Novo VW Polo custará de R$ 49.990 a R$ 69.190 no Brasil

Volkswagen começa a pré-venda com quatro versões e três opções de motorização diferentes

Preços (sem opcionais) vão de R$ 49.990 a R$ 69.190

Preços (sem opcionais) vão de R$ 49.990 a R$ 69.190 (Guilherme Fontana/Quatro Rodas)

A sexta geração do Polo enfim foi apresentada oficialmente (com preços!) mo Brasil. Com mecânica moderna, visual (quase) igual ao europeu e cheio de tecnologia, o hatch volta como a maior aposta da Volkswagen no país nos últimos anos junto do sedã Virtus, confirmado para o primeiro trimestre de 2018.

Partindo de R$ 49.990, o novo Polo chega com preços competitivos frente ao Hyundai HB20 e Fiat Argo, que parte de R$ 46.800 mas ainda não viu suas vendas decolarem.

Segundo a VW, a pré-venda começa a partir de agora pela internet. A previsão das primeiras entregar ainda não foi divulgada.

Com três opções de motores e duas de transmissões, o Polo é oferecido em quatro versões diferentes. A configuração de entrada, batizada apenas de 1.0 MPI, custa R$ 49.990 e é equipada com o conhecido motor 1.0 de três cilindros do Up!, com 84/75 cv e 10,4/9,7 mkgf com etanol/gasolina, sempre com câmbio manual de cinco marchas.

Com esse conjunto, a Volkswagen diz que o modelo vai de 0 a 100 km/h em 13,3 segundos quando abastecido com etanol, o que indica uma relação de marchas bem curta.

Sigla 200 TSI identifica o motor 1.0 com 200 NM (20,4 mkgf) de torque

Sigla 200 TSI identifica o motor 1.0 com 200 NM (20,4 mkgf) de torque (Guilherme Fontana/Quatro Rodas)

De série, o modelo é equipado com ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas, quatro airbags (dois dianteiros e dois laterais), Isofix, faróis com dupla parábola, computador de bordo, suporte para smartphone no topo do painel com USB para recarga, regulagem de altura do banco do motorista e chave tipo canivete.

Os mesmos itens equipam a versão 1.6 MSI, que sai por R$ 54.990 e se diferencia pelo motor maior: com 1.6 litros e 16 válvulas, são 117/110 cv e 16,5/15,8 mkgf com etanol/gasolina (os números são ligeiramente inferiores à configuração utilizada no Golf e no Fox/Spacefox, por questões de mapeamento).

Sempre com câmbio manual de cinco marchas (e não seis, como no Fox), o modelo vai de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos, de acordo com dados da fabricante. Além dos equipamentos, o acabamento é o mesmo para as versões 1.0 MPI e 1.6 MSI (que adotam apenas estas nomenclaturas), com acabamento claro, na cor cinza, e bancos de tecido.

Modelo nacional terá poucas diferenças no estilo em relação ao europeu, como o para-choque dianteiro com desenho exclusivo e faróis mais simples (Divulgação/Volkswagen)

Para ambas as versões mais em conta, a Volkswagen oferece dois pacotes opcionais. O primeiro adiciona central multimídia Composition Touch com tela sensível ao toque de 6,5 polegadas, entrada USB, conexão Bluetooth e integração com Mirror Link e Android Auto, rodas de liga leve Viper aro 15 e controle de estabilidade.

Já o segundo pacote traz apenas o controle de estabilidade, que também adiciona sistema de secagem dos discos de freio dianteiros. Os preços dos opcionais ainda não foram divulgados pela marca.

Logo acima, a versão Comfortline já traz o mesmo conjunto mecânico 1.0 TSI da topo de linha Highline, diferenciando-se por acabamento e conteúdo. No caso da Comfortline (R$ 65.190), o interior tem materiais de cores e texturas contrastantes, com porções em cinza e preto, além de peças com acabamento brilhante no centro do painel.

Na traseira, a única singularidade do Polo brasileiro está na ausência de leds nas lanternas, que imitam a iluminação do europeu (Divulgação/Volkswagen)

Além dos itens presentes nas versões de entrada, a Comfortline adiciona controle de estabilidade com bloqueio eletrônico do diferencial, freios a disco nas quatro rodas, coluna de direção com ajustes de altura e profundidade, faróis de neblina com auxílio em curvas, central multimídia Composition Touch, bancos traseiros bipartidos, rodas de liga leve aro 15, retrovisores elétricos, sensores de estacionamento traseiros, descansa braço dianteiro, volante multifuncional e lanternas escurecidas.

