Guia de Usados: Volkswagen SpaceFox (2011 – 2014)

Primeira reestilização da perua deixou para trás o quadro de instrumentos de moto e o sofrível acabamento vindo do Fox

Lançada em 2010, primeira reestilização da SpaceFox deu ares mais modernos e sofisticados a ela

Lançada em 2010, primeira reestilização da SpaceFox deu ares mais modernos e sofisticados a ela (Divulgação/Volkswagen)

Quando chegou ao Brasil, em 2005, a SpaceFox marcou uma relação de amor e ódio entre os fãs da Volkswagen. Se de um lado representava modernidade no segmento, de outro já anunciava o fim da saudosa Parati.

O fato é que a perua não acompanhava o refinamento de sua antecessora por herdar o acabamento acanhado do Fox. A solução veio cinco anos depois, em 2010, com sua primeira (e aguardada) reestilização.

Já como linha 2011, a então nova SpaceFox chegava às lojas com o título de nova geração pela grande representatividade das mudanças sofridas. A principal estava no interior.

O criticado painel de acabamento simplório e visual antiquado dava lugar a um mais moderno, seguindo as mesmas linhas retangulares dos demais modelos da época, como Golf e Jetta, além de utilizar materiais de melhor aparência. Os painéis de porta seguiram a evolução.

Principal crítica do modelo anterior, painel evoluiu e ficou mais refinado

Principal crítica do modelo anterior, painel evoluiu e ficou mais refinado (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Mais do que o painel, o quadro de instrumentos vindo do Gol G4 (de leitura complicada e comparado a mostradores de motos) também foi deixado de lado em favor de um maior, mais interativo e completo, com direito a uma tela central para o computador de bordo ─ semelhante ao que vemos até hoje nos VW zero quilômetro. Os bancos também passaram por uma revisão de revestimentos.

A percepção de sofisticação e modernidade também atingiu a parte externa da perua. Na dianteira, os faróis de dupla parábola com máscara negra deram ares de esportividade, enquanto a traseira com lanternas retangulares e para-choque de aparência mais limpa ficou mais refinada e próxima do Passat Variant.

As rodas, com desenho que remetem às do primeiro Passat CC, também faziam sua parte na melhor apresentação do modelo.

A perua abandonou os elementos redondos em favor de traços retilíneos e horizontais

A perua abandonou os elementos redondos em favor de traços retilíneos e horizontais (Divulgação/Volkswagen)

Além de sanar os principais problemas, a reestilização manteve as qualidades do modelo anterior, como o espaço interno. Com exceção de quem vai na parte central do banco traseiro, que pode sofrer com relevo formado no piso, todos os demais ocupantes viajam com conforto e espaço de sobra para pernas e cabeça.

O porta-malas de 430 litros (150 a mais em relação ao hatch e 30 a menos do que a Fiat Weekend) é suficiente para carregar as malas das viagens ou as compras do mês.

Com 430 litros, o porta-malas da perua tem 150 a mais em relação ao hatch Fox

Com 430 litros, o porta-malas da perua tem 150 a mais em relação ao hatch Fox (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Para aumentar o porta-malas, a SpaceFox oferece duas possibilidades. A primeira libera espaço para grandes volumes com o rebatimento do banco ─ mas que não deixam o assoalho plano. A segunda deixa o compartimento com 97 litros a mais, mas ainda permite levar ocupantes traseiros com um sistema de deslizamento do banco, como nos dianteiros.

Basta pressionar uma alavanca e puxar o banco para frente ou empurrar para trás novamente.

Vale ressaltar que o rebatimento do banco traseiro da SpaceFox reestilizada não oferece os mesmos riscos do polêmico sistema dos primeiros modelos da linha Fox, com casos de danos físicos a pessoas.

Banco traseiro tem bom espaço e por ser deslizado para liberar alguns centímetros no porta-malas

Banco traseiro tem bom espaço e por ser deslizado para liberar alguns centímetros no porta-malas (Marco de Bari/Quatro Rodas)

A boa dirigibilidade também é característica da linha Fox, incluindo a SpaceFox. Mesmo com um vão livre do solo elevado e suspensão macia, a perua tem boa estabilidade e transmite segurança em curvas e em velocidades elevadas, sem a impressão de que o carro está flutuando ou com folgas na direção.

Em trechos urbanos, os buracos são facilmente absorvidos e as valetas são superadas sem muito esforço.

