Renault Kwid elétrico chinês é muito mais inteligente e legal que o nosso

Marca francesa promete lançar "um dos elétricos mais baratos do mundo", porém com recursos como WiFi, reconhecimento de voz e controle via app no celular

Versão elétrica do Kwid será vendida na China como “City K-ZE”

Versão elétrica do Kwid será vendida na China como “City K-ZE” (Newspress/Quatro Rodas)

A Renault apresentou no Salão de Xangai uma solução de subcompacto urbano e elétrico para o mercado chinês, cada vez mais sedento por veículos que circulam com emissões zero.

Mas espera lá: este City K-ZE nos lembra alguém, não? Sim, quem serviu de base para ele foi o nosso conhecidíssimo Kwid.

Ideia do City K-ZE é ser um veículo urbano totalmente elétrico

Ideia do City K-ZE é ser um veículo urbano totalmente elétrico (Newspress/Quatro Rodas)

Antecipado como protótipo no Salão de Paris, no ano passado, o K-ZE concretiza a criação de um modelo “popular” movido a baterias e que pode vir a ser um dos elétricos mais baratos do mundo, segundo a fabricante.

Agora divulgado oficialmente como modelo de produção no Salão de Xangai, o City K-ZE – ou simplesmente Kwid elétrico, vai – tem traços atualizados em relação ao irmão movido a combustão, que é vendido no Brasil.

Espaço para bagagens é de 300 litros, 10 litros a mais que o oferecido pelo Kwid brasileiro

Espaço para bagagens é de 300 litros, 10 litros a mais que o oferecido pelo Kwid brasileiro (Newspress/Quatro Rodas)

Deve, inclusive, nortear o futuro facelift que o pequeno hatch receberá por aqui nos próximos anos.

O curioso é observar que o uso de baterias elétricas deixou o K-ZE com 3 cm a menos de altura livre do solo em relação ao Kwid brasileiro, embora a distância ainda seja de interessantes 15 cm, ótimos para um elétrico.

Na China, rodas do Kwid elétrico têm quatro pontos de fixação

Na China, rodas do Kwid elétrico têm quatro pontos de fixação (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

A distância entre-eixos de 2,42 metros é a mesma do nosso Kwid convencional, mas o espaço para bagagens é de 300 litros, contra 290 do subcompacto feito em São José dos Pinhais (PR). Reflexo do uso de estepe temporário ao invés do permanente.

Além disso, o City K-ZE conta com sistemas que o nosso Kwid nem sonha em ter. Um exemplo são luzes diurnas em led.

Painel é similar ao do Kwid brasileiro, mas traz quadro de instrumentos e central multimídia mais avançados

Painel é similar ao do Kwid brasileiro, mas traz quadro de instrumentos e central multimídia mais avançados (Newspress/Quatro Rodas)

Internamente, seu sistema de entretenimento tem tela de toque LCD colorida multifuncional de 8 polegadas. Os passageiros também podem acessar o controle remotamente em seu aplicativo no celular.

Há, ainda, navegação online e monitoramento em tempo real para recursos da propulsão elétrica.

Cadê o motor? Cofre do K-ZE traz só os módulos de baterias

Cadê o motor? Cofre do K-ZE traz só os módulos de baterias (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

Os usuários têm acesso fácil a recursos como entretenimento online, redes WiFi e reconhecimento de voz inteligente, o que garante que os passageiros permaneçam conectados o tempo todo onde quer que estejam.

O City K-ZE inclui, por fim, sensores PM2.5 e sistema de controle de qualidade, que permitem avaliar a qualidade do ar da cabine e alternar automaticamente entre a circulação interna e externa, oferecendo um espaço de cabine saudável e refrescante.

Quadro de instrumentos não é o mais moderno do mundo, mas é bastante superior ao do nosso Kwid

Quadro de instrumentos não é o mais moderno do mundo, mas é bastante superior ao do nosso Kwid (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

Em relação à sua recarga, múltiplos modos de carregamento o tornam compatível com tomadas domésticas de 220V e infraestruturas públicas.

Em carga rápida, leva apenas cinquenta minutos para carregar de 0% a 80%. Em carga lenta, quatro horas para carregar até 100%, adequado para a vida urbana acelerada.

O novo elétrico será produzido na China e, se tudo ocorrer conforme o calendário da marca francesa, sua chegada é esperada ainda antes do final deste ano.

Com a chegada do City K-ZE, Thierry Bolloré, presidente-executivo do Grupo Renault, apresentou um roteiro de grandes ambições para o grupo na China até 2022: uma meta de 550 mil unidades vendidas por ano.

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