Novo Jetta tem base de Golf e painel de Polo

Sétima geração do sedã foi desenvolvida sobre plataforma modular e chegará ao Brasil ainda este ano

A enorme grade do radiador se destaca e ajuda a diferenciar o Jetta dos irmãos de marca

A enorme grade do radiador se destaca e ajuda a diferenciar o Jetta dos irmãos de marca (Divulgação/Volkswagen)

O visual do novo Volkswagen Jetta já não era segredo, mas os detalhes ainda desconhecidos foram revelados durante a apresentação do modelo um dia antes da abertura oficial do Salão de Detroit, nos Estados Unidos.

Novo Jetta apresentado no salão de Detroit Novo Jetta apresentado no salão de Detroit

Novo Jetta apresentado no salão de Detroit (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

O sedã agora passa a usar a plataforma modular MQB do novo Polo e Golf. A dupla, aliás, cedeu também um novo painel digital e um motor 1.4 turbo atualizado para chegar aos 150 cv – em outros mercados fora do Brasil, o Jetta anterior não havia passado dos 140 cv.

Outra mudança foi a troca do câmbio automático. A caixa Aisin de seis marchas foi substituída por outra, da mesma empresa, mas com oito relações. O novo câmbio é similar ao usado pelo BMW X1 e Mini Cooper. A única opção manual continua a ter seis marchas, mas não deve ser oferecida por aqui.

A VW do Brasil não comenta sobre a vinda do novo Jetta ao país, mas é certo que o sedã chegará ainda este ano, logo após os novos Tiguan e Golf.

A ideia era dar nova identidade ao Jetta, mas as lanternas acabaram ficando ainda mais parecidas às do Virtus A ideia era dar nova identidade ao Jetta, mas as lanternas acabaram ficando ainda mais parecidas às do Virtus

A ideia era dar nova identidade ao Jetta, mas as lanternas acabaram ficando ainda mais parecidas às do Virtus (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A nova plataforma permitiu ao Jetta crescer 3,3 cm, chegando a 2, 68 m de entre-eixos. A medida ainda é inferior aos líderes do segmento Honda Civic e Toyota Corolla, mas afastou a novidade do Virtus. A base estrutural mais moderna também abriu caminho para a adoção de uma nova arquitetura eletrônica.

As versões mais caras terão quadro de instrumentos digital e o novo sistema multimídia já usado no Virtus

As versões mais caras terão quadro de instrumentos digital e o novo sistema multimídia já usado no Virtus (Divulgação/Volkswagen)

Entre-eixos ampliado deixou o Jetta mais próximo de Civic e Corolla

Entre-eixos ampliado deixou o Jetta mais próximo de Civic e Corolla (Divulgação/Volkswagen)

Na prática, isso possibilitou ao Jetta receber os mesmos equipamentos presentes no Polo e Golf. Entre os itens disponíveis nos EUA há conexão com a internet, controlador de velocidade adaptativo com frenagem autônoma de emergência, alerta de veículo no ponto cego, assistente de manutenção de faixa e freios automáticos pós-colisão.

Quer saber como será o Jetta vendido aqui? Só imagina-lo sem os indicadores de direção âmbar (obrigatórios nos EUA)

Quer saber como será o Jetta vendido aqui? Só imagina-lo sem os indicadores de direção âmbar (obrigatórios nos EUA) (Divulgação/Volkswagen)

Torcida contra a torção

Uma novidade para os norte-americanos é que o Jetta volta a ter suspensão por eixo de torção na traseira. A arquitetura mais simples substituirá, ao menos na versão 1.4, o conjunto multibraço – mais moderno, mas também mais caro.

Pelo menos o modelo ganhou freio de estacionamento elétrico, ainda que isso não impeça a VW de fazer uma variação sem o sistema para o mercado nacional.

