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Vídeo: Ford Maverick chega até março para enfrentar Toro e picapes médias

Buscando atrair quem nunca teve uma picape, Ford Maverick deixa poucas dúvidas quanto à sua versatilidade. Preço alto, porém, pode estragar vendas

Por Eduardo Passos Atualizado em 19 nov 2021, 12h16 - Publicado em 19 nov 2021, 12h02

Quando apresentou a Maverick ao mundo, a Ford tratou de elencar suas qualidades para depois brincar: “citamos que se trata de uma picape?”. A pequena ousadia em algo tão formal quanto declarações à imprensa foi só um aperitivo das provocações da nova concorrente da Fiat Toro no Brasil.

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Cada vez mais focada em SUVs e caminhonetes, a Ford vem passando por uma transformação conturbada, como um time que muda seu estilo de jogo após eras. Para não perder fãs de modelos como o Focus, entretanto, a Ford fez uma caminhonete híbrida — em diferentes sentidos.

O mais óbvio dele se refere ao trem-de-força que une um motor elétrico ao 2.5 a gasolina, mas que não chegará no Brasil. Teremos apenas o Ecoboost 2.0 de 253 cv e 38,4 kgfm, também usado no Bronco Sport. Tecnicamente distinto do nosso, o teste oficial de consumo da “Maveca” nos Estados Unidos animou, com médias de 9 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada.

Ford Maverick Brasil
Divulgação/Ford

Já o sentido mais amplo de “híbrida” se refere à ideia de investir em cabines cada vez maiores, criando meio que SUVs com caçambas. Essa tendência não se restringe à Ford, e a Hyundai fez o mesmo com a concorrente Santa Cruz.

Ainda se aprumando após o turbulento ano de 2020 no Brasil, a marca não ousará tanto, trazendo apenas a versão topo de linha da picape em um primeiro momento. A Maverick Lariat FX4 é inclusive mais equipada que a equivalente do Norte, uma vez que o pacote off-road FX4 é opcional lá.

2022 Ford Maverick FLEXBED™. Preproduction vehicle with optional equipment shown. Available fall 2021.
Mesmo as versões mais luxuosas da caminhonete terão apelo funcional Divulgação/Ford
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Além do interior com evidente qualidade e ótimo aproveitamento de espaço, o modelo conta com protetor de cárter, conjunto de suspensão calibrado para atividades fora de estrada e pneus todo-terreno. Simultaneamente, a Ford quebra o repetitivo apelo rural de picapes maiores e usa poucos apliques plásticos para mostrar que o modelo também sabe ser veloz. Também será testada sua aptidão para tarefas urbanas, onde a Fiat Strada manda bem mas a Toro não preenche a lacuna entre as caminhonetes pequenas e médias, como a Ranger.

Na Maverick brasileira haverá cabeamento especial na caçamba, permitindo que o dono instale suas próprias tomadas de três pinos ou outro tipo de conexão elétrica. Serve para alimentar as caixas de som à beira da praia, mas também para ligar ferramentas de trabalho, mas isso é problema da intermediária XLT, que virá em seguida.

Ford Maverick
Espaço da primeira fileira é ampliado por marchas e freio de mão controlados via botões Divulgação/Ford

Outro aceno ao “faça você mesmo” está na saída de ar traseira, onde um inocente encaixe teve sua forma disponibilizada pela Ford na internet. Desse modo, é possível criar qualquer objeto em softwares de desenho e simplesmente acrescentar o plugue que o encaixará, em seguida imprimindo o objeto em 3D.

Acredite: é mais barato imprimir do que comprar o acessório equivalente; além do mais, caso deseje algo extremamente específico, a tecnologia está ao seu dispor.

Tanta ousadia já vem dando certo na América do Norte, e das mais de 100.000 unidades encomendadas nos Estados Unidos, os pedidos de mulheres são 150% maiores do que a média do segmento, totalizando um quarto do total. Os jovens adultos, de 18 a 35 anos, também acumulam 25% dos pedidos — o dobro do normal.

Ford Maverick
A Maverick brasileira conta com pneus todo-terreno, protetor de cárter e suspensão melhorada de série Divulgação/Quatro Rodas

Há poucas dúvidas quanto à qualidade da Maverick, que é importada do México e, portanto, goza de isenções fiscais. Seu preço, entretanto, será salgado e superará os R$ 200.000, dizem fontes. O lançamento será no primeiro trimestre de 2022. 

Se de um lado a Ford corre o risco de, mais uma vez, vender caro demais seus carros, por outro a caminhonete abusada pode surpreender ao atacar picapes médias, oferecendo desempenho equivalente com dimensões reduzidas e mais adequadas à cidade.

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