Nissan Frontier híbrida plug-in de 410 cv aparece em testes no Brasil
Versão híbrida plug-in da picape média usa mecânica de origem chinesa, supera as diesel em desempenho e pode chegar ao país a partir de 2027
Aguardando pelo início da produção de sua versão reestilizada, no México, a Nissan Frontier apareceu no Brasil na inédita variante híbrida plug-in. Flagras recentes indicam que a marca japonesa testa no país a Frontier Pro PHEV. Baseada em um projeto de origem chinesa e com números de desempenho superiores aos das rivais a diesel, a variante tem ambições globais.
As imagens publicadas pelo perfil BF///MS, no Instagram, mostram três unidades da Frontier híbrida desembarcando no Porto de Santos (SP), sem nenhuma camuflagem.
Diferente da Frontier atual, que compartilha chassi com a Mercedes-Benz Classe X e a Renault Alaskan, a nova geração híbrida nasce de uma parceria com a Dongfeng e deriva do modelo V9. Suspensão e estrutura foram adaptadas para suportar a eletrificação.
Externamente, as laterais revelam o parentesco com o projeto chinês, preservando vincos e recortes do V9. No interior, a mudança é completa: o painel analógico dá lugar a um conjunto digital com duas telas, ampliando conectividade e a oferta de sistemas de assistência ao condutor para competir com as novas picapes médias.
Sai de cena o conhecido 2.3 biturbo diesel. A Nissan Frontier Pro PHEV adota um conjunto híbrido plug-in que combina um motor 1.5 turbo a gasolina, de quatro cilindros, com um propulsor elétrico integrado à transmissão. A potência combinada chega a 410 cv, contra 190 cv da Frontier diesel vendida até então.
O torque também muda de patamar: são 81,5 kgfm entregues de forma imediata, acima dos 45,9 kgfm da versão a diesel. A arquitetura permite priorizar o uso do motor a combustão em rodovias ou sob alta carga, enquanto o elétrico assume em baixas velocidades e no uso urbano, com ganho de eficiência energética.
Mesmo com foco em eletrificação, a picape mantém atributos esperados no segmento. A tração integral garante capacidade fora de estrada, e a capacidade de reboque é homologada em 3.500 kg, em linha com as principais concorrentes.
O sistema plug-in oferece autonomia elétrica declarada de 135 km, segundo o ciclo chinês, o que permite rodar boa parte do dia sem consumo de gasolina. O conjunto de baterias adiciona peso ao veículo, compensado pelo torque instantâneo do motor elétrico, que favorece as arrancadas.
Oficialmente, a Nissan afirma apenas que a Frontier híbrida está no país para testes de engenharia, feitos com diversos modelos da marca. O mesmo poscionamento foi usado para outro carros chinês visto no Brasil, o sedã elétrico N7:
“Testar carros no país, mesmo para outros mercados, é algo natural e um mérito da qualidade dos nossos engenheiros, que são reconhecidos mundialmente pela sua eficiência no desenvolvimento de produtos. Nossas equipes, cada vez mais, contribuem com projetos de diferentes mercados. Mas isso não significa que esses veículos que chegam ao país ou estão rodando aqui serão lançados no Brasil. Então, por esse motivo, a Nissan não comenta sobre o assunto”.
Por outro lado, Ivan Espinoza, novo CEO da marca japonesa, disse que a empresa tem interesse em exportar carros chineses para outros mercados, inclusive para o Brasil. Trazer a Frontie Pro PHEV seria uma forma de manter a picape média viva no país. Christian Meunier, chairman da Nissan Américas, já havia indicado essa possibilidade anteriormente.








