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Teste: Geely EX2 é divertido de dirigir, bem equipado e ameaça BYD até em preço

Hatch elétrico chega com 289 km, tração traseira e preço promocional partindo de R$ 119.990 para roubar clientes da BYD

Por Nicolas Tavares 7 nov 2025, 14h00 • Atualizado em 3 abr 2026, 11h10
Geely
Será lançado em novembro, com preços entre R$ 130.000 e R$ 150.000 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • Ainda dando os primeiros passos no Brasil, a Geely tem usado sua parceria com a Renault para estruturar toda a operação. A marca francesa cuidará de todos os aspectos do negócio, aproveitando o seu conhecimento do mercado nacional. Com mais concessionárias abrindo as portas, faltava um carro para fazer barulho. É para isso que o EX2 acaba de desembarcar no país e com preço muito competitivo.

    O Geely EX2 é vendido em duas versões, com uma faixa de preços que o coloca tanto como rival para subcompactos como Renault Kwid E-Tech e BYD Dolphin Mini, quanto hatches maiores como Dolphin e GWM Ora 03.

    A configuração de entrada Pro custa R$ 123.800, enquanto a topo de linha Max sai por R$ 136.800. Como comparação, o BYD Dolphin Mini custa R$ 119.990 na versão GL, enquanto o Dolphin é comercializado por R$ 149.990. Durante o lançamento, o EX2 terá um preço promocial de R$ 119.990 na configuração Pro e R$ 135.100 na variante Max.

    geely ex2
    Com uma plataforma evoluída e mais bem aproveitada, hatch ganhou espaço interno (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Além do preço, um dos trunfos do modelo está na sua construção. Começa pela plataforma GMA, uma evolução da arquitetura CMA, esta última mais conhecida por aqui por ser a base dos Volvo XC40 e C40. A Geely trabalhou para otimizar o espaço utilizado, de forma que o hatch, que tem 4,13 metros de comprimento e 2,65 m de entre-eixos, fique maior.

    Para efeito de comparação, o VW Polo tem 4,07 m e 2,56 m, respectivamente. E essa diferença é facilmente percebida. Por fora, as linhas e os cantos arredondados deixam a carroceria mais discreta. Mas, por dentro, o X2 leva quatro pessoas tranquilamente e um quinto ocupante não sofrerá se posicionando no assento central da segunda fileira.

    geely ex2
    A discrição dos equipamentos contrasta com a alegoria da multimídia (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    A Geely ainda declara um porta-malas de 375 litros (1.320 l com a segunda fileira rebatida) e um espaço dianteiro sob o capô (batizado pela marca como “fronta-malas” e esse termo foi registrado) de 70 litros. A empresa se preocupou tanto com o aproveitamento interno que adotou até uma solução inédita para o porta-luvas: uma gaveta que oferece 10 litros de capacidade.

    Dinamicamente, o pequeno EX2 surpreendeu por ser um hatch com tração traseira, com seu motor de 116 cv e 15,3 kgfm posicionado no eixo. Essa escolha, segundo a Geely, foi feita para evitar que as rodas dianteiras destracionem durante as acelerações, algo que acontece não só pelo torque instantâneo como também pelo peso ser transferido para o eixo traseiro, reduzindo a aderência das rodas dianteiras. Assim, a tração traseira reduz o desperdício de energia e o desgaste dos pneus.

    geely ex2
    Algumas ideias são curiosas, como o porta-malas com gaveta ou o desenho iluminado de Xangai no painel e nas portas (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    A melhor parte para os motoristas é como isso altera o comportamento do hatch, deixando-o muito mais divertido de guiar e transmitindo mais confiança em alta velocidade. De acordo com a Geely, uma aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,2 segundos, o que é um bom número para a categoria. Tem mais fôlego no 0 a 50 km/h, acelerando em 3,9 segundos e começa a perder força depois dos 70 km/h. Todavia, a velocidade máxima é limitada a 140 km/h.

    Como muitos outros carros chineses que chegaram ao Brasil nos últimos meses, a direção é muito leve. Pode agradar alguns motoristas, mas a Geely poderia colocar um modo Sport que adicionasse mais peso ao volante. Daria mais firmeza no manuseio e confiança ao motorista.

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    geely ex2
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)
    geely ex2
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Sob os cuidados da Renault, o compacto passou por outros ajustes que o tornaram mais adaptado ao gosto do brasileiro. É o caso da suspensão, que deixou de ser complacente como em muitos chineses e sem chegar ao fim do curso do amortecedor, com facilidade. Ajuda muito ter uma suspensão traseira do tipo multibraços e uma distribuição de peso 50:50.

