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Por que compressor do ar-condicionado elétrico é pouco usado?

Os sistemas elétricos são mais eficientes e funcionam mesmo com o motor desligado

Por Da Redação - Atualizado em 27 jun 2018, 10h08 - Publicado em 27 jun 2018, 10h07
No Leaf, o compressor do ar-condicionado é elétrico Divulgação/Nissan

Por que os carros convencionais não utilizam o compressor do ar-condicionado elétrico, como no novo Nissan Leaf? Eles não trariam vantagens no consumo e na potência? – Edson Awaji, São Paulo (SP)

Porque seria caro. Os compressores elétricos, de fato, são mais eficientes e ainda funcionam mesmo com o motor desligado, o que é especialmente útil em modelos com start-stop.

Mas eles pedem o uso de baterias e fios de alta tensão, o que exigiria, além de um novo desenvolvimento elétrico, um acumulador exclusivo (bem mais caro) para o ar-condicionado.

E mesmo modelos equipados com novos protocolos elétricos, como os Audi A8 e Q8, abrem mão do compressor elétrico.

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A engenharia por trás do ar-condicionado está cada vez mais complexa Divulgação/Audi

Como a perda de potência por conta do compressor não sobe proporcionalmente ao tamanho do motor, a perda de rendimento em veículos com propulsores de alto desempenho não justifica o investimento extra.

Sai mais barato usar um compressor mecânico variável, que reduz a perda de potência do motor a combustão quando o ar-condicionado é menos exigido.

E já existem soluções para mitigar o incômodo do ar-condicionado desligado em carros com start-stop. Algumas empresas vêm desenvolvendo trocadores de calor maiores, que acumulam mais frio para garantir a refrigeração da cabine no período em que o motor está desligado.

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