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Chevrolet Tracker será fabricado na Argentina junto com picape inédita

Fábrica argentina ficará encarregada de aumentar a produção do Tracker em 5.000 unidades e de produzir rival da Fiat Toro

Por Henrique Rodriguez Atualizado em 23 jan 2021, 14h41 - Publicado em 25 jan 2021, 08h00
Chevrolet Tracker Premier 1.2 2021
Christian Castanho/Quatro Rodas

O lançamento da linha 2021 do Chevrolet Cruze garantiu a sobrevivência do modelo nas carrocerias hatch e sedã. Mas os planos da Chevrolet para a fábrica de Rosário, na Argentina, passam longe da produção de modelos médios.

A fábrica vem passando por um processo de atualização desde fevereiro de 2020 e o trabalho deve seguir até setembro, como parte do investimento de 300 milhões de dólares na unidade. O esforço é para produzir dois carros baseados na plataforma GEM (sigla para Global Emerging Markets): o Tracker e a inédita picape compacta-média da Chevrolet.

  • Hoje o Chevrolet Tracker é fabricado em São Caetano do Sul (SP) e a produção argentina será complementar. A intenção da fabricante norte-americana é tornar seu SUV compacto líder de vendas do segmento no Brasil e na Argentina, desbancando o Volkswagen T-Cross, que conquistou essa posição em 2020.

    QUATRO RODAS apurou que a fábrica da Chevrolet em Rosário terá capacidade para produzir 5.000 unidades do Tracker por mês. Muito para a Argentina, mas pouco para o Brasil: o modelo manteve média de 6.500 emplacamentos/mês nos últimos três meses. Hoje a fábrica argentina produz o Cruze no ritmo de 1.500 unidades/mês.

    Não será a primeira vez que a Chevrolet adotará essa estratégia. No passado a mesma fábrica produzia o Classic para complementar a produção do sedã em São José dos Campos (SP), até que o modelo passou a ser produzido unicamente no país vizinho. A Honda também teve estratégia parecida com o HR-V.

    A produção do Chevrolet Tracker na Argentina terá início ainda em 2021. Em 2022, começa a produção da nova picape cabine dupla que promete ser a aposta da Chevrolet contra a Fiat Toro.

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    Cabine dupla e motor turbo

    Picape GEM
    Picape compacta-média da GM terá visual inspirado no conceito Du Oliveira/Quatro Rodas

    A picape inédita vai muito além da intenção de substituir a velha Montana. Por aqui, será o maior modelo baseado na plataforma GEM, com aumento significativo do entre-eixos, chegando aos 2,80 m (o Tracker tem 2,57 m), e ganho discreto na largura.

    Apesar de se posicionar em uma faixa de preço superior à da atual Montana, sua chegada deve pôr fim à produção da irmã menor com 10 anos de mercado. A GM decidiu abandonar esse segmento, plenamente dominado pelas rivais Fiat Strada e VW Saveiro.

  • Algumas características ajudarão a reduzir seu preço. A suspensão traseira será por eixo de torção, em vez de um conjunto independente multilink como há na Fiat Toro e até na esquecida Renault Oroch. Isso porque a plataforma GEM não prevê tração 4×4 ou integral – que na picape Renault existe apenas para exportação.

    O motor 1.2 Turbo de 132 cv, hoje presente apenas na versão topo de linha do Tracker, será padrão na picape. Ela também será produzida na fábrica de São Caetano do Sul (SP) de forma a complementar a produção argentina.

    Nova geração da Spin

    A picape é um dos modelos que fazem parte do Projeto Twins, que vem sendo desenvolvidos no Brasil sob o aporte de R$ 10 bilhões anunciado em 2019.

    O segundo modelo é a nova geração da Spin, que será uma mistura de SUV e monovolume, mas seguirá como uma das opções mais baratas com sete lugares. Seu entre-eixos, será menor, de aproximadamente 2,70 m, e o modelo familiar terá o motor 1.0 turbo de 116 cv como opção.

    A nova geração da Chevrolet Spin será produzida apenas em São Caetano do Sul (SP).

     

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