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Take Up! x March x Celta x Uno

A versão de entrada do Up encara March, Celta e Uno, os rivais mais baratos da concorrência

Por Ulisses Cavalcante | Fotos Marco de Bari - Atualizado em 8 nov 2016, 22h31 - Publicado em 15 abr 2014, 22h25
comparativos

1º Volkswagen Take Up!

Para a Volks, o Up! é uma espécie de Fusca. Ao compará-los, a VW quer provocar uma revolução entre os compactos, como o besouro fez no seu tempo. Ele passa a ser o carro mais barato da linha, aposentando o Gol G4, e parte de 26 990 reais na versão de duas portas, subindo para 28 900 com quatro portas. O formato quadradão racionalizou o interior. Mesmo menor que os rivais (3,60 metros de comprimento), o espaço na cabine é equivalente ao da concorrência. No porta-malas, o Up! oferece a maior capacidade, 285 litros, seguido pelo Uno (280). No trânsito, as dimensões contidas ajudam a escapar de congestionamentos e facilitam as mano- bras. Para estacionar, a direção elétrica também colabora, mas o item é opcional e custa 1 240 reais.

O Take Up! é o melhor negócio frente a March, Celta e Uno: é mais moderno, seguro (conquistou cinco estrelas no Latin NCAP) e econômico: fez 9,9 km/l no consumo urbano e 12,9 km/l no rodo- viário. Por fim, segundo o Cesvi, é o mais barato para consertar (nota 11). O Nissan tirou 45.

O Up! não é uma pechincha. March 1.0 S (33 190 reais) e Celta LT (31990) já trazem ar-condicionado, direção com assistência e trio elétrico – colocando Uno 1.4 e Take Up! em condições de igualdade, vão a 33826 e 33590 reais. No fim, o Up!é uma escolha mais racional, mas um novo Ka está quase pronto e um GM irá substituir o Celta em breve. O maior segmento do Brasil precisa mesmo de um “up”.

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2º Fiat Uno Economy 1.4

Sim, você está vendo o Uno Economy 1.4. E não, não ficamos malucos. O Fiat é páreo para o Take Up! com os motores 1.0 ou 1.4.Vamos pensar nisso como uma vantagem competitiva da marca italiana. Com quatro portas, o Volks parte de 28 900 reais, frente aos 27 190 reais pedidos pelo UnoVivace 1.0 (4p). Comparando o VW com o Uno Economy 1.4, a briga continua acirrada, com o Fiat um pouco mais caro, 29 870 reais. Se colocarmos na conta ar-condicionado, direção hidráulica (elétrica, noVW) e trio elétrico, os preços ficam até mais próximos. Na ordem, Up!, Uno 1.4 e Uno 1.0 vão a 33 590, 33 826 e 32 154 reais. Os números mostram que os Fiat custam menos, mas essa economia é relativa frente ao rival alemão.

Considerando os opcionais, a diferença irrisória entre o Up! e o Uno 1.4 acaba facilitando a vida do novato, pois o alemão tem mais qualidades que o Fiat, como as cinco estrelas no Latin NCAP, por exemplo. O Uno conquistou apenas uma estrela, mesmo com a ressalva de que o teste foi feito sem airbags. Quando o assunto é custo de reparo, o hatch de Betim perde feio. Segundo o Car Group, estudo de reparabilidade do Cesvi Brasil, o Up! é nota 11, enquanto o Uno é 39. Quanto menor o número, mais barato é o conserto. Além disso, a garantia da Fiat é de um ano, enquanto a VW oferece três. Ainda assim, não dá para ignorar a força de um modelo consagrado, que é o segundo mais vendido no país.

3º Chevrolet Celta lt 1.0

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O Celta não consegue esconder as rugas. Faz parte de uma geração de veículos feita para custar pouco, construída pela via do depauperamento. Usa a mesma plataforma do primeiro Corsa, um carro lançado há 20 anos e que não é mais fabricado. Chaves, comandos elétricos, alavanca de seta, design do painel de instrumentos e até o motor 1.0 VHC-E são exemplos de componentes que a Chevrolet está deixando de usar.

Também pesa contra o veterano a garantia de apenas um ano e a falta de uma avaliação de eficiência energética feita pelo Inmetro. No entanto, o Celta não foi mal nos testes de consumo de QUATRO RODAS. Usando etanol, fez 8,3 km/l na cidade e 11,8 na estrada, em aferições realizadas com o uso de PLU, um equipamento que mede a vazão de combustível num percurso pré-definido.

Com 78 cv e boa relação peso/potência, tem desempenho notável. Entre os 1.0, consegue até trazer alguma animação atrás do volante, desde que você ignore a direção torta em relação ao assento e uma posição de guiar longe da ideal.

Uma de suas qualidades é preservar o valor de revenda. Conhecido no mercado, é fácil de nego- ciar e tem manutenção simples. Uma troca de óleo pode ser feita por meros 80 reais.

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O visual é o mesmo de 2011. Não espere grandes mudanças, pois o Celta está com os dias contados. Um novo subcompacto já está no forno da GM.

4º Nissan March 1.0 S

Vindo do México, o March é o único importado deste tira-teima. E é o próximo da fila a ter novidades. No segundo trimestre, o March vai exibir sua reestilização e o documento brasileiro, pois será produzido no Rio de Janeiro. Entre todos, obteve o pior índice de reparabilidade, 45, conforme classificação do Cesvi. Além disso, no teste de colisão do Latin NCAP, recebeu uma estrela, mesmo equipado com airbags. Os resultados de frenagem também não são animadores, mas o modelo avaliado não tinha ABS.

Mesmo despojada, a cabine é feita com esmero. A qualidade dos plásticos é superior, bem como o acabamento. No entanto, não se vê o mesmo cuidado com as barreiras acústicas. O ruído do motor se alastra no interior quando o giro está elevado.

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Por 33 190 reais, o March 1.0 S é a versão ideal para comprar. Ainda assim, custa quase o mesmo que um Uno Economy 1.4 equipado com ar-condicionado e trio elétrico (33 826 reais). Mesmo mais forte, o Fiat consome praticamente o mesmo que o Nissan. Levando em conta o Celta LT 1.0 (31 990), o preço do nipônico é ainda mais desvantajoso. Frente ao Up!, com cinco estrelas no teste de colisão e consumo bem melhor, não restam argumentos ao March. Ele fez 8,3 km/l na cidade, ante 9,9 do VW. Um de seus pontos positivos é a garantia de três anos, mas até isso o Up! também tem.

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