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Longa Duração: Renault Kwid e os 10.000 km sem recalls feitos

Por culpa da rede Renault, rodamos o equivalente a distância entre São Paulo e Berlim, na Alemanha, com freios que eram alvo de chamamento

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 16 jul 2018, 16h44 - Publicado em 15 jun 2018, 18h11
Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

Ao retirar o então recém-comprado Kwid, no início de 2018, na concessionária paulistana R-Point, o editor de Longa Duração, Péricles Malheiros, perguntou: “Quanto aos recalls, posso ficar tranquilo?”

De pronto, o técnico disse: “Pode rodar tranquilo, há um sistema que nem permite a entrega de um carro novo envolvido em recall sem que o reparo tenha sido feito”.

E assim fizemos: rodamos 10.000 km sem nos preocupar com nenhuma das três convocações que a Renault já fez para o Kwid (sistemas de freio, combustível e suporte de motor).

Após essa quilometragem, encostamos na Itavema France, onde nosso Kwid passou pela primeira revisão.

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Nenhuma surpresa com relação aos serviços da revisão em si (troca de lubrificante do motor e de filtros de ar, óleo, combustível e ar-condicionado), de R$ 365.

O que nos deixou espantados foi a informação de que discos e pastilhas de freio haviam sido trocados por conta de um recall divulgado em novembro de 2017.

Perguntamos por que o nosso carro (retirado em 2018) não havia sido entregue já com essa questão resolvida.

“Não faço a mínima ideia”, respondeu o consultor da Itavema.

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Discos e pastilhas trocados em recall Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

Fizemos a mesma pergunta para a Renault, que disse não poder dar uma resposta definitiva, uma vez que precisaria do número do chassi para uma investigação mais aprofundada. Nós, claro, negamos tal informação.

O Kwid, então, seguiu para a Fukuda Motorcenter, para uma conferência dos serviços realizados.

Nosso consultor, Fabio Fukuda, disse: “Todos os itens da revisão, bem como os do recall, foram, de fato, trocados e já estão novamente com as nossas marcações antifraude.

Mas, apesar de ter atentado para a questão do recall, eles executaram o rodízio de maneira errada”.

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Aproveitamos a parada na Itavema para pedir a instalação de película nos vidros, por R$ 250 – o acessório era vendido a R$ 270 na Sinal e R$ 360 na R-Point.

Efeito gangorra

Alertados por alguns leitores, decidimos verificar a informação de que, com três adultos atrás, o Kwid sofre com a descida exagerada 
da suspensão.

Kwid sem carga Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

Os três voluntários escolhidos somavam 265 kg, ou seja, 110 kg a menos do que a capacidade de carga do Kwid.

Kwid carregado Alexandre Battibugli/Quatro Rodas

Para descobrir o efeito dessa característica na prática, ficaremos especialmente atentos quando surgir a necessidade de rodar com o Kwid carregado.

Renault Kwid – 10.004 km

    Consumo

    • No mês: 15,6 km/l com 29,2% de rodagem na cidade
    • Desde mar/18: 12,2 km/l com 29,9% de rodagem na cidade
    • Combustível: flex (gasolina)
    • Combustível: R$ 1.266
    • Revisão: R$ 365
    • Alinhamento: R$ 199
    • Película: R$ 250

    Ficha técnica

    • Versão: Intense 1.0 12V
    • Motor: 3 cil., diant., transv., 999 cm3, 12V, 70/66 cv a 5.500 rpm, 9,8/9,4 mkgf a 4.250 rpm
    • Câmbio: manual, 5 marchas 
    • Combustível: flex (testado com gasolina)
    • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 1.789
    • Revisões (até 60.000 Km): R$ 2.336
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