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Audi Q3

SUV adota visual mais emocional e motorização mais racional na linha 2016

Por Rodrigo Furlan Atualizado em 9 nov 2016, 14h34 - Publicado em 3 jul 2015, 20h14
impressoes

A Audi mudou seu utilitário esportivo de entrada no mercado brasileiro. Com linhas mais robustas, a linha 2016 do Q3 chega às concessionárias da marca das quatro argolas com cinco versões, três opções de motorização e preços que variam entre R$ 127.190 e R$ 190.190 (veja aqui os detalhes das configurações oferecidas).

Por fora, é possível reparar em alterações pensadas para, de acordo com a própria Audi, passar ao público uma sensação de aumento de largura – mas as dimensões são rigorosamente as mesmas do modelo anterior! Esse efeito é obtido graças, por exemplo, ao novo para-choque dianteiro, com design horizontal, e não mais vertical. Os faróis de bi-xenônio também estão mais modernos, com sistema de iluminação que permitiu a retirada dos faróis de neblina.

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Se o exterior provoca uma sensação mais emocional à primeira vista, com um conjunto mais harmônico, é sob o capô que residem as maiores novidades. De modo racional, a Audi introduziu o motor 1.4 TFSI, de 150 cv, como opção de entrada do renovado Q3. Tal configuração é ideal para quem quer um SUV premium mas não pretende gastar muito nem fazer uso offroad.

Na cidade, esta versão vai bem. O câmbio S-tronic faz com que o motorista tenha pouco trabalho e a presença de tração dianteira (e não integral) não traz qualquer tipo de prejuízo. O desempenho é satisfatório, com uma leve necessidade de pisar mais fundo nos arranques e nas retomadas para que o veículo desenvolva seu potencial. Em trechos rodoviários, o Q3 1.4 também não faz feio, mas não é tão agradável quanto seu irmão mais parrudo.

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Sim, o Q3 2.0 (180 cv, 10 cv a mais do que o 2015) é bem divertido em qualquer circunstância. Não lhe falta fôlego e, mesmo em velocidades mais elevadas, a sensação é de que você está dirigindo sobre um tapete, sem ruídos ou tremedeira, com suspensão ajustada no ponto certo para o dia a dia – o comportamento é bom inclusive ao transpor pequenos buracos. Neste caso, é possível até encarar alguma atividade fora da estrada, tendo em vista que o sistema quattro se faz presente – e, na versão de acabamento Ambiente, o Audi Drive Select, que oferece quatro modos de condução, também agrega valor ao conjunto.

Se a condução é certeira, a experiência a bordo é, digamos, correta. Nada de luxo, é bom que se frise, mas há itens que fazem diferença, como o ajuste elétrico para o banco do motorista (de série a partir da versão 1.4 Ambiente), revestimento em couro sintético de boa qualidade e borboletas para troca de marchas no volante. Para os passageiros, há bom espaço atrás e na frente. Além disso, o porta-malas é inteligente: a abertura e o fechamento são elétricos, com direito a ângulo de abertura personalizável.

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