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Baterias de carros elétricos viciam como as dos celulares?

Existe o mito de que deixar a bateria do celular sempre na faixa entre 20 e 80% aumenta a vida útil dela, mas isso serve também para os carros elétricos?

Por Leonardo Barboza Atualizado em 9 nov 2021, 10h36 - Publicado em 8 nov 2021, 03h00
Leaf, Volt e Zoe
É importante minimizar a deterioração das baterias e utilizar algumas medidas de precaução para evitar o desgaste desnecessário Quatro Rodas/Quatro Rodas

O mito do carregamento do celular é famoso. Fabricantes de smartphones recomendam sempre deixar a carga entre 20 e 80% para aumentar a vida útil da bateria do aparelho. Mas será que o mesmo vale para carros elétricos e suas potentes motorizações?

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Segundo o engenheiro Gustavo Gioria, da SAE Brasil, os veículos elétricos têm um sistema de gerenciamento de bateria que assegura as recargas e descargas nos limites do estado de carga da bateria.

“Os fabricantes já consideram isso no projeto dos carros para minimizar a deterioração da bateria, além de garantir aspectos relativos à segurança”, afirma.

“No entanto, apesar de a recarga completa da bateria prover o máximo de autonomia para o veículo, o uso frequente da carga da bateria na faixa de 80 a 20% favorece sua vida útil, além de possibilitar a regeneração de energia na frenagem por ainda ter disponível uma capacidade livre de armazenamento de energia”, acrescenta.

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Um estudo da empresa de telemática canadense Geotab constatou que, como em smartphones, a bateria do aparelho passa a durar cada vez menos conforme os carros são usados. Entretanto, não é algo que seja tão preocupante.

VW e-Up! elétrico vermelho com posto de carregamento
É sempre bom tomar cuidado com a bateria do carro elétrico, apesar dela ter dispositivos de preservação Divulgação/Volkswagen

Isso porque, segundo o estudo que tomou por base 6.300 veículos elétricos ao redor do mundo, as baterias perdem, em média, 2,3% de sua capacidade por ano. Nesse ritmo elas terão vida útil maior que os veículos a combustão

De acordo com a Geotab, a maneira pela qual a bateria é refrigerada ou aquecida pode interferir no tamanho da perda de capacidade. Em um dos testes realizados foram comparados um Tesla Model S 2015 e um Nissan Leaf do mesmo ano.

A bateria do Tesla, que tem um sistema de refrigeração líquida, teve degradação de 2,3% por ano, enquanto a do Leaf, que tem refrigeração a ar, perdeu 4,2% de sua capacidade anualmente.

Ainda segundo a empresa canadense, a degradação não ocorre em um ritmo linear. Ou seja, em alguns anos pode haver pouca redução da capacidade, para depois ocorrer uma queda brusca na autonomia.

Além disso, um veículo elétrico que é utilizado em temperaturas quentes, por exemplo, terá uma degradação maior em comparação àquele dirigido em temperaturas mais amenas. Um mau sinal para os carros usados no calor do Brasil.

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