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Hyundai ix35, Chevrolet Onix e Prisma Joy: sucesso dos veteranos

Apesar do visual defasado e, em alguns casos, do atraso de gerações, os modelos mais antigos continuam vendendo bem no Brasil

Por Gabriel Aguiar
Atualizado em 28 mar 2024, 11h10 - Publicado em 11 out 2018, 10h00
Onix Joy ganhou faróis com máscara negra na linha 2019 (Divulgação/Chevrolet)

Os Chevrolet Onix e Prisma Joy chegaram às lojas em 2016 com uma receita bem conhecida pelos brasileiros: menos equipamentos de série e (principalmente) visual defasado.

Quem não lembra dos já aposentados Fiat Palio Fire, Uno Mille ou Siena EL, que resistiram por anos junto às novas gerações? E também tivemos VW Gol Special, Ford Fiesta RoCam…

VW Gol Special
Bastante despojada, a versão Special tinha foco no preço acessível (Divulgação/Volkswagen)

Entretanto, a principal surpresa é perceber que, mesmo com o desenho pré-reestilização – que foi apresentada há quase dois anos e meio –, essas versões ainda são as mais vendidas.

Segundo dados da consultoria Jato Dynamics, o Onix Joy representou 36,5% do total de vendas do hatch no primeiro semestre de 2018. Foram 32.766 unidades das 89.613 no período.

Versão de entrada Joy é a mais vendida do Prisma (Divulgação/Chevrolet)

O mesmo fenômeno ocorre com a linha Prisma, cuja configuração mais barata (e com visual antigo) abocanhou 32,4% dos emplacamentos: 10.385 das 32.012 unidades vendidas.

Os bons resultados não surpreendem, considerando que falamos disso no início de 2017. E há uma boa diferença de preços: no caso do hatch, o Joy é R$ 3.700 mais barato que o LT 1.0.

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As versões de entrada dos Chevrolet têm interior mais simples e menos itens de série (Divulgação/Chevrolet)

No caso do sedã Prisma, há um degrau ainda maior entre a configuração de entrada e o modelo reestilizado. O primeiro custa R$ 49.590, enquanto o segundo parte dos R$ 59.890.

Uma das poucas marcas que ainda adotam essa estratégia é a Hyundai, que fabrica e comercializa três gerações do mesmo modelo no Brasil: o veterano Tucson, o ix35 e o recente New Tucson.

Hyundai Tucson
Tucson está praticamente igual desde que chegou ao Brasil em 2005 (Marco de Bari/Quatro Rodas)

O modelo mais antigo teve vendas inexpressivas, com só 264 unidades no primeiro semestre. Por sua vez, o ix35 emplacou 4.515 unidades, ou 2,2 vezes as vendas do irmão mais novo.

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De novo, há uma diferença de preços que justifica (em partes) o desempenho nas lojas. O Tucson parte de R$ 74.990, contra R$ 110.990 do intermediário e R$ 137.900 do New Tucson.

Hyundai tem leds nas luzes de posição e nos retrovisores
ix35 é o mais vendido das três gerações do SUV (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vale lembrar que, diferentemente dos Chevrolet, os SUVs da Hyundai têm diferenças bem além do visual e dos itens de série: mudam também motores e, principalmente, plataforma.

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Isso significa que o consumidor deverá abrir mão de detalhes mais importantes que apenas estética e comodidade. Ou seja, consumo de combustível, espaço interno e segurança.

Grande hexagonal: característica da Hyundai
New Tucson é R$ 26.910 mais caro que o ix35 (Christian Castanho/Quatro Rodas)
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