Interior da versão Highline 200 TSI é mais refinado, mas central multimídia com 8 polegada e quadro de instrumentos digital são opcionais (Divulgação/Volkswagen)

Para ele, também serão oferecidos dois kits de opcionais. O primeiro acrescenta sistema de chave presencial para travamento, destravamento e partida do veículo, retrovisor interno eletrocrômico, sensores de estacionamento dianteiros, aletas para troca de marchas atrás do volante, farol com ajuste automático de intensidade, rodas de 16 polegadas e piloto automático.

O segundo inclui ar-condicionado digital (de apenas uma zona), câmera de ré, frenagem automática pós-colisão, aletas para troca de marchas atrás do volante, faróis automáticos, sensores de chuva, detector de fadiga, indicador de pressão dos pneus e detalhes em preto brilhante. Os preços dos pacotes não foram divulgados.

Por fim, a versão mais cara, Highline, que já dirigirmos e custa R$ 69.190 e traz de série, além dos itens da anterior, piloto automático, sensores de estacionamento dianteiros, partida do motor por botão, duas portas USB, luzes diurnas em led, ar-condicionado digital, volante revestido de couro e porta-luvas refrigerado.

Opcional para a versão Highline, o quadro digital tem 10,25 polegadas com mostradores personalizáveis em 2D ou 3D (Divulgação/Volkswagen)

Ele também tem dois pacotes opcionais: um com indicador de pressão dos pneus, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, faróis automáticos, câmera de ré, detector de fadiga, frenagem automática pós-colisão e central multimídia Discover Media com tela sensível ao toque de 8 polegadas, GPS, comandos de voz, sensor de aproximação, USB, Bluetooth e conexão com Android Auto, Apple CarPlay e Mirror Link.

O outro traz rodas de liga leve de 17 polegadas e o tecnológico quadro de instrumentos digital, semelhante ao utilizado nos Audi, com tela de 10,25 polegadas de alta definição com todas as informações de condução e navegação dispostas em formato personalizável, além da disponibilidade de visualização 2D ou 3D.

Tanto a versão Comfortline, quanto a Highline, acrescentam à nomenclatura a sigla 200 TSI ─ em referência aos 200 NM de torque (o equivalente a 20,4 mkgf) e ao sistema de turbo com injeção direta do motor. Apesar de herdado do hatch médio, o motor 1.0 turbo tem uma calibração mais potente em relação ao utilizado no Golf e no Up!.

Além de terem controle de estabilidade e freios a disco nas quatro rodas, versões 200 TSI são sempre equipadas com câmbio automático de seis marchas (Divulgação/Volkswagen)

No Polo, são 128/115 cv com etanol/gasolina e 20,4 mkgf independentemente do combustível utilizado, entre 2.000 e 3.500 rpm. Sempre com transmissão automática de seis marchas, o modelo vai de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos com etanol, segundo a Volkswagen. Esta configuração é a mais potente entre todos os 1.0 TSI utilizados pela VW no planeta.

Visualmente, o Polo brasileiro tem singularidades pontuais em relação ao europeu, sendo o para-choque dianteiro a principal delas. Além dos vincos diferenciados, a peça dá mais esportividade ao modelo pela maior abertura central, reforçada pelas bordas mais largas.

Os faróis, apesar de manterem o mesmo formato, têm um novo arranjo interno que dispensa a faixa de leds sublinhando as parábolas de luz. Na parte de trás, apenas as lanternas tiveram a iluminação alterada, também deixando de lado os leds em favor de lâmpadas convencionais.

Apesar de maior e mais tecnológico em relação ao antigo Polo, o novo é até 44 kg mais leve (Divulgação/Volkswagen)

Já em relação ao antigo Polo, vendido no Brasil até 2015, o novo cresceu ─ e muito. Ele tem, a mais, 16,7 cm no comprimento, 10 cm no entre-eixos e 10 cm na largura. Entretanto, o hatch ficou 2,1 cm mais baixo para reforçar seu caráter esportivo. O porta-malas tem 300 litros de capacidade. Mesmo com todos os acréscimos nas medidas, ele é 44 kg mais leve quando comparado ao seu antecessor.

Isso se deve, além da utilização de motores menores, à sua construção mais leve, com aços especiais de alta e ultra-alta resistência em mais de 50% da estrutura. A utilização de aço conformado a quente, mais resistente e leve em relação às chapas de aço convencionais, estão em 18,5% da estrutura do novo Polo, como no assoalho.

Cor "Amarelo Cúrcuma" é exclusiva do lançamento

Cor “Amarelo Cúrcuma” é exclusiva do lançamento (Guilherme Fontana/Quatro Rodas)

A CONCORRÊNCIA

Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Citroën C3 e Peugeot 208 estão na mira do novo Polo. Todos eles ocupam a vasta faixa entre os R$ 43.000 (no caso do HB20, o mais barato da turma) e os R$ 74.490 (para o 208 Urbantech 1.6). Nenhum, porém, oferece conjuntos mecânicos e equipamentos tão modernos quanto o hatch da Volkswagen.

