Geely EX2 tem produção nacional confirmada na fábrica da Renault até o fim de 2026
Após sucesso nos primeiros seis meses de venda, hatch elétrico entra no plano industrial para acabar com as filas de espera e fugir do imposto de importação
Após meses de rumores, a Geely finalmente confirmou que iniciará a produção do EX2 no Brasil até o fim de 2026, tanto para proteger o carro do aumento na alíquota do imposto de importação quanto para conseguir atender a demanda. O hatchback será feito no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), fábrica que a Renault compartilhará com a marca chinesa.
A montagem do modelo no Paraná será feita sobre a base modular GEA (Global Intelligent Electric Architecture). Trata-se de uma plataforma dedicada a veículos movidos a bateria, o que permite otimizar o espaço da cabine sem a necessidade de adaptações estruturais para motores a combustão.
Este é o segundo projeto da joint venture confirmado para a planta paranaense. A fábrica será responsável também pelo SUV híbrido Geely EX5 EM-i a partir do segundo semestre deste ano. A readequação da linha de utilitários foi viabilizada após um acordo sindical firmado no mês de abril com os metalúrgicos locais.
O movimento reflete o atual direcionamento industrial do Grupo Renault fora da Europa. A estratégia consiste em descentralizar o desenvolvimento e priorizar parcerias para ganhar escala produtiva, dividindo os custos de nacionalização com montadoras asiáticas de alto volume.
Lançado como importado no Brasil em novembro de 2025, o hatch serviu como termômetro de mercado antes de receber o passaporte nacional. A demanda consistente justificou o investimento local. O objetivo da marca é replicar o volume asiático do carro, que encerrou 2025 com 465.775 unidades emplacadas na China.
Um dos diferenciais do modelo em seu segmento é a tração traseira. O hatch é equipado com um motor elétrico síncrono de ímã permanente, que entrega 116 cv de potência e 15,3 kgfm de torque. Essa arquitetura mecânica evita a perda de tração nas rodas dianteiras durante as arrancadas.
Na pista, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 s e atinge a velocidade máxima limitada a 130 km/h (embora o teste em pista tenha registrado 140 km/h). A energia é fornecida por uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 39,4 kWh, que garante uma autonomia homologada pelo Inmetro de 289 km.
Para o carregamento, o veículo suporta até 70 kW em corrente contínua (DC), precisando de 21 min para ir de 30% a 80% da carga. Em carregadores de corrente alternada (AC) a 6,6 kW, o tempo de recarga de 10% a 100% é de 6,5 h. Nos testes de consumo, o hatch registrou 8,6 km/kWh na cidade e 8,0 km/kWh em trecho rodoviário.
Montado sobre uma plataforma que prioriza a cabine, o hatch apresenta dimensões equivalentes às de um utilitário compacto. São 4,13 m de comprimento, 1,80 m de largura e 1,58 m de altura. A distância entre-eixos de 2,65 m garante espaço adequado para os ocupantes do banco traseiro.
A vocação familiar é reforçada pelo porta-malas de 375 litros, expansível para 1.320 litros com os bancos rebatidos. Há ainda um compartimento frontal adicional (frunk) de 70 litros sob o capô. O peso em ordem de marcha é de 1.300 kg, com um diâmetro de giro de 9,9 m.
Por fora, a versão de acesso Pro conta com rodas de aço de 15 polegadas com calotas, pneus 205/65 e faróis full-led automáticos. Na cabine, há bancos de vinil com ajustes manuais, ar-condicionado digital com saída traseira, partida sem chave e painel digital de 8,8 polegadas. A central multimídia tem 14,6 polegadas.
A configuração de topo Max justifica a diferença de preço com modificações estéticas e assistentes de condução. O visual ganha pintura bicolor com teto preto e rodas de liga leve de 16 polegadas com pneus 205/60. O interior adiciona banco do motorista elétrico, carregador por indução e sistema de som com seis alto-falantes.
A produção paranaense coloca o elétrico em vantagem logística contra modelos que ainda chegam por navio de marcas concorrentes. Ao virar nacional, a expectativa é que o modelo mantenha seu preço na faixa inicial do segmento, o que equivale ao valor de um Volkswagen Nivus de entrada.
Confira os valores e versões do hatch elétrico:
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Geely EX2 Pro: R$ 123.800
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Geely EX2 Max: R$ 136.800
A versão Pro abre mão de rodas de liga leve, alto-falantes traseiros, revestimento macio no console e ajustes elétricos para brigar com o BYD Dolphin Mini. Já a versão Max adiciona o pacote ADAS com controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de mudança de faixa (LDW), frenagem autônoma de emergência (AEB) e câmera de 540 graus para encarar o BYD Dolphin e o GWM Ora 03.









