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Retrospectiva 2017: tudo o que rolou no Longa Duração

Relação difícil com a rede autorizada, danos imprevistos, testes exclusivos: o ano deu o que falar em nossa seção mais famosa

Por Péricles Malheiros Atualizado em 9 jan 2018, 18h56 - Publicado em 28 dez 2017, 18h42
Chevrolet-Cruze---Longa

Presente! Cruze volta ao Longa Duração Christian Castanho/Quatro Rodas

Chevrolet Cruze

A Chevrolet soltou um boletim técnico de serviço instruindo sua rede como proceder para eliminar um ruído fino dos freios. Nosso Cruze, mesmo com o reparo feito, chiou.

Detalhe 1: a rede se negou a refazer o procedimento. Detalhe 2: descobrimos que o trabalho havia sido feito de maneira bem diferente do recomendado pela fábrica.

Um pequeno esbarrão de um outro carro danificou o retrovisor externo. O reparo saiu por R$ 222.

Audi A3

A3: oferta de até R$ 90.000 na troca por um Fusion
A3: oferta de até R$ 90.000 na troca por um Fusion Guilherme Fontana/Quatro Rodas

Logo que partimos para a simulação de venda do nosso A3, pensamos: “Carro de luxo com alta quilometragem, vão jogar o preço lá embaixo”. Erramos feio.

Por ele, ouvimos propostas que quase igualaram o valor de tabela de usados da época, algo raríssimo até para carros da Honda e da Toyota, tradicionalmente os que menos desvalorizam.

Em maio, veio o desmonte. E, com ele, a conclusão: quase sem pontos a melhorar, o A3 é, de fato, premium.

Fiat Mobi

Xico Buny/Quatro Rodas

O motor do Mobi (desmontado em agosto) funcionava em modo de emergência – e, do nada, voltava ao normal. E o normal era com engasgos. Pedimos uma solução em todas as revisões, mas a rede queimou o filme, com uma manutenção ineficiente.

Nós também poderíamos ter saído queimados. Foi o que descobrimos em março, após um teste em que apuramos que, num dia de sol forte, a tampa traseira do Mobi beira os 70°C. E o pior: não tem um simples puxador.

Tampa de vidro do porta-malas chegou a 67,3°C
Tampa de vidro do porta-malas chegou a 67,3°C Silvio Gioia/Quatro Rodas
  • Nissan Kicks

    Esta borrachinha custa R$ 71, na autorizada. É sério!
    Esta borrachinha custa R$ 71, na autorizada. É sério! Silvio Gioia/Quatro Rodas

    Nem o funcionário da concessionária Nissan consultada acreditou: “Nossa! Custa R$ 71!”, disse ele em resposta à nossa cotação de uma simples borrachinha fina de acabamento do puxador da porta, desaparecida. O preço era mais alto do que o dos filtros de ar e combustível somados!

    A rede Nissan chegou a cobrar pela revisão dos 20.000 km e não executar o serviço. A manutenção teve que ser refeita e paga novamente em outra concessionária.

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    Já na reta final do teste (o desmonte foi na edição de novembro), o Kicks teve um pneu danificado em um buraco. Com uma enorme bolha, a saída foi comprar um novo.

    Fiat Argo

    Fiat Argo passando por reparo no para-brisa
    Fiat Argo passando por reparo no para-brisa Eduardo Campilongo/Quatro Rodas

    GSR é o novo nome que a Fiat deu ao Dualogic, o seu câmbio automatizado. Era esse equipamento que queríamos ter em nosso Argo, mas não deu.

    Na fase de cotações, a rede deixou claro: “Só existe na tabela e não há sequer previsão de chegada”. Ficamos com o manual mesmo.

    Logo depois da estreia, em outubro, nosso Argo teve o para-brisa trocado após ser danificado por uma pedra. Mas foi só: até aqui, o baixo consumo e o conforto vêm conquistando o time.

     

    Jeep Compass

    Compass marcou a volta de um modelo diesel na frota de Longa Duração após 20 anos
    Compass marcou a volta de um modelo diesel na frota de Longa Duração após 20 anos Christian Castanho/Quatro Rodas

    1997. Esse foi o último ano em que um veículo a diesel – uma picape Ford F-1000 – foi avaliado no teste de Longa Duração.

    O jejum de 20 anos acabou em grande estilo, literalmente, com o Compass Longitude, um jipão que continua atraindo olhares ainda que já tenha inundado as ruas.

    Por aqui, não está tendo moleza. É o mais requisitado para viagens, principalmente as que incluem trajetos fora do asfalto.

    Hyundai Creta

    Em uma viagem para Campos de Jordão – SP, Creta teve dois pneus furados Péricles Malheiros/Quatro Rodas

    7.823 km na cidade: da frota atual, o Creta é o modelo com maior índice de rodagem em perímetro urbano.

    Confiável como poucos, o SUV da Hyundai tem como principais episódios um par de pneus furados e um terceiro cortado em um buraco.

    Desde sua estreia, em junho, a gasolina passou a ser o combustível oficial do Longa Duração, permitindo assim uma comparação direta com os modelos cedidos pelas fábricas para testes e comparativos.

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