Guia de Usados: Chevrolet Montana

Apta ao trabalho, a segunda geração da picape convence em capacidade de carga, seguro e custos de manutenção

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Cada vez mais populares, as picapes compactas são uma alternativa viável a solteiros e casais sem filhos, com apenas uma ressalva: favoritas dos jovens, sempre carregaram um pesado valor de seguro. A exceção era a segunda geração da Montana, que estreou na linha 2011. Derivada do Agile, ela não tinha a harmonia de linhas da primeira geração, que encantou os brasileiros de 2004 a 2010. A carinha bonitinha e simpática do Corsa dava lugar a uma imagem mais abrutalhada, necessária para suprir a lacuna que seria deixada pela decana S10, que estava prestes a ganhar uma cara moderna.

A engenharia da GM fez um bom trabalho: capaz de carregar 758 kg, ela superava não só a anterior como também toda a concorrência. O forte motor 1.8 era coisa do passado: como no Agile, era preciso se contentar com o valente porém limitado motor 1.4 EconoFlex, apenas suficiente para sua proposta.

Para explorar melhor o pequeno motor, o conta-giros vinha de série na versão básica LS, que traz só vidros verdes, ar-quente, protetor de cárter e banco do motorista com regulagem de altura. A caçamba de 1 100 litros mantém o step-side (degrau lateral) e o protetor de polietileno. Os opcionais mais comuns são direção, ar e vidros e travas elétricos, mas há ainda computador de bordo, rodas aro 15 de liga leve, ABS e airbags. Já a Sport tem ainda sensor de faróis, piloto automático e rádio com Bluetooth e entrada auxiliar. O visual era arrematado pelas barras no teto, maçanetas e retrovisores da cor da carroceria e faróis de neblina. Mesmo nesta versão, o acabamento interno decepciona. Por força de lei, ABS e airbags foram passaram a ser de série só na linha 2014, que trouxe também um novo volante, painel com iluminação branca e tampa do porta-luvas com chave. As rodas de liga aro 16 eram exclusivas da versão Sport.

Se você precisa de uma picape para o trabalho, a Montana é uma das melhores opções: confiável e robusta, ela fica pouco tempo na oficina, pois é fácil de reparar e apresenta peças disponíveis para pronta entrega. Só não espere muita emoção, pois o visual e o motor não colaboram para quem busca uma ágil picape de perfil esportivo para uso urbano.

FIQUE DE OLHO

Por ser um utilitário, avalie com cuidado o estado da caçamba, suspensão e embreagem: uma boa análise é capaz de identificar um protetor trincado, amortecedores vencidos e material de fricção patinando.

NÓS DISSEMOS Outubro de 2010

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>> Confira o teste na edição

“Em nosso teste, a picape se revelou segura, estável e até mais confortável que a antecessora. (…) Nos testes, ela conseguiu um desempenho próximo ao do Agile, apesar de ligeiramente mais pesada (o Agile LTZ pesa 1 075 kg e a Montana Sport, 1 152). Na aceleração, os dois cravaram 12,8 segundos no 0 a 100 km/h. Em comparação à antiga Montana, que (…) fez 12 segundos na mesma prova, a nova foi um pouco mais lenta. No consumo, as médias foram de 6,8 km/l na cidade e 10 km/l na estrada, enquanto o Agile conseguiu 7,5 e 9,7 km/l e a Montana antiga, 7,2 e 9,8 km/l, respectivamente, com álcool.”

PREÇO DOS USADOS (EM MÉDIA) LS

2011: 27 120

2012: 28 336

2013: 30 391

2014: 32 120

Sport

2011: 30 313

2012: 32 028

2013: 35 332

2014: 37 202

PREÇO DAS PEÇAS Para-choque dianteiro

Original: 513

Paralelo: 290

Farol (cada um)

Original: 545

Paralelo: 215

Retrovisor (cada um)

Original: 222

Paralelo: 170

Disco de freio (par)

Original: 340

Paralelo: 95

Pastilhas de freio (jogo)

Original: 245

Paralelo: 30

PENSE TAMBÉM NUM… Fiat Strada

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Ela oferece uma maior variedade de cabines (simples, estendida e dupla), motores e versões de acabamento. A mais simples é a rústica Fire com motor 1,4 litro e cabine simples ou estendida. A intermediária Trekking traz a direção hidráulica como item de série e motores 1.8 (Powertrain) e 1.6 (E.torQ) opcionais. A Adventure é a topo de linha, com seu visual fora de estrada, cabine estendida ou dupla e motores 1.8 (Powertrain ou E.torQ). Em todas as versões, airbags e freios ABS sempre estiveram disponíveis como equipamento opcional.

ONDE O BICHO PEGA

658_usado_05.jpeg 658_usado_05.jpegSistema de ignição: A Montana apresenta os mesmos problemas de ignição do Agile, indicados pelo piscar sucessivo da luz de anomalia no painel e falhas intermitentes no motor. Quase sempre é culpa da bobina, que custa cerca de R$ 460 na rede.

Coxins do motor: Quando danificados, eles causam trepidações indesejadas, geralmente confundidas com o fim da vida útil da embreagem. Basta uma inspeção visual rápida para constatar sua integridade. Caso seja necessário, o reparo é simples e rápido.

Cabeçote: Uma falha no tratamento térmico provocou a substituição das válvulas pela rede autorizada, como mostra o boletim técnico IT 030G/13. O sintoma é a perda súbita de torque e potência.

Recall 1: Em 2011 um erro de estamparia causou problemas de fixação do braço da suspensão dianteira esquerda, com risco de soltura do componente. Foram convocados carros com chassi de CB121364 a CB129575.

Recall 2: Em dezembro de 2012, 7873 picapes foram convocadas para uma inspeção e possível troca das mangueiras da linha de combustível. O chamado engloba veículos com número de chassi DB152440 a DB205070, produzidos entre 19 de setembro e 23 de novembro de 2012.

A VOZ DO DONO

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“A Montana agrada pelo custo-benefício: ela é barata, confiável, econômica, fácil de reparar e tem valor de seguro moderado. Tem boa estabilidade vazia ou carregada, mas o motor não dá conta do recado principalmente com o ar-condicionado ligado. Boa para o trabalho, mas não tanto para o lazer.” – Rodrigo Boaventura, 38 anos, comerciante, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“Ela é a melhor na capacidade de carga, no tamanho da caçamba e no espaço da cabine. Ótimo desempenho na cidade e na estrada, com robustez e baixo consumo.” – João Gabriel Bruno, 63 anos, administrador, São João da Boa Vista (SP)

O QUE EU ODEIO

“Ela é rústica demais e sofre quando está carregada ou com o ar ligado. Interior traz plásticos de qualidade inferior e engates do câmbio poderiam ser melhores.” – André Ricardo Morais, 37 anos, administrador de redes, Niterói (RJ)

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