Motor VHT rende até 104 cv de potência, mas dá conta de empurrar o SpaceFox sem esforços

Motor VHT rende até 104 cv de potência, mas dá conta de empurrar o SpaceFox sem esforços (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Mais do que o conforto e a estabilidade a bordo, o modelo também guarda bom desempenho pelo motor 1.6 VHT de 101/104 cv com gasolina/etanol. Com câmbio manual de cinco marchas, o modelo foi de 0 a 100 km/h em 12,5 segundos nos testes de QUATRO RODAS à época do lançamento.

O tempo passa para 13,4 segundos na mesma prova quando equipado com câmbio automatizado I-Motion, também de cinco velocidades.

HORA DA AVENTURA

No auge dos aventureiros urbanos, que incluía o próprio CrossFox, a Volkswagen aproveitou a reestilização da perua parar dar à ela uma versão “off-road”. Com exceção da suspensão elevada, nada muda na mecânica da SpaceCross em relação à SpaceFox. Todas as alterações foram puramente estéticas.

SpaceCross chegou em 2011 para entrar na onda dos aventureiros urbanos com visual lameiro

SpaceCross chegou em 2011 para entrar na onda dos aventureiros urbanos com visual lameiro (Divulgação/Volkswagen)

Os pneus, maiores e mais largos, passaram a calçar novas rodas de liga leve (de série) com acabamento cinza, a dianteira passou a ser idêntica à do CrossFox, enquanto a traseira adotou peças em plástico sem pintura com o nome em baixo relevo no para-choque. Por dentro, assim como no CrossFox, o acabamento ganhou detalhes para diferenciar a versão aventureira das demais.

Plásticos sem pintura, rodas exclusivas e suspensão elevada diferenciavam a perua

Plásticos sem pintura, rodas exclusivas e suspensão elevada diferenciavam a perua (Divulgação/Volkswagen)

A VOZ DO DONO

“Recentemente adquiri uma Spacefox 2014 Trendline. O carro é confortável, tem bom espaço para os passageiros no banco de trás, boa dirigibilidade e retomada, além de um bom porta-malas. Como ponto negativo, já que venho de um carro 1.0 (um Fox), estranhei o consumo mais alto. Também poderia ter um melhor acabamento interno nas portas e no painel.” – Márcio Mattiuzzo, 45 anos, engenheiro de segurança do trabalho, Jundiaí (SP)

“Após ter uma SpaceFox Comfortline do primeiro modelo, comprei outra Sportline ano 2013. A evolução é muito grande, especialmente por dentro. Tanto o quadro de instrumentos, quanto o painel no geral, melhoraram muito no desenho e no acabamento. Tenho dois filhos e o porta-malas dá conta das viagens de final de ano. Só não gosto do câmbio I-Motion. Na época preferi o conforto de um carro automático, mas me decepcionei com o funcionamento.” – Laura Vasconcellos, 36 anos, advogada, Belo Horizonte (MG)

ONDE O BICHO PEGA

Câmbio I-Motion – A transmissão automatizada pode representar um sonho para quem busca abandonar o pedal da embreagem, mas também pode se tornar um pesadelo por seu funcionamento. Assim como o Dualogic presente nos Fiat, o câmbio I-Motion apresenta grandes soluços a cada troca de marcha por não serem legítimos automáticos. Além de irritante, o desempenho do veículo fica limitado, especialmente em arrancadas. Mais do que isso, são muitos os relatos de problemas envolvendo este tipo de transmissão ─ com custo alto de reparo. Portanto, prefira o câmbio manual.

NÓS DISSEMOS

“Ela ganhou elegância com a nova frente. E o interior parece ser de carro de segmento superior, com a substituição do painel de instrumentos miúdo e de leitura difícil pelo novo, composto de dois mostradores e um visor central. E o que dizer das laterais de portas, que eram de plástico, monocromáticas? Agora elas têm novo design de apliques de tecido. Mas não foi só isso.

Segundo a VW, o desenvolvimento da SpaceFox se guiou, em grande parte, por informações levantadas em pesquisas e em manifestações espontâneas dos proprietários, colhidas pela rede de concessionários, que revelaram os desejos e as necessidades dos consumidores.”

PREÇO MÉDIO DE USADOS (FIPE – Novembro/2017)

Modelo  2011 2012 2013 2014
Trend R$ 28.082 R$ 30.105 R$ 32.496 R$ 36.152
Trend I-Motion R$ 29.249 R$ 31.412 R$ 33.401 R$ 38.101
Sportline/Highline R$ 29.446 R$ 31.530 R$ 33.448 R$ 39.436
Sportline/Highline I-Motion R$ 29.845 R$ 31.956 R$ 33.877 R$ 40.974
SpaceCross R$ 32.514 R$ 36.937 R$ 39.682
SpaceCross I-Motion R$ 34.125 R$ 39.264 R$ 41.565

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