Aplique no para-lamas dianteiro já é usado no Polo. O para-choque traseiro ganhou apliques para simular uma saída de escape dupla

Aplique no para-lamas dianteiro já é usado no Polo. O para-choque traseiro ganhou apliques para simular uma saída de escape dupla (Divulgação/Volkswagen)

A dianteira do novo Jetta adota uma leitura mais conservadora das linhas presentes no Arteon. A enorme grade trapezoidal foge do padrão da marca, o que pode ser um ponto positivo para quem acha que os modelos da VW estão cada vez mais parecidos entre si.

As lanternas traseiras continuam bipartidas, mas ficaram mais afiladas na porção central.

Iluminação em LED da cabine pode mudar de cor

Iluminação em LED da cabine pode mudar de cor (Divulgação/Volkswagen)

O interior retilíneo oferece, nas versões mais caras, o novo sistema multimídia da Volkswagen, composto por duas grandes telas de LCD. A que fica no quadro de instrumentos, inclusive, pode mostrar o mapa do GPS integralmente, ao contrário da tela usada nos Audi.

A cabine ganhou materiais mais refinados e com maior qualidade aparente, aproximando o novo Jetta de seus rivais japoneses.

A Volkswagen não comentou sobre outras opções de motorizações, mas especula-se que a opção topo de linha do Jetta perderá o 2.0 turbo de 211 cv usado também no Golf GTI.

Em seu lugar, a VW usaria outro 2.0, de 190 cv, que já equipa os novos Tiguan e Audi A4. A troca visa abrir mão de parte da performance em troca de maior economia de combustível.

Comentários
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  1. Sergio Augusto

    A frente e horrorosa o resto e o de sempre feijão com arroz da VW, mecanica nota 7,5 pelo motor ainda tocado por correia dentada ultrapassada.

  2. Andre Wetter

    Quatro rodas so comete gafe, não tem uma reportagem sem erro. “A Volkswagen não comentou sobre outras opções de motorizações, mas especula-se que a opção topo de linha do Jetta perderá o 2.0 turbo de 211 cv usado também no Golf GTI.”
    Plataforma MQB finalmente para o jetta, que hoje tem a mesma do golf V. Interior de polo mas com mais espaço. Esse cambio ai de 8 marchas aposto que não vai no Brasil, bem como o freio eletrônico.

  3. Xiiiiii! Motor 2.0 com 190 cv? Em desempenho a BMW 320i vai matar o Jetta.

  4. “por aqui não deve vir o câmbio manual”. Não me surpreende. Já vi que em breve só andarei de carro popular mesmo, ô mercado limitado esse daqui. Quero câmbio manual KCT.

  5. A feiura é mais do que esperada vindo da Volks.

  6. claudio bruel

    Crescu como rabo de égua, para baixo.

  7. Leonardo de Pádua

    Está muito similar ao Virtus…

  8. Sem graça ou não, o Jetta, que em 2017 não vendeu nem 10 mil unidades no Brasil, foi o 16° carro mais vendido no mundo (algo em torno de 300 mil unid). Este não é um carro pensado paro o mercado brasileiro, mas sim para o Americano. Lá, mesmo com o design cansado, ele é o principal produto da VW. Portanto, se vc, brasileiro, odeia o carro, seu design, etc, aposto que a Vw não está muito preocupada com isso. Todos enchem a boca pra falar da geração V do Jetta e, nem por isso, o carro foi líder de vendas por aqui. O carro mais vendido por aqui não aguenta um esbarrão, é inseguro, nota ZERO no Latim Ncap, mas vende igual água. Carro bom para nós brasileiros é aquele que podemos pagar as prestações; o resto, a gente mete o malho!

  9. Hernani Alfredo Dias

    Sinceramente eu não entendo quem critica o design dos VW. A Mercedes faz sedans tamanhos P M e G ( Leia-se Classe C, Classe E e Classe S ) e ninguém fala nada. Se você por fotos de vários BMW de frente, lado a lado, duvido alguém acertar todos …