Hyundai Venue: por que este SUV abaixo do Creta interessa ao Brasil

SUV compacto tem 4 m de comprimento, entre-eixos de HB20S e será mais barato que o Creta

Faróis do Venue são envolvidos por leds

Faróis do Venue são envolvidos por leds (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

O mercado norte-americano não é o mais adepto dos SUVs compactos, mas o Salão de Nova York foi o escolhido pela Hyundai para a apresentação do Venue, seu menor SUV.

Aliás, se pudéssemos dar um conselho neste momento, seria: anote este nome. Porque o Hyundai Venue, criado como um produto global, tem grandes chances de ser vendido – e também fabricado – no Brasil pela Hyundai Motor Brasil (HMB), responsável pela produção local de HB20 e Creta.

Lanternas tem forma de cubo e iluminção interna forma um Z

Lanternas tem forma de cubo e iluminção interna forma um Z (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Com 4,03 m de comprimento, é apenas 9 cm mais longo que um HB20 e 24 cm menor que o Creta, enquanto o entre-eixos de 2,51 m equivale ao de um HB20S e fica 8 cm abaixo do Creta.

A vantagem sobre a família de compactos está na largura, de 1,77 m, apenas 1 cm a menos que o Creta. A altura é de 1,56 m, 7 cm aquém do primo vendido no Brasil.

SUV tem o porte de um Ford EcoSport

SUV tem o porte de um Ford EcoSport (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Na prática, o Venue tem exatamente o porte de um Ford EcoSport Titanium, sem estepe na traseira.

E é justamente com SUVs compactos menores (como o futuro Volkswagen T-Track, o também vindouro SUV da Fiat sobre a plataforma do Argo, Caoa Chery Tiggo 2, JAC T40) com quem o Hyundai concorrerá.

O objetivo é se distanciar do Creta, maior é consideravelmente mais espaçoso, e que perderia suas versões mais baratas para dar espaço ao irmão menor.

Porta-malas tem 529 litros de capacidade até o teto, como se mede nos EUA

Porta-malas tem 529 litros de capacidade até o teto, como se mede nos EUA (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

O Hyundai Venue também ganha destaque pela ousadia no design. A carroceria é quadrada, com elementos na cor branca espalhados pela carroceria e conjunto óptico dividido em duas peças, com os faróis principais envolvidos por um aro de led.

O teto flutuante, que acompanha a coluna C, chama bastante atenção mas as barras longitudinais de plástico no teto são meros enfeites.

 (Divulgação/Hyundai)

O interior é simplista, com painel inteiriço de plástico rígido com peças de dois tons.

A central multimídia de 8 polegadas com Apple Carplay e Android Auto ganha destaque no painel, assim como o console central bem inclinado em relação à manopla do câmbio.

O ar-condicionado automático tem uma zona, como o do Creta, mas com a vantagem de oferecer saídas para os bancos traseiros.

Painel tem plásticos de dois tons

Painel tem plásticos de dois tons (Divulgação/Hyundai)

Embora seu desenvolvimento tenha sido feito em grande parte na Índia, os Hyundai Venue que serão vendidos nos Estados Unidos a partir do final deste ano serão importados da Coreia do Sul.

Seu pacote de equipamentos incluirá itens sofisticados para o segmento, como alerta de colisão frontal, detector de pontos cegos e assistente de permanência em faixa.

Há câmbio manual de seis marchas além do novo CVT

Há câmbio manual de seis marchas além do novo CVT (Divulgação/Hyundai)

O motor será o 1.6 16V da família Gamma II, amplamente utilizado pela Hyundai e pela Kia no Brasil, mas em versão atualizada com melhor gerenciamento térmico e sistema de injeção direta e indireta.

A Hyundai divulga potência estimada de 122 cv e torque de 15,6 mkgf.

O destaque deste novo conjunto é o câmbio Smartstream IVT (sigla para Intelligent Variable Transmission), que nada mais é do que um câmbio CVT.

De acordo com a Hyundai, sua grande vantagem está na ampla faixa de relações que ele pode operar para melhorar o desempenho e a eficiência de combustível.

 (Divulgação/Quatro Rodas)

A Hyundai trata o Venue como um produto global também pensado para mercados emergentes. Na Índia, por exemplo, o modelo já chegará às lojas no final de maio.

Há movimentações que colocam o Brasil no horizonte do modelo, mas resta saber se o recém-anunciado aumento da capacidade produtiva da fábrica de Piracicaba (SP) será suficiente para segurar a demanda por sua produção no país.

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