1° QQ ACT 1.0
      2° Gol Trendline 1.6 2° Kwid 1.0 Intense 2° Argo Drive 1.0 2° Uno Way 1.0 2° Logan 1.0 Expression 2° Kwid 1.0 Intense
      3° Etios 1.3 X Hatch 3° UP! Move UP! 1.0 3° UP! Move UP! 1.0 3° QQ ACT 1.0 3° Sandero 1.0 Expression 3° Gol Trendline 1.0
      4° HB20 1.0 Confort Plus 4° Argo Drive 1.0 4° 2° Kwid 1.0 Intense 4° Argo Drive 1.0 4° Polo 1.0 MPI 4° Onix 1.0 Joy
      5° Celer 1.5 Hatch 5° Etios 1.3 X Hatch 5° HB20 1.0 Confort Plus 5° 2° Kwid 1.0 Intense 5° Argo Drive 1.0 5° Polo 1.0 MPI

       

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      1. Estranhei bastante, normalmente os modelos FCA dia muito mais elogiados.