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Ford Ranger Sport 2.5

Bem-equipada, mas com tratamento visual sem grandes exclusividades, a versão Sport da nova Ranger manda bem no custo-benefício

Por Péricles Malheiros | Fotos Marco de Bari Atualizado em 8 nov 2016, 22h20 - Publicado em 8 Maio 2014, 23h30
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Ranger e Strada são picapes destinadas a consumidores de perfis, expectativas e necessidades muito diferentes entre si. Mas não há como disfarçar o espanto ao saber da possibilidade de um quase-empate de preços entre ambas. Isso mesmo: a versão Sport da nova Ranger (com cabine simples e motor 2.5 flex) custa R$ 67 990, enquanto a Strada Adventure (cabine dupla, completíssima) sai por R$ 67 954. É claro que ao rechear sua garagem com uma Ranger você perderá em versatilidade e conforto, uma vez que a Strada tem câmbio automatizado com trocas de marcha por meio de borboletas no volante e leva até quatro pessoas.

A Ranger Sport é um produto sob medida para quem precisa (ou apenas gosta) de uma picape de cabine simples para rodagem urbana com eventuais escapadas de fim de semana. E, nessas fugas da cidade, a caçamba garante o transporte dos brinquedos para o campo ou praia: espaçosa (2,32 metros de comprimento por 1,56 de largura), volumosa (1 800 litros) e bem pensada (há oito ganchos de amarração), ela leva moto, jet ski, bike, malas. Seu único deslize é não ter um protetor plástico de caçamba.

O motor quatro-cilindros 2.5 flex é o mesmo aplicado no Fusion, mas com um acerto ligeiramente diferente, mais adequado às demandas de uma picape, segundo a Ford. O fornecimento de torque, claro, não é imediato como o de um turbodiesel, mas surpreende quem assume o volante com preconceitos: confesso, esse foi o meu caso. Na cidade, nada de comportamento típico de caminhão carregado: a Ranger é esperta nas saídas e acelera como um hatch pequeno com motor 1.4 quando está vazia. Quem não é picapeiro precisa, inclusive, redobrar o cuidado em dias de chuva. Mesmo no asfalto, basta uma pisada mais forte no acelerador para as rodas girarem em falso e a traseira escapar de uma vez.

No que se refere a custo-benefício, a nova versão Sport é mais negócio que a XLS. Apesar de ser R$ 6000 mais cara – R$ 67990 ante R$ 61990 -, a Ranger Sport justifica o investimento extra. Oferece a mais alarme, aplique plástico no centro do para-choque dianteiro, volante com comando de áudio e piloto automático, faróis de neblina, vidros e retrovisores elétricos, rodas de liga leve aro 17, santantônio, som com Bluetooth e, claro, adesivos alusivos à versão (nas laterais da carroceria e nas soleiras das portas). Travas elétricas e direção hidráulica são de série desde a XLS.

As primeiras Ranger Sport já estão nas autorizadas desde fevereiro, porém em baixo volume. “Agora a entrega está normalizada”, afirma Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford.

VEREDICTO

Não é de hoje a estratégia da Ford de oferecer muitos equipamentos numa picape com cabine simples, motor flex e tração 4×2. Em gerações passadas, a versão Sport foi bem-aceita e, a julgar pelo que vimos, seguirá em sua trajetória de sucesso.

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