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Novo Mercedes-AMG C63 vira híbrido e troca V8 por 2.0 de quase 700 cv

Junto com sistema híbrido plug-in, o C63 S chega aos 680 cv e também estará disponível em versão perua, mas essa, só para a Europa

Por João Vitor Ferreira
Atualizado em 29 dez 2022, 18h59 - Publicado em 21 set 2022, 17h01

Quando um modelo muda de geração, a tendência é de que eles fiquem cada vez mais ecológicos, trocando seus grandes motores por unidades menores e até recebendo assistência elétrica, como ocorre nesse caso.

Para o novo Mercedes-AMG C63 S, a montadora alemã deu um grande salto rumo ao futuro sustentável, aposentando o antigo V8 turbo por um motor quatro cilindros com sistema elétrico híbrido plug-in.

Mercedes-AMG C63 S lateral sedã
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Se desfazer de um V8 é sempre difícil, mas, para substituí-lo, os engenheiros da AMG trouxeram um motor a altura. O M139L é um 2.0 de quatro cilindros em linha com turbo eletrônico, que já é usado em outros modelos menores da marca, como o SL63 e o C43. Esse último, que perdeu seu V6 para dar lugar ao quatro cilindros.

Porém, para um esportivo do porte do C63 S, a unidade recebeu um belo tratamento. Sozinho, ele é capaz de gerar 476 cv, quase 70 cv a mais que no C43, e exatamente a mesma potência do antigo V8, além de 55,57 kgfm. Com esses números ele se torna no motor de quatro cilindros mais potente do mundo. 

Mercedes-AMG C63 S traseira sedã
Todo o visual do C63 S ficou mais agressivo, pra combinar com a motorização mais potente (Divulgação/Mercedes-Benz)

Para complementar, ainda há um motor traseiro elétrico alimentado por uma bateria de 6,1 kWh. Ele oferece 206 cv extras e pode tracionar o carro sozinho até os 125 km/h, com energia suficiente para apenas 13 km. Claro que existem diversos plug-ins com alcance elétrico maior, mas a Mercedes ressalta que o C63 S foi feito para correr.

Combinados, os dois motores entregam 680 cv e 104 kgfm. Com tanta potência, o C63 pode acelerar de 0 a 100 em 3,4 s e tem velocidade máxima de 280 km/h, caso opte pelo limitador mais alto de velocidade no momento da compra. Por padrão, o velocímetro para nos 250 km/h. A transmissão é automática de nove marchas.

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Mercedes-AMG C63 S frontal sedã
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Mesmo com um motor bem menor, a eletrificação e a carroceria maior deixaram o C63 mais pesado. Agora, o esportivo soma 2.036 kg contra 1.680 kg da sua antiga geração. Mesmo assim, a eletrificação ainda fará dele mais econômico, com médias de consumo de 14,45 km/l no ciclo EC, segundo a montadora.

Para dar uma boa dinâmica de condução, o C63 está equipado com diferencial de deslizamento limitado, freios de carbono e amortecedores adaptativos para a suspensão de molas de aço. Para aqueles que gostam de um esportivo ‘raiz’, mesmo com cada motor tracionando um eixo, é possível selecionar um modo de tração totalmente traseira.

Mercedes-AMG C63 S
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Um detalhe interessante é que o próprio motor elétrico atua controlando o torque nas rodas, podendo reduzir a entrega caso uma delas comece a patinar. Esse sistema não substitui o tradicional controle de tração (ESP), mas funciona em conjunto, fazendo com que o ESP seja acionado apenas quando realmente for necessário. Desse modo, o motor a combustão pode ser operado com maior torque.

Os modos de condução modificam o comportamento do C63, que pode ser mais amigável – nos modos “Basic” e “Advanced” –  ou mais feroz – “Pro” e “Master”. 

Mercedes-AMG C63 S totalmente lateral sedã
(Divulgação/Mercedes-Benz)

No modo “Master”, o carro se torna um esportivo completo e até permite um oversteering para o carro derrapar um pouco nas curvas. Aliás, esse ele também tem esterçamento no eixo traseiro.

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Por ser um híbrido plug-in, o C63 também oferece diferentes níveis de regeneração de energia. No mais básico, ela é praticamente nula, porém, se optar pelo mais alto, o freio regenerativo entra em ação e possibilita a função de dirigir com apenas um pedal.

Mercedes-AMG C63 S interior painel
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Visual mais agressivo

Agora que falamos dos principais detalhes técnicos, vamos falar do visual. O design do C63 S acompanhou sua evolução mecânica e ganho de potência, ficando mais agressivo.

Mercedes-AMG C63 S interior bancos
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Na dianteira, os faróis estão mais estreitos e voltados para o centro. Já o capô está mais musculoso e mais longo, para dar mais imponência ao carro. A grade foi apenas invertida, enquanto as entradas de ar laterais inferiores parecem separadas do resto do para-choque.

Atrás, a tendência das mudanças foi a mesma. As lanternas, que se parecem com uma gota deitada, invadem a tampa do porta-malas. A barra prateada que existia no sedã da última geração também sumiu e os escapamentos continuam sendo quádruplos e divididos em dois pares. 

Mercedes-AMG C63 S dianteira perua
Ao que tudo indica, versão perua ficará apena na Europa (Divulgação/Mercedes-Benz)

Por dentro, o C63 S traz elegantes bancos esportivos AMG de segunda geração em couro Napa, que se destacam pelo seu novo desenho e costuras. O sistema MBUX, exclusivo para os modelos eletrificados da Mercedes, tem um conjunto de telas com multimídia vertical, head-up display e computador de bordo, que trazem informações gerais do veículo e gráficos de desempenho da AMG.

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Mercedes-AMG C63 S traseira perua
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Além da carroceria sedã, o C63 S também estará disponível como perua. Porém, ao que tudo indica ela não deve aparecer em outros mercados, se mantendo restrita ao mercado europeu.

Nessa configuração, a aceleração se mantém inalterada, assim como a velocidade máxima limitada padrão. No caso do limitador mais “agressivo”, o limite sobe para R$ 270 km/h, provavelmente por causa dos 34 kg a mais da perua.

Mercedes-AMG C63 S frontal perua
(Divulgação/Mercedes-Benz)

Ainda não há data para o início das entregas, tão pouco estimativa de preço. Porém, como um concorrente direto do BMW M3 Competition xDrive, é provável que o C63 S seja vendido na casa dos US$ 80.000, ou R$ 410.4000 na cotação atual, assim como seu rival. Para o Brasil, espere por preços acima de R$ 1 milhão.

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