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Longa Duração: Creta passa por simulação de venda e última revisão

O novo SUV passa, de uma só vez, por simulação no mercado de usados, revisão de 50.000 km e orçamento de reparo de para-choque

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 10 Maio 2018, 14h23 - Publicado em 10 Maio 2018, 14h22
A mesma Sinal que nos vendeu o Creta novo fez a pior oferta por ele usado Renato Pizzuto/Quatro Rodas

A aposentadoria do Creta aqui no Longa Duração está próxima, mas nem por isso o Hyundai está tendo vida mansa. Pelo contrário.

Vencida a barreira dos 50.000 km, ele encarou no último mês uma missão tripla: foi submetido à quinta revisão, passou pela simulação de venda para aferir o quanto o mercado de usados está disposto a pagar por ele e ainda visitou algumas oficinas para avaliar o custo de reparo de um para-choque dianteiro trincado ao ser atingido por uma banda de rodagem solta de um pneu de caminhão, quando viajava do Paraná para São Paulo, no mês anterior.

A revisão, feita na concessionária Sevec, em Curitiba (PR), correu bem.

Mesmo com troca preconizada a cada 20.000 km, o filtro do ar-condicionado foi vistoriado e condenado pelo técnico da Sevec, que disse:“Está bastante sujo e há um outro problema. O filtro que está no seu carro não é de Creta. Acredito que a última concessionária que fez a revisão antes de nós, por engano, colocou um filtro de HB20”.

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Na revisão, a descoberta: nosso Creta estava com filtro de cabine de um HB20 Renato Pizzuto/Quatro Rodas

Ou seja, outro deslize grave da Caoa Premium que, ao fazer a revisão dos 40.000 km, cobrou pelo filtro de ar do motor e não trocou.

O mesmo técnico fez ainda uma recomendação importante: “As pastilhas de freio estão além de meia-vida. Acho que chegam aos 60.000 km, mas é bom ficar atento”.

De volta a São Paulo, o Creta passou pela simulação de venda em lojas e concessionárias, feita para aferir o nível de desvalorização no mercado de seminovos.

No fim, certa decepção com a Sinal, onde compramos nosso Creta, em junho de 2017. Foi justamente dela a pior oferta (R$ 77.000) da rede Hyundai – em duas Caoa visitadas ouvimos o mesmo lance de R$ 78.000.

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Nas concessionárias de marcas concorrentes, variação elevada: R$ 80.000 na Honda Forte, R$ 72.000 na Ford Auto Prime e R$ 70.000 na Nissan Fuji. Em lojas multimarcas, as ofertas variaram entre R$ 78.000 e R$ 80.000.

Para-choque dianteiro danificado: troca por 1.700 ou recuperação por R$ 700 Renato Pizzuto/Quatro Rodas

Sobre o reparo do para-choque, na rede Hyundai os orçamentos ficaram em torno de R$ 1.700. Já na Shida, especializada em recuperação e pintura de para-choques, o conserto ficou mais barato: R$ 700.

Bolsa de valores

Valor em junho de 2017 R$ 100.590
Valor atual do modelo novo R$ 103.680
Valor do usado na Tabela Fipe R$ 89.995
Melhor oferta na simulação R$ 80.000
Pior oferta na simulação R$ 70.000

Clique aqui para acompanhar o nosso Creta no teste de Longa Duração.

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Creta – 49.978 km

Consumo

  • No mês: 9,5 km/l com 23,7% de rodagem na cidade
  • Desde jun/17: 9,3 km/l com 27,7% de rodagem na cidade
  • Combustível: flex (gasolina)

Gastos no mês

  • Combustível: R$ 2.883
  • Revisão: R$ 435
  • Filtro: R$ 79
  • Alinhamento: R$ 161

Ficha técnica

  • Versão: Prestige 2.0 16V
  • Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv., 1.999 cm³, 16V, 166/156 cv a 5.600 rpm, 20,5/19,1 mkgf a 4.700 rpm
  • Câmbio: automático, 6 marchas
  • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 3.695
  • Revisões: R$ 3.249
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