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Longa Duração: as peculiaridades do Citroën C4 Cactus exigem algum costume

Com o C4 Cactus chegando ao fim de sua jornada, um balanço para escobrir o que é característico do modelo e o que poderia ser corrigido

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 13 ago 2020, 22h32 - Publicado em 17 ago 2020, 07h00
Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

Não é de hoje que carros de origem francesa têm particularidades – muitas sem uma explicação coerente por trás – que acabam garantindo personalidade.

O C4 Cactus honra essa tradição com os faróis divididos e as lanteras um tanto baixas, que hoje já não parecem exóticos. Mas acabamos nos acostumando com outras características nestes quase 60.000 km.

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Uma das boas propriedades é a posição de dirigir mais baixa – que só é possível porque o Cactus é um SUV com altura de hatch – e favorecida pela direção com ajustes amplos em altura e profundidade. O conforto da suspensão, típico dos Citroën também está presente.

“No começo eu estranhava a suspensão, que deixa a carroceria rolar mais do que deveria em algumas curvas. Com o tempo, ficou mais claro que ela consegue filtrar bem os buracos e lombadas sem deixar o carro bobo no dia a dia”, aponta o repórter Gabriel Aguiar.

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Christian Castanho/Quatro Rodas

Particularidades eletrônicas exigem algum costume. É o caso do conta-giros por barrinhas, uma a cada 500 rpm, e dos comandos do ar-condicionado na central multimídia, que obriga a trocar a tela ou sair do aplicativo em uso para qualquer ajuste.

Mas o acionamento dos comandos de voz de Android Auto ou Apple CarPlay por botão na haste de seta é útil. “E não é sempre que se escuta o barulho da seta, que só aumenta tempos depois que foi acionada”, lembra o piloto de testes Eduardo Campilongo.

Falta sensibilidade aos sensores das maçanetas e nem sempre, ao sair do carro, passar a mão ali resulta no travamento das portas. Ter que usar a chave em um carro com acesso sem chave não é algo que se espera.

A região dos pedais também dá o que falar. “O pedal de freio sempre me pareceu meio baixo, mesmo com o sistema todo em ordem. Quem não conhece até se assusta”, destaca o piloto Leonardo Barboza. Outro ponto é a proximidade entre o plástico do túnel central e o acelerador, onde ora o pé raspa, ora o prende de leve.

Citroën C4 Cactus – 56.668 km

Ficha técnica:
Versão: Feel Pack 1.6 16V
Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 1.587 cm3, 16V, 118/115 cv a 5.750 rpm, 16,1/16,1 mkgf a 4.750/4.000 rpm
Câmbio: Automático, 6 marchas, tração dianteira
Seguro: R$ 1.570 (Perfil Quatro Rodas)
Revisões: Até 60.000 km – R$ 4.138
Gasto no mês: Combustível: R$ 326
Consumo: No mês: 10,0 km/l com 57,1% de rodagem na cidade
Desde abr/19: 10,9 km/l com 29,7% de rodagem na cidade Combustível: (flex) gasolina
Combustível: Flex (gasolina)

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Fernando Pires/Quatro Rodas
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