    A versão escolhida para o Brasil utiliza uma bateria de lítio ferro fosfato (LFP) de 39,4 kWh. Já testado pelo Inmetro, o hatch tem uma autonomia de 289 km e aguenta recargas a até 70 kW de potência, o que seria suficiente para ir de 30 a 80% em 27 minutos. Usando uma tomada de 12 A, o tempo necessário para encher completamente a bateria é de 6,5 horas.

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    O espaço foi um ponto de grande interesse durante o desenvolvimento do EX2, tanto para os passageiros quanto para levar bagagens (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    geely ex2
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Na parte visual, o EX2 tem mais personalidade do que o EX5 e é bem chamativo, principalmente na cor Verde Pistachio das fotos neste teste. Seu design é anunciado como “amistoso” e inspirado em um sorriso, simpatia que dividiu opiniões em uma rápida enquete na redação.

    Geely
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)
    geely ex2
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Existe um minimalismo na cabine no sentido de ter poucos botões, mantendo apenas os essenciais como o ajuste elétrico dos retrovisores laterais e acesso rápido à tela do ar-condicionado. Só que essa simplicidade é quebrada pela existência de uma ilustração dos prédios de Xangai (China) no painel e nas portas, que não só é iluminado como muda de cor caso essa opção esteja ativa.

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    O EX2 Pro vem de série com seis airbags, sensor de estacionamento traseiro, central multimídia de 14,6” com Apple CarPlay sem fio, partida sem botão, câmera de ré, ar-condicionado digital com saída traseira, faróis e lanternas full-led. O Android Auto será adicionado posteriormente via atualização.

    geely ex2
    Não é comum ver um hatch com saída de ar-condicionado para a segunda fileira (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Na versão topo de linha, Max, o hatch ganha câmera 540o (360o+ 180o com visão aérea do veículo), piloto automático adaptativo, alerta de saída de faixa, frenagem automática de emergência, rodas de liga leve de 16” e banco do motorista com ajuste elétrico.

    geely ex2
    (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    O conjunto da obra é bem satisfatório. O EX2 é divertido de guiar, entrega muita autonomia, está bem equipado e promete ser bem acessível para o segmento. Comete pequenos erros que não reduzem suas qualidades e tem potencial para tornar a Geely conhecida no Brasil.

    Veredicto Quatro Rodas

    Bem equipado, bom de dirigir e com preço interessante, o EX2 pode fazer a fama da Geely no Brasil.

    Teste de desempenho e consumo – Geely EX2 Max

    Geely EX2
    Desempenho
    0 a 100 km/h 10,2 s
    0 a 1.000 m 33,43 s / 137,26 km/h
    Velocidade máxima 140 km/h
    Retomada
    40 a 80 km/h 3,9 s
    60 a 100 km/h 5,4 s
    80 a 120 km/h 7,2 s
    Frenagem
    Frenagem 60 a 0 14,8 m
    Frenagem 80 a 0 26,2 m
    Frenagem 120 a 0 61,4 m
    Consumo
    Consumo urbano 8,6 km/kWh
    Consumo rodoviário 8,0 km/kWh
    Ruído
    Ruído neutro / rpm máx. LO./LO. dBA
    Ruído 80 km/h 63,5 dBA
    Ruído 120 km/h 69,8 dBA
    Velocidade real a 100 km/h 98 km/h
    Rotação a 100 km/h não aplicável
    Volante 2,7 voltas

    Ficha Técnica – Geely EX2 Max

    • Preço: R$ 136.800
    • Motor: elétrico, traseiro, síncrono de ímã permanente, 116 cv, 15,3 kgfm
    • Bateria: íons de lítio ferro fosfato, 39,4 kWh
    • Câmbio: automático, 1 marcha, tração traseira
    • Direção: elétrica
    • Suspensão: McPherson (diant.), multibraços (tras.)
    • Freios: disco ventilado nas quatro rodas
    • Pneus: 205/60 R16
    • Dimensões: comprimento, 413,5 cm; largura, 180,5 cm; altura, 158,0 cm; entre-eixos, 265 cm; peso, 1.300 kg; porta-malas, 375 l; frunk, 70 l
    • Desempenho*:0 a 100 km/h, 10,2 s; velocidade máxima, 140 km/h
    • Recarga*: AC (6,6 kW), de 30 a 80%, 6,5 h; DC (70 kW), de 30 a 80%, 21 min; autonomia, 289 km

    *Dados de fábrica

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