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Frenagem automática e alerta de colisão deverão ser padronizados nos EUA

Mudanças graduais abrangem mercado norte-americano

Por Anaís Motta
15 set 2015, 18h22 • Atualizado em 9 nov 2016, 14h40
  • fabricantes

    Em acordo firmado na última sexta-feira, Audi, BMW, Ford, General Motors, Mazda, Mercedes-Benz, Tesla, Toyota, Volkswagen e Volvo consentiram em padronizar seus sistemas de frenagem automática de emergência e alerta de colisão frontal de todos os automóveis comercializados nos Estados Unidos nos próximos anos.

    O anúncio da decisão foi feito pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), que, em fevereiro, se comprometeu a testar e avaliar os sistemas de frenagem automática, e pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), que já vem analisando esses equipamentos nos últimos dois anos.

    Por ora, a Volvo é a única marca cujos automóveis já possuem, de série, um sistema de frenagem automática. Em 2007, a montadora sueca foi a primeira a introduzir um dispositivo de frenagem total – isto é, capaz de fazer o veículo parar completamente. A Honda, por sua vez, foi a primeira a comercializar um sistema similar em 2003, mas o equipamento estava disponível apenas no Japão e só reduzia a velocidade do automóvel sem, de fato, fazê-lo frear totalmente.

    Nos últimos três anos, o preço dos sensores caiu consideravelmente, o que possibilitou aos veículos mais populares nos EUA, como o Subaru Legacy (foto da matéria) e o Honda Accord, adotar a tecnologia de frenagem automática. Curiosamente, nenhuma das japonesas faz parte do acordo firmado pelas outras dez empresas.

    Atualmente, cada montadora especifica um limite único responsável por ativar os sensores de colisão frontal e os freios. Esses limites, a intensidade da frenagem e a localização dos sensores influenciam diretamente no bom (ou no mau) funcionamento desses equipamentos de segurança. Alguns sistemas são capazes de reconhecer pessoas, ciclistas e animais, enquanto outros só identificam automóveis. Com o acordo, as montadoras esperam acabar com a falta de padronização e aumentar a segurança dos ocupantes dos veículos e, consequentemente, de terceiros.

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