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Mini-Toro ou Uno de caçamba? De onde vem cada parte da nova Fiat Strada

Segunda geração da picapinha se inspirou visualmente na Toro, mas sua estrutura é formada por elementos já presentes em outros compactos da marca

Por Leonardo Felix - 12 abr 2020, 07h00
Cabine dupla com quatro portas: talvez a maior novidade da nova Strada Fernando Pires

A FCA fez de tudo para tornar a segunda geração da Fiat Strada (já revelada, mas com lançamento adiado para julho deste ano) uma espécie de “mini-Toro”.

A silhueta lateral da picapinha na inédita configuração cabine dupla quatro-portas não nos deixa mentir, assim como o formato praticamente idêntico das lanternas traseiras.

Mas há outros modelos produzidos pela marca italiana no Brasil com os quais o novo utilitário conversa intimamente, herdando partes de sua estrutura e componentes internos.

Lanternas têm clara inspiração visual na Toro Fernando Pires/Quatro Rodas

Foi assim, com uma receita que mescla elementos de da família Uno/Mobi/Fiorino, mais alguns vindos do Argo e ainda outros exclusivos, que a nova Strada nasceu sobre uma plataforma batizada de MPP.

Afinal, o que é inédito na nova Strada e o que vem dos demais compactos da Fiat? É o que contaremos nesta reportagem.

O que vem de Mobi e Uno

Nova versão Volcano tem faróis de led de série Fernando Pires/Quatro Rodas

Todo o balanço dianteiro da nova Strada vem do hatch subcompacto Mobi. Muito embora, é verdade, a Fiat tenha aplicado soluções específicas de desenho para a grade, os faróis, o capô, o para-choque e os para-lamas da picape.

Basta um olhar mais apurado, porém, para enxergar como todos esses componentes preservam ângulos e recortes originais das peças aplicadas ao Mobi.

Desenho dos faróis lembra os que equipam o Mobi. Conjunto óptico é do tipo projetor em led Fernando Pires/Quatro Rodas

Ah, e claro: a Strada será o primeiro modelo da Fiat a trazer logotipo com letras cromadas e dispostas de modo “solto” na grade, sem estarem envoltas em qualquer brasão.

Ele já vinha sendo aplicado à parte traseira dos Fiat mais novos, mas esta é a primeira vez que será usado também na parte dianteira.

Emblema dianteiro é inédito em qualquer Fiat no mundo Fernando Pires/Quatro Rodas

Também é do Mobi que a nova Strada recebe toda a estrutura de sua cabine até a coluna B, incluindo caixas de rodas dianteiras, portas e vidros laterais dianteiros 100% fiéis aos do subcompacto.

Poderíamos dizer, ainda, que a coluna A e o para-brisa da nova Strada também são “presentes” do Mobi, o que não deixa de ser verdade. Contudo, esses dois elementos são na verdade originários de outro hatch, o Uno.

Como o próprio Mobi deriva diretamente do Uno, o hatch maior também empresta à Stradinha de segunda geração a base do painel, o volante, os difusores laterais do ar-condicionado, o quadro de instrumentos e a manopla de câmbio.

Cabine traz vários elementos do Uno Fernando Pires/Quatro Rodas

Entretanto, o painel da picape possui soluções inéditas para o porta-luvas, a central multimídia com tela de 7 polegadas capaz de projetar celulares sem fio e as saídas centrais de ar.

O volante preserva o cubo e os raios de Uno e Mobi, mas conta com a base ligeiramente achatada para se diferenciar dos dois primos. As guarnições das portas laterais e os bancos também são exclusivos.

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O que vem da Fiorino

Fiorino cede toda a parte traseira da plataforma da nova Strada Fernando Pires/Quatro Rodas

Toda a parte traseira da plataforma da nova Strada vem do furgão Fiorino, curiosamente outro modelo derivado do atual Uno. Isso inclui a base da caçamba, as caixas de roda traseiras e a suspensão traseira.

Formada por eixo rígido e molas semielípticas, a suspensão preserva a mesma solução aplicada à Strada de primeira geração, e que ajudou a consolidar sua reputação de picapinha valente e com baixo custo de manutenção.

Entretanto, em relação ao Fiorino, a Fiat aplicou barras transversais de reforço na parte traseira do chassi, a fim de garantir que a nova Strada aguente até 650 kg (cabine dupla) ou 720 kg (cabine simples) na caçamba sem dificuldades.

O motor 1.4 Fire flex da Strada Endurance Fernando Pires/Quatro Rodas

Portas laterais traseiras (nas versões com cabine dupla) e todos os elementos da caçamba são exclusivos, assim como as lanternas traseiras com o já mencionado visual inspirado na Toro.

Também do Fiorino, assim como também da velha Strada, a nova geração da picapinha aproveita ainda o velho motor 1.4 Fire quatro-cilindros flex de 88 cv.

O que vem do Argo

Motor Firefly 1.3 de 109/101 cv veio do Argo Fernando Pires/Quatro Rodas

Poderíamos dizer que o motor 1.3 quatro-cilindros flex de 109 cv com etanol vem do Uno, visto que foi ele o modelo responsável por estrear os propulsores aspirados da família Firefly no Brasil, em 2016.

Porém, a usina ficou muito mais conhecida pelo uso nas versões intermediárias do Argo, com quem a nova Strada compartilha também o câmbio manual de cinco marchas e a suspensão dianteira.

Do tipo McPherson, o jogo da nova Strada aproveita a travessa do Argo, mas é reforçado com novos braços e subchassi mais robustos.

Por fim, é do Argo que vêm os retrovisores externos usados pela nova Stradinha.

Em 2021, a Stradinha receberá nas versões 1.3 a opção de câmbio automático tipo CVT, que também estará presente na gama do Argo.

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