A grande rivalidade do Volks se estabelece entre Ford Fiesta e Fiat Argo. Enquanto o primeiro é o único com mecânica capaz de brigar com o Polo 200 TSI, o segundo é o mais novo do mercado, com soluções contemporâneas para a categoria.

Ford Fiesta (Divulgação/Ford)

Na versão de entrada, o Fiesta tem preço mais atraente em relação ao Polo. São R$ 53.660 para o SE com motor 1.6, câmbio manual e lista de equipamentos semelhante ─ exceto pela ausência dos quatro airbags.

No VW, o 1.6 MSI custa R$ 54.990. Na versão intermediária, a briga fica mais acirrada. Os R$ 65.190 do Polo Comfortline 200 TSI se confrontam com os R$ 66.090 do Fiesta SEL com motor 1.0 turbo EcoBoost, sem os quatro airbags.

No topo da linha, o Titanium com motor turbinado custa R$ 73.990, ante os R$ 69.190 do Polo Highline. Dessa vez, porém, o Fiesta passa a ter sete airbags, contra os quatro do novato rival.

Fiat Argo HGT Opening Edition

Fiat Argo HGT (divulgação/Fiat)

Mas quem deve ser o principal concorrente do Polo é o Argo. O hatch da Fiat chegou há alguns meses com boa proposta e preços interessantes. Com motor 1.0 de três cilindros, ele parte de R$ 46.800 na versão Drive sem nenhum opcional. O 1.3 Drive, equivalente ao Polo 1.6, não custa menos de R$ 53.900 e tem como opção o câmbio automatizado GSR, saindo por R$ 58.900.

Para brigar com o Polo Comfortline TSI (R$ 65.190), o Argo tem a versão HGT 1.8 manual por R$ 64.600, enquanto o HGT 1.8 automático bate de frente com o Polo mais caro, de R$ 69.190.

Confira o comparativo entre VW Polo, Fiat Argo r Hyundai HB20 na QUATRO RODAS de outubro, já nas bancas!

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  1. Lukinha Brandalia

    Mais um Gol…

  2. Zigfrietz Tazogh

    Polo 1.0 básico:

  3. Antonio Brandão

    Perdeu totalmente o diferencial do carro que seria o filamento em LED na frente como luz diurna, ao invés disso colocaram uma luz ao lado do farol de neblina, ficou muito parecido com o gol.
    Que erro da VW Brasil, como que tiram o ponto alto do carro assim?!

  4. Acho q a editora poderia começar a tratar os carros pelos preços praticados no mercado, e não pelo valor de tabela – q só serve para facilitar a venda para financiamentos com entrada$ baixa$.
    O fiesta é vendido a R$ 49.000 no mercado. Portanto, deve ser considerado este valor, e não os R$ 53.990 anunciados na matéria.
    Da mesma forma, na matéria dos populares, Mobi, Kwid e Up, onde o moby q é vendido a R$ 31.000 é citado na materia por R$ 34.000 e lá vai fumaça.
    Tem q aplicar os valores praticados no mercado!

  5. Rafael Bezerra

    Ele também tem dois pacotes opcionais: um com indicador de pressão dos pneus, retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, faróis automáticos, câmera de ré, detector de fadiga, frenagem automática pós-colisão e central multimídia Discover Media com tela sensível ao toque de 8 polegadas, GPS, comandos de voz, sensor de aproximação, USB, Bluetooth e conexão com Android Auto, Apple CarPlay e Mirror Link.
    Na parte da reportagem que fala de sensor de aproximação isso seria o que? O detector de Ponto Cego no retrovisor?

  6. Nicelio Melo do Nascimento

    O carro nas versões mais completas é bacana, muita tecnologia embarcada e 5 estrelas no teste de impacto o design de sempre da VW sem muito impacto, tal qual o ARGO que também não empolga as saídas de ventilação central muita baixa vai gelar a barriga dos ocupantes e essa versão básica nem vai vender eu acho!!!

  7. André Luís Streck

    Uma pena não oferecer o câmbio manual de 6 marchas para as versões TSI, só por este detalhe ficaria com o Argo HGT ou iria para um Golf 1.0 TSI.

  8. arthur luiz melo bezerra

    A Volks deveria mudar o nome de seus carros pra pp, p, m, g e gg, e alguns acrescentando a letra C de cargo.

  9. Ailton Marques

    Quando as montadoras vão abolir carpete felpudo? Ô coisa mais ultrapassada, difícil de manter limpa, retêm poeira e que mancha facilmente!
    Devia ser tudo feito com algum tipo de material emborrachado, liso, algo assim!
    Carpete não!!!!!

  10. Julio Romeu Ferreira

    …frenagem automática pós-colisão?!…