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Novo Renault Clio

Design atualizado e baixo consumo são as armas do veterano popular

Por Vitor Matsubara | Fotos: divulgação - Atualizado em 9 nov 2016, 08h11 - Publicado em 13 nov 2012, 00h50
lancamentos

No mercado brasileiro, a reestilização é uma das práticas mais corriqueiras no segmento de populares, principalmente pela chance de repaginar o estilo de um carro gastando pouco. Foi justamente este o caminho escolhido pela Renault no novo Clio, já apresentado pela marca no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

Para se destacar da concorrência formada por Chevrolet Celta, Ford Ka, Fiat Palio Fire e VW Gol G4, o Clio traz novo design. A frente ganhou faróis com novo formato (ligeiramente diferentes do modelo antigo) e grade com traços semelhantes aos adotados pela Renault francesa em seus lançamentos. Pena que quase nada mudou no restante do carro, já que as lanternas ganharam apenas nova disposição de luzes. O interior se manteve praticamente intocado, com exceção do painel de instrumentos vindo da dupla Logan/ Sandero.

Se o visual é praticamente o mesmo, pelo menos o consumo de combustível mudou para melhor. A Renault destaca o bom resultado obtido nas medições realizadas pelo Inmetro, em que o Clio obteve nota A, a melhor de todas, no programa de etiquetagem veicular entre os populares. Segundo resultados divulgados pelo instituto, o hatch faz 9,5 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada, sempre com etanol no tanque. Com gasolina, o Clio registrou 10,7 km/l em percurso urbano e 15,8 km/l no consumo rodoviário.

O novo Clio quer fisgar o consumidor racional, aquele que faz questão de poupar cada centavo do primeiro ao último dia do mês. A versão de entrada Authentique sai por 23.290 reais na carroceria de duas portas, sendo que a conta sobe em 1.000 reais se o cliente optar pela comodidade das quatro portas. Já a opção Expression quatro portas custa 24.950 reais. Entre os opcionais, há ar-condicionado e direção hidráulica (somente na versão mais cara), mas nada de airbag duplo e freios ABS por enquanto – situação esta que deve mudar até 2014, quando ambos os itens serão obrigatórios por lei. A única motorização oferecida é a 1.0 16V flex, que recebeu as modificações aplicadas no Sandero e agora rende até 80 cv com etanol.

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Além dos equipamentos de conforto e conveniência, o Clio pode ser encomendado com adesivos, seguindo a tendência de personalização trazida ao mercado pelo MINI Cooper e hoje explorada até por modelos mais modestos, como Fiat Uno e Nissan March. Todas as novidades não justificam o rótulo de “novo” atribuído ao Clio, mas pelo menos devem garantir a sobrevida do modelo por mais alguns anos.

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