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Impressões: Fiat Toro 2027 híbrida melhora no consumo e no convívio, mas só na cidade

A Fiat Toro 2027 chega com versões híbridas-leves, sendo a primeira picape intermediária eletrificada do Brasil; veja o que muda para o motorista

Por Barbara Lira 1 jun 2026, 13h28 | Atualizado em 1 jun 2026, 13h39
Picape Fiat Toro azul-marinho em movimento, vista de frente e lateral, em uma rua arborizada com árvores verdes e céu claro
 (Divulgação/Fiat)
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Impressões: Fiat Toro 2027 híbrida melhora no consumo e no convívio, mas só na cidade Priorizar nos meus resultados Google

A Fiat Toro saiu na frente das concorrentes e se tornou a primeira picape híbrida intermediária fabricada no Brasil. A Stellantis atualizou a motorização da picape, que é líder do seu segmento, se antecipando à chegada da Renault Niagara, no final do ano, e da VW Tukan, no início de 2027. Ambas também terão versões MHEV.

Também há uma estratégia que envolve legislação: a próxima fase do Proconve L8, que vai apertar as regras de emissões de poluentes, começa a valer em janeiro de 2027. 

Picape Fiat Toro azul escura em movimento, vista de traseira e lateral, em uma rua urbana com palmeiras e prédios ao fundo, e um ônibus borrado passando
(Divulgação/Fiat)

Na linha 2027, duas das seis versões da Fiat Toro têm ajuda de um motor elétrico: Volcano e Ultra T270. O sistema é o mesmo apresentado pela Jeep no Renegade recentemente, auxiliando o motor 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm com um propulsor elétrico de 48V.

Já era esperado que a motorização eletrificada seria a grande mudança da linha 2027, porque a picape trocou de visual no ano passado. Vale lembrar que desde que chegou ao Brasil, em 2016, a Toro acumula em sua trajetória uma única plataforma – a Small Wide 4×4 da Stellantis, a mesma utilizada por modelos como os Jeep Renegade, Compass, Commander e Ram Rampage – e três visuais diferentes.

O que muda com a motorização híbrida?

O sistema híbrido-leve presente na Fiat Toro 2027 troca o motor de partida e o alternador por um motor elétrico de 48 V, que na prática, é quatro vezes mais forte que o motor elétrico dos Fiat Fastback e Pulse. A escolha da marca pelo sistema de 48 V ao invés do 12 V se dá pelo tamanho do carro e também pela plataforma Small Wide 4×4.

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Vista superior do motor de um carro azul escuro com o capô aberto, mostrando o motor turbo, bateria, reservatórios de fluidos rosa e amarelo, e a grade frontal com o logo Fiat e a placa

Esse motor elétrico é alimentado por uma bateria de lítio, com cerca de 50kg, e que fica instalada por baixo do carro – e não dentro, como é o caso dos SUVs citados.

Assim que o motorista liga a picape, a grafia do painel já indica que se trata de um híbrido. Ao invés de visualizar apenas o nível de combustível, estão disponíveis à vista também o nível da bateria do motor elétrico e o quanto você está usando o sistema híbrido no seu dia a dia.

O auxílio elétrico tende a mudar a condução da picape em três cenários: partidas e retomadas, velocidade de cruzeiro e até na desaceleração – que é quando o sistema elétrico faz o trabalho inverso e recarrega a bateria de 48 V.

Interior de um carro moderno, com bancos de couro pretos, volante multifuncional com logo Fiat, painel digital e uma tela multimídia vertical exibindo um mapa de navegação. O câmbio automático está no console central, e o espelho retrovisor interno e as luzes de teto são visíveis.

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O motor flex da Fiat Toro foi recalibrado em 2025 e passou de 185 cv para 176 cv, quando o carro passou a sentir mais o peso em saídas, acelerações e retomadas. Com o auxílio do motor de 48 V, que dá um ganho de 15,5 cv e 6,5 kgfm, essa sensação é mitigada, mas não muda muito na prática. A maior diferença sentida no uso cotidiano, quando a picape passa a sensação de estar um pouco mais leve. Outra mudança importante é no comportamento do sistema “Start-Stop”, que está mais suave e silencioso.

Por fim, a economia de consumo: a Fiat divulga uma redução de até 12% no consumo urbano, baseando-se nos dados de consumo homologados junto ao Inmetro. A Toro MHEV 2027 faz 10,5 km/l na gasolina e 7,3 km/l no etanol. Quando cai na estrada, a história é outra e a diferença na prática é quase nula, fazendo 10,7 km/l na gasolina e 7,6 km/l no etanol – consumos até 0,5 km/l piores do que nas versões que não são híbridas.

Interior de carro moderno com bancos de couro preto, console central com porta-copos, câmbio automático e tela multimídia exibindo mapa de navegação. Volante multifuncional à esquerda

Como o estilo de condução muito parecido com o de SUVs, a Fiat Toro oferece uma dinâmica de condução melhor que de picapes médias e compactas. A construção da sua carroceria do tipo monobloco, que deixa de lado a arquitetura chassi-cabine e até mesmo os feixes de mola, somado a sua suspensão traseira com sistema do tipo independente multilink, faz a picape ser mais confortável para rodar no dia a dia – principalmente na cidade.

