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Fiat Argo X será o nome da nova geração do hatch brasileiro que estreia em setembro

Produzido em Betim (MG), compacto terá nome diferente para conviver com o Argo atual nas lojas e terá motor turbo híbrido leve

Por Nicolas Tavares 8 jul 2026, 14h12 | Atualizado em 8 jul 2026, 14h13
Projeção do novo Fiat Argo brasileiro
Projeção do novo Fiat Argo brasileiro (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
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A Fiat vai manter o nome Argo para o seu novo hatch nacional, porém com uma diferença. De acordo com o site Autos Segredos, o modelo será batizado como Argo X, como uma forma de separar carro inédito e a geração atual. A novidade chega em setembro, posicionando-se de forma a enfrentar as versões mais caras de Chevrolet Onix, Hyundai i20 e Volkswagen Polo.

A razão para o nome diferente é a adoção de uma velha estratégia usada pela Fiat, que fará o Argo X conviver com a geração atual. O modelo atual passará a ser vendido apenas na versão Urban, equipado com os já conhecidos motores 1.0 e 1.3, este último ligado ao câmbio CVT. Ficará posicionado como a opção de entrada da empresa ao lado do Mobi.

Projeção do novo Fiat Argo brasileiro
Projeção do novo Fiat Argo brasileiro (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

A justificativa para o posicionamento do hatch baseia-se diretamente na oferta de equipamentos. O modelo promete ser o carro mais seguro já montado na unidade mineira, equipado com seis airbags de série em todo o catálogo. A adoção de assistentes avançados de condução (ADAS) logo na configuração de entrada busca isolar o modelo de seus concorrentes diretos.

Na configuração manual mais barata, o motorista contará com alerta e assistente de permanência em faixa, detector de fadiga e frenagem autônoma de emergência capaz de identificar pedestres e ciclistas. As configurações mais caras adicionam leitura de placas de trânsito e farol alto automático. O controle de cruzeiro adaptativo (ACC), contudo, não estará disponível no catálogo.

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Projeção do novo Fiat Argo brasileiro

Embora a carroceria preserve as mesmas estampagens do europeu Grande Panda, a engenharia brasileira aplicou adaptações de estilo. As laterais perdem o nome do modelo cravado na base das portas. Na parte traseira, a logomarca da montadora foi centralizada na tampa do porta-malas, e o nome do carro deslocado para o lado direito, eliminando a assimetria do projeto original.

A grade dianteira mantém a divisão em três segmentos, mas adota a logomarca da empresa ao centro, abandonando as linhas contínuas do irmão europeu. Na traseira, as lanternas utilizam iluminação em led. Já na dianteira, os faróis variam conforme o preço: as opções de entrada recebem lâmpadas halógenas, enquanto o led é restrito aos pacotes mais caros.

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Fiat Grande Panda Pop
O interior do Grande Panda, inspiração do novo Argo, na versão Pop (Divulgação/Fiat)

O painel do hatch nacional será diferente do adotado na Europa, recorrendo a uma estrutura padronizada que também será utilizada nos futuros SUVs da marca e na próxima geração da picape Strada. As telas são agrupadas em uma mesma moldura, replicando o conjunto de infotenimento já aplicado em veículos da Peugeot, da Citroën e no Jeep Avenger.

O quadro de instrumentos varia entre uma tela pequena de 3,5 polegadas nas opções aspiradas e um visor digital de 10 polegadas nas configurações mais caras. O console central das versões automáticas herda os traços do Pulse, assim como o volante. Dependendo da versão, há suporte para carregador de celular por indução e conexão ao sistema de telemetria da fabricante.

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O catálogo será dividido em quatro configurações. As opções Drive e Audace utilizam o motor 1.0 aspirado acoplado ao câmbio manual de cinco marchas, entregando 75 cv e 10,7 kgfm quando abastecido com etanol. Já o topo da gama será formado pelas versões Audace Plus e Impetus, que estreiam o conjunto mecânico híbrido leve (MHEV) de 12 volts associado ao motor 1.0 turbo flex.

Para se adequar aos novos limites de emissões, o propulsor sobrealimentado passou por uma recalibração, reduzindo a potência máxima para 116 cv, mas mantendo o torque de 20,4 kgfm. O câmbio continua sendo o CVT com simulação de sete marchas. Esse mesmo ajuste de motorização híbrida fará sua estreia simultânea sob o capô do Jeep Avenger, marcando a nova fase de eletrificação da fabricante.

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