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Audi TT

Bonito por fora e cheio de tecnologias por dentro, o novo Audi TT se atualiza sem desprezar as formas icônicas da primeira geração

Por Vitor Matsubara
14 jul 2015, 14h11 • Atualizado em 9 nov 2016, 14h35
  • testes

    Poucos modelos são tão cultuados dentro da Audi como o TT. Lançado em 1998, o esportivo surpreendeu o mundo com suas formas arredondadas e firmou a marca de Ingolstadt como nome forte no mercado premium. A boa aceitação logo lhe rendeu o status de projeto intocável, permitindo no máximo alterações pontuais. Esse é o caso da terceira geração, que chega ao Brasil nas versões Attraction (R$ 209 990) e Ambition (R$ 220 990), esta última testada por QUATRO RODAS.

    Embora preserve a clássica silhueta do original, a equipe de designers da Audi não só soube modernizá-la como recuperou o poder de despertar olhares, perdido na segunda geração. De fato, o design é a principal virtude do TT: além de aproximá-lo do superesportivo R8, o visual da nova grade hexagonal e dos faróis antecipa os futuros lançamentos da marca. Pelo menos no cupê a receita já deu certo.

    Mais que encantar pelo design, o TT também seduz por dentro. Em vez dos mostradores analógicos convencionais, o modelo surpreende com uma tela de LCD de 12,3 polegadas e alta resolução no lugar do painel de instrumentos. A área entre velocímetro e conta-giros abriga uma central multimídia, podendo exibir mapas do GPS, sistema de som e dados do computador de bordo – tudo bem à frente dos olhos do motorista. Pressionando o botão View no volante, você reduz os mostradores redondos para aumentar o mapa ou viceversa. O cluster futurista casa bem com o estilo minimalista da cabine (o painel agora traz poucos botões), na qual se destacam os difusores com minitelas redondas que exibem as informações do ar-condicionado digital da versão top Ambition.

    Se esteticamente o TT lembra o novo R8, dinamicamente ele se aproxima do Golf GTI. Só não dá para dizer que o motor 2.0 TFSI é o mesmo porque no TT ele tem 230 cv, 10 cv a mais que o GTI. A potência não impressiona, mas o torque sim: os 37,7 mkgf surgem a partir das 1 600 rpm, fazendo o Audi parecer mais forte do que realmente é – em nosso teste, ele foi de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos.

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    Mas dá para se divertir à beça mesmo assim. Fazer curvas é a vocação do cupê, mesmo sem a tração

    integral Quattro, que por aqui será oferecida apenas no TTS. Antes de acelerar, ative o modo Dynamic, que deixa a direção bastante direta e aumenta o som do escapamento, acompanhando os deliciosos estampidos após as trocas de marcha. Não é um puro-sangue (este papel será do TT RS, que já está em testes na Europa), mas está longe de decepcionar.

    Contrariando a lógica da maioria dos esportivos, o TT se vira muito bem nas superfícies lunares das cidades brasileiras, absorvendo razoavelmente bem os buracos e enfrentando valetas em que muitos carros nacionais reclamam. Dá para usá-lo tranquilamente no dia a dia, desde que não seja preciso levar mais que duas pessoas. Sem espaço suficiente nem para crianças, o banco traseiro vira um complemento do porta-malas de 305 litros. Mas provavelmente o dono de um TT terá coisas mais importantes com que se preocupar.

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    VEREDICTO

    O TT preservou virtudes, adicionou muita tecnologia e é um dos poucos esportivos que não sofrem nas ruas esburacadas.

    ★★★★

    FICHA TÉCNICA
    Motor gasolina, diant., longitud., 4 cil.,
    Cilindrada 1 984 cm3
    Potência 230 cv entre 4 500 e 6 200 rpm
    Torque 37,7 mkgf entre 1 600 e 4 300 rpm
    Câmbio automizado, dupla embreagem, 6 marchas
    Dimensões comprimento, 417,7 cm; altura, 135,3 cm; largura, 183,2 cm; entre-eixos, 250 cm
    Suspensão dianteira independente McPherson
    Suspensão traseira independente multilink
    Freios disco ventil. (diant.) / disco sólido (tras.)
    Pneus liga leve, 245/35 R19
    Equipamentos ar digital, bancos com ajustes elétricos, faróis full led, 6 airbags, sensor de chuva, seletor de modos de condução, painel de LCD, start-stop, GPS
    Consumo urbano 10,5 km/l
    0 a 100 km/h 6,1 s
    0 a 1000 m 25,6 s – 210,1 km/h
    Retomada 40 a 80 em 3ª (ou D) 2,6 s
    Retomada 60 a 100 em 4ª (ou D) 3,0 s
    Retomada 80 a 120 em 5ª (ou D) 3,7 s
    Velocidade máxima 250 km/h
    Frenagem 14,9/24,6/55,2 m
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