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Terapia de choque

Por Redação - 8 jul 2014, 09h23

Por Péricles Malheiros

44 905 km

Pai, mãe, irmão e sobrinho acompanhavam o repórter visual Eduardo Campilongo numa viagem com o A 200 pelo interior de São Paulo. Próximo a Cruzeiro (a 220 km da capital), num trecho de curva, um automóvel que vinha no sentido oposto arriscou ultrapassar um caminhão. “Foi tudo muito rápido. Nem vi qual carro era. Só posso acreditar que ele se aproximou rápido demais do caminhão e, para não bater, jogou para a contramão. Só isso explica uma manobra daquelas. Quando dei por conta, o reflexo me fez jogar o carro para fora da pista, à direita. Por sorte, era uma estradinha de terra num nível pouco abaixo e paralelo à rodovia”, conta Eduardo.

Um acidente mais grave foi evitado, mas o pai de Eduardo passou mal após o susto e precisou ser levado às pressas para um hospital. “Eu me lembro do comentário do motorista de um Land Rover que parou para ver se estávamos bem: ‘Achei que vocês tinham batido. O safado foi embora’. Ele levou minha família até Cruzeiro, que era a cidade mais próxima do local do acidente. Só então pude começar a cuidar do carro ”, diz.

Com a aterrisagem do A 200 na estrada de terra, um dos pneus perdeu pressão. Mas os danos maiores se concentraram na parte baixa do carro. O para-choque dianteiro ficou ralado e várias placas plásticas do assoalho se quebraram. O impacto acabou puxando toda a linha de escapamento para trás, o que danificou o para-choque traseiro. Com cuidado, Eduardo rodou até um posto de combustível próximo e acionou o 0800 da Mercedes. “O serviço foi ótimo. A atendente demonstrou muita preocupação com a integridade e a segurança das pessoas”, diz Eduardo. O guincho e o táxi chegaram 45 minutos depois.

Como não sabíamos se o valor do reparo seria mais alto do que o da franquia do seguro (R$ 4 437), solicitamos um orçamento à Europamotors de São José dos Campos (SP). A conta chegou assustadora: R$ 13 670, mais do que o triplo da franquia. Acionamos o seguro e após três semanas em serviço – alguns dias à espera de peças –, retiramos um aparentemente revigorado A 200. “Poliram a carroceria e fizeram uma higienização da cabine. O carro parece novo”, disse Eduardo. Como a liberação se deu no fechamento desta edição, não tivemos tempo para avaliar a qualidade do conserto. Essa missão a gente cumpre e divide com você no mês que vem.

Consumo

No mês: 12,5 km/l com 6,4% de rodagem na cidade

Desde jul/13: 10,5 km/l com 31,2% de rodagem na cidade

Combustível: gasolina

Principais ocorrências

3 810 km Ruído no sistema de ajuste de altura do cinto do motorista e na dianteira

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5 392 km Luz do airbag do motorista acesa. Reparo imobilizou o carro por 13 dias

7 752 km Ruído no sistema de ajuste de altura dos cintos frontais e na dianteira do carro

8 000 km Substituição das bandejas de suspensão

12 822 km Agravamento do ruído no ajuste de altura dos cintos frontais e na dianteira do carro

18 629 km Bolha no pneu causada por impacto

39 994 km Falha intermitente no sistema elétrico de abertura da tampa do porta-malas

44 905 km Acidente. Parte inferior danificada

Gastos no mês 

Combustível: R$ 842

Franquia: R$ 4 437

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