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Ford recua e pode voltar a vender sedãs e hatches com foco em preço baixo

CEO da marca admite que abandonar sedãs e hatches pode ter sido erro diante da escalada de preços; marca busca projetos abaixo de US$ 30 mil

Por Nicolas Tavares
21 jan 2026, 11h14 •
All-new Mondeo premieres at the Ford China Design Center
Modelo foi desenvolvido pela sucursal chinesa da Ford (Divulgação/Ford)
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  • A Ford foi uma das primeiras fabricantes a radicalizar sua estratégia global na década passada ao eliminar sedãs e hatches tradicionais como Fiesta, Focus e Fusion, passando a concentrar seus esforços em SUVs e picapes. Agora, em uma reviravolta pragmática, a marca admite que pode voltar atrás.

    Durante o Salão de Detroit, o CEO global da Ford, Jim Farley, afirmou que “nunca se deve dizer nunca” sobre o retorno dos sedãs da marca. A declaração representa uma mudança relevante de tom, motivada não por nostalgia, mas por uma pressão objetiva do mercado: a falta de acessibilidade dos carros novos.

    Ford Focus ST tem produção encerrada
    O Focus saiu de linha na Europa em 2025 (Divulgação/Ford)

    Com o preço médio de transação de veículos novos nos Estados Unidos acima de US$ 50.326 no fim de 2025 — cerca de R$ 290.000 em conversão direta — e parcelas mensais próximas de US$ 800, a Ford reconhece que abriu mão de um segmento de entrada que continua existindo e demonstrando demanda consistente.

    A decisão anterior da Ford partiu da constatação de que a marca não conseguia competir em rentabilidade com Toyota, Hyundai e Kia nos segmentos de entrada. O problema é que a escalada de preços de SUVs e picapes passou a afastar consumidores das concessionárias.

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    “O mercado de sedãs é muito vibrante. Não é que não exista mercado. É que não conseguíamos encontrar uma maneira de competir e ser lucrativos. Bem, podemos encontrar uma maneira de fazer isso agora”, afirmou Farley.

    Ford Maverick híbrida
    A Ford Maverick é o veículo mais barato da marca nos EUA (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Análises internas da fabricante indicam que a procura por veículos mais baratos permanece clara. O desempenho da picape Maverick — hoje o modelo mais acessível da Ford e construída sobre estrutura monobloco — reforça que há espaço para produtos mais racionais, algo que SUVs maiores e tecnicamente mais complexos não conseguem atender.

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    Para viabilizar um eventual retorno dos sedãs, a estratégia da Ford não passa apenas por simplificar projetos existentes. A ideia é desenvolver carros estruturalmente mais baratos desde a concepção. Bill Ford, presidente executivo da companhia, destacou que a engenharia trabalha para reduzir custos de forma sistêmica.

    Isso inclui o reequipamento de fábricas como a de Louisville e a nova planta no Tennessee. Embora direcionadas a elétricos e picapes a partir de 2027 e 2029, essas unidades estão sendo preparadas para processos de manufatura mais eficientes. O objetivo é viabilizar produtos abaixo da barreira dos US$ 30.000, faixa hoje dominada por marcas asiáticas e onde a Ford praticamente só atua com a Maverick.

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    Traseira com lanternas não são ao estilo do Mustang por acaso

    Apesar de não confirmar modelos, a Ford nunca deixou de produzir sedãs fora da América do Norte e da Europa. Na China e no Oriente Médio, o Ford Mondeo segue em linha e recebeu atualizações recentes de design e tecnologia.

    Esse modelo, baseado na plataforma C2 (a mesma de Bronco Sport e Maverick), passou por uma reestilização em 2025, ganhou interior com telas digitais integradas de ponta a ponta e mantém dimensões próximas de 4,93 metros de comprimento. O resultado é um sedã de porte grande com custos de produção mais próximos aos de um médio.

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    A existência desse projeto praticamente pronto, somada aos rumores de um possível sedã elétrico ou híbrido com a marca Mustang — o especulado Mach 4 — coloca a Ford em posição de reagir rapidamente caso a decisão avance.

    A Ford não está isolada nessa leitura. A Stellantis também anunciou em Detroit planos para lançar modelos abaixo de US$ 30.000. Após três anos de crescimento, projeções para 2026 indicam retração nas vendas nos Estados Unidos justamente por causa da barreira de preços.

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