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Mercado: o sucesso dos carros novos com cara velha

Gerações antigas que continuam à venda fazem sucesso e chegam a 34% do mix

Por Guilherme Fontana - 20 jan 2017, 17h37

Uma prática já antiga, mas cada vez mais recorrente no mercado brasileiro, é a convivência de duas gerações do mesmo modelo nas lojas. A sacada é boa: além de aumentar a área de atuação da marca, permite maior margem de lucro nos carros que mantêm o mesmo visual há vários anos.

Curioso é o fato de que os modelos de cara velha vendem tanto quanto os mais novos.

O Onix é o caso mais recente disso. A configuração de entrada, Joy, foi responsável por 33,5% das vendas do modelo em novembro de 2016, segundo a consultoria Jato. Ou seja, dos 15.700 Onix vendidos (divididos em cinco versões), 5.267 foram Joy.

No caso do Palio, 33,9% dos emplacados são da versão Fire, com o mesmo visual do Palio de 2004 e vendido, atualmente, apenas por encomenda. De acordo com a Jato, foram 1.327 exemplares em novembro.

Já a Hyundai foi além e tornou-se a primeira fabricante com três gerações vendidas ao mesmo tempo: Tucson, ix35 e New Tucson, nessa ordem. Ainda sem números de vendas do New Tucson, recém-lançado, comparamos o acumulado de Tucson e ix35. Foram 11.036 unidades do Tucson e 9.735 do ix35 entre janeiro e novembro de 2016.

O atrativo é apenas um: preço, já que são posicionados como versões de entrada (logo, mais baratas). O Tucson, por exemplo, custa R$ 30.000 a menos que o ix35. Com isso, eles também se valem do baixo custo geral (preço, manutenção e seguro) para atraírem os frotistas.

A prática deve continuar: a nova Mitsubishi L200 Triton (chamada de Sport) irá conviver com a geração anterior, que continua a ser oferecido em um grande número de versões. Já a Volkswagen deve trazer a nova geração do Tiguan de sete lugares para conviver com o modelo antigo, que acaba de receber a opção de motor 1.4 TSI.

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