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Ford Mustang Dark Horse tem V8 5.0 mais potente mas ainda é usável no dia a dia

O Dark Horse é equipado com a versão mais potente do motor V8 5.0 Coyote; junto a outras alterações, o muscle sobe de nível, encara pistas e mira no Porsche 911

Por Guilherme Fontana Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
12 mar 2026, 18h13 • Atualizado em 12 mar 2026, 18h14
ford mustang dark horse
Mais potente, invocada e cara, a versão Dark Horse substitui a GT (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • O fim dos rivais Chevrolet Camaro e Dodge Challenger poderia ter deixado o Ford Mustang acomodado. Porém, o muscle sobrevivente tem aproveitado a “solidão” para mostrar ainda mais força – no sentido literal. Prova disso é a inédita versão Dark Horse, com o motor V8 5.0 Coyote mais potente já produzido em série na história, que dá ao modelo desempenho de segmentos superiores. Ele chega ao Brasil por R$ 649.000 – R$ 100.000 a mais em relação ao GT, que deixa de ser vendido.

    As diferenças do Mustang Dark Horse começam na aparência, com para-choques exclusivos. No dianteiro, a faixa central é sempre escurecida para dar um olhar “mal-humorado”, e a parte inferior tem novas aberturas. Na traseira, a parte inferior guarda as maiores mudanças, que incluem um extrator de ar na porção central, abaixo da luz de ré.

    ford mustang dark horse
    Lanternas com barras verticais são marca registrada dos Mustang (Fernando Pires/Quatro Rodas)

     

    O aerofólio também é novo, bem como o grafismo das faixas no capô. Mas, caso você não identifique essas mudanças, uma novidade bem menor denunciará que se trata de um Dark Horse: a traseira e as laterais recebem o inédito logotipo com o cavalo em posição frontal. Para fazer jus ao posicionamento agressivo, o cavalo, com olhos brancos, parece intimidar quem o observa. As bordas remetem a ferraduras, e traços laterais dão ideia de movimento.

    O interior do Dark Horse também tem suas exclusividades, como o logotipo do volante (onde permanece o cavalo em movimento, de perfil) em preto, além de costuras azuis nos bancos e no volante.

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    Grandes telas, freio eletrônico para drift e câmbio “retrô” mesclam eras do muscle (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    Uma plaqueta no painel, à frente do passageiro, mostra o número de cada unidade, embora o modelo não seja limitado. Ficam o quadro de instrumentos de 12,4”, com diversas apresentações diferentes e riqueza de informações, a multimídia de 13,2”, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e o freio de estacionamento eletrônico por alavanca – solução para que seja possível realizar drift.

    A lista de equipamentos inclui faróis full-led com facho alto automático, sensores de estacionamento e câmera traseiros, luz ambiente, bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, volante com aquecimento, ar-condicionado digital bizona e sistema de som premium Bang & Olufsen com 11 alto–falantes e subwoofer. No campo da segurança, há sete airbags, alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, assistente de permanência em faixa, alertas de pontos cegos, piloto automático adaptativo e monitoramento de pressão dos pneus.

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    (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Cavalo bravo

    As exclusividades do Dark Horse, porém, passam longe de ser apenas perfumaria. Ele é equipado com o motor V8 5.0 aspirado Coyote mais potente já produzido em série na história. São 507 cv de potência e 57,8 kgfm, ou seja, 19 cv e 0,3 kgfm a mais do que no GT Performance vendido até então – o torque vem mais cedo, a 4.900 rpm, contra os 5.000 rpm do antigo.

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    Nos nossos testes, o Mustang Dark Horse foi de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. Na comparação, o antigo Mustang GT Performance levou 5 segundos para a mesma prova. Também houve considerável melhora nos tempos de retomadas. Além de números, ele mostra na prática que está diferente. As acelerações são ainda mais empolgantes, com um ronco ainda mais alto e rasgado, e a dinâmica mostra-se mais afiada, especialmente nas pistas – que, historicamente, não são o habitat natural dos muscle cars.

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    Bancos são encorpados e confortáveis (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    Espaço traseiro é quase que figurativo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    É possível encarar circuitos fechados com mais “facilidade”, embora seja bom lembrar que ele ainda é um V8 de tração traseira com tendência a sair de traseira caso o pedal do acelerador receba uma pressão maior do que deveria nas curvas. Enquanto o motor dá mais fôlego, direção e suspensão garantem uma condução mais direta, com a possibilidade de fazer curvas com mais acertos.

    Nas ruas, a suspensão é firme, mas não impossível de se usar no dia a dia (é mais confortável, por exemplo, do que um Honda Civic Type R). Isso vale ainda para a altura em relação ao solo, maior do que se espera, e para a dirigibilidade, que pode ser amigável. Parte do comportamento também dependerá do modo de condução escolhido, entre Normal, Escorregadio, Esportivo, Pista, Pista Drag e Personalizado. Há ainda três modos de ajustes de direção, quatro de suspensão e quatro para o escape.

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    Inédito cavalo em posição frontal “intimida”, assim como o motor de 507 cv; discos dos freios dianteiros são semiflutuantes (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Tudo isso acontece por mudanças profundas. O motor ganha nova calibração, além de biela e virabrequim do GT500; o câmbio automático de dez marchas é o mesmo, mas recalibrado; o escape tem menos perfurações no ressonador e menor volume de expansão efetiva, prometendo (e entregando) um ronco mais alto.

    Para a dinâmica, ele adota um diferencial traseiro torsen com sistema de arrefecimento, suspensão adaptativa com calibração exclusiva, molas dianteiras, coxins e buchas mais rígidos, bem como barra estabilizadora traseira sólida. A direção promete (e também cumpre) estar mais responsiva e direta. Por fim, os freios são Brembo com disco dianteiro semiflutuante.

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