Isso se traduz e um carro estável para usar no dia a dia, sem fortes rebotes de volante ao passar em buracos, lombadas ou valetas, e com boa capacidade para fazer curvas, sem rolagem de carroceria excessiva como a irmã maior Titano, ou os demais produtos do segmento de médias. Além disso, a Toro é confortável para usar na cidade, seja pelas dimensões, desempenho do motor ou vedação acústica.

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Interior de um carro moderno, com volante multifuncional preto e o logotipo Fiat no centro. À esquerda, uma saída de ar retangular. Atrás do volante, um painel digital com velocímetro e informações do veículo. À direita, uma tela multimídia vertical exibindo rádio e configurações. Abaixo da tela, botões de controle e o câmbio automático

Se você já dirigiu uma Fiat Toro antes, fique tranquilo: as qualidades de antes permanecem. Segue com uma posição de dirigir mais alta, mas que pode ser ajustada com os vários ajustes elétricos desta versão Volcano, que também tem de série a central multimídia com tela vertical de 10 polegadas.

O console central ainda garante um porta-objetos que encaixa perfeitamente a chave do carro, e tem carregador por indução e as entradas dos tipos USB-C e USB-A.

Fiat Toro 2027 ficou mais completa

O design mudou pouco na última década. Em 2025, a Toro ganhou nova grade frontal, luz de condução diurna (DRL) pontilhado, para-choque remodelado, e um refino na parte interna da lanterna traseira. Por dentro, outras novidades como o painel redesenhado, nova manopla de câmbio e um maior número de equipamentos de segurança para versões intermediárias e de entrada.

Interior de carro com bancos traseiros de couro preto, cintos de segurança visíveis e encostos de cabeça ajustáveis, destacando o conforto e espaço
O mesmo espaço interno para os passageiros (Divulgação/Fiat)
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Detalhe do console central de um carro, com duas portas USB-A e USB-C para carregamento, localizadas na parte traseira, entre os bancos dianteiros. O interior é predominantemente preto, com estofamento e carpete escuros
Sem saída de ar para os passageiros de trás (Divulgação/Fiat)

Agora a Fiat Toro tem ADAS básico e seta dinâmica nas duas versões de topo com motor T270. As novidades são: sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado. Vale ressaltar que a picape da Fiat continua sem piloto automático adaptativo (ACC), só tem limitador de velocidade e um piloto automático convencional.

O que faz falta é espaço interno. Mesmo que a Toro tenha entre-eixos de 2,99 m, a caçamba atrapalha as medidas internas e sobra pouco espaço para quem viaja no banco traseiro, em comparação com um SUV médio. Além disso, não há saídas de ar-condicionado para quem vai no assento da segunda fila.

Sem mudança de geração há 10 anos

Traseira de uma picape azul-marinho com a tampa da caçamba dividida em duas portas laterais abertas, revelando o interior preto da caçamba e uma capota marítima enrolada na parte superior
Fiat Toro MHEV Volcano tem capota marítima (Divulgação/Fiat)

A próxima geração da Fiat Toro está em desenvolvimento e deverá receber a plataforma STLA Medium, que além de permitir uma eventual eletrificação mais robusta, pode garantir, enfim, um novo visual. Mesmo que a Fiat Toro merecesse ganhar novas dimensões e capacidade de carga no ano em que completa uma década de existência, esses números seguem os mesmos.

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Os 4,95 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,70 m de altura não colocam a picape intermediária da Fiat em uma posição ruim em relação ao segmento. O mesmo pode ser dito dos 937 litros e até 670 quilos de capacidade de carga no caso das motorizações turbo flex ou turbo flex MHEV.

Detalhe da traseira de um carro azul escuro, com o emblema
O emblema T270 MHEV na tampa traseira diferencia as versões (Divulgação/Fiat)

Como referência, a Toro perde para a RAM Rampage, – irmã mais luxuosa – que tem 5 cm a mais de comprimento e pode levar até 750 quilos nas versões com motorização similar.

Uma solução para melhorar as capacidades da Fiat Toro na linha 2027 foi aumentar sua capacidade de reboque. Com engate da Mopar, que é vendido com acessório, a picape pode suportar até 750 kg, mas vale lembrar que o motorista optando pela capacidade total do reboque, a caçamba passa a suportar apenas 400 kg de carga.

Ficha técnica – Fiat Toro Volcano MHEV

Motor: motor a combustão, flex, 1332 cm³, 176 cv; elétrico, dianteiro, 15,5 cv (11,4 kW), 6,6 kgfm (65 Nm); traseiro, não aplicável, não aplicável; 191,5 cv e 34,1 kgfm
Bateria: íon-lítio, capacidade em 0,82 kWh
Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora (dianteiro), multilink com rodas independentes, links transversais/longitudinais e barra estabilizadora (traseiro)
Freios: discos ventilados (dianteiro), discos ventilados (traseiro)
Direção: pinhão e cremalheira com assistência elétrica, 12,2 m de diâmetro de giro
Rodas e pneus: liga leve 18″, 225/60 R18
Dimensões: comprimento 4,95 m, largura 1,85 m, altura 1,69 m, entre-eixos 2,98 m, peso 1722 kg, vão livre 19,8 cm, porta-malas 937 litros (caçamba); tanque 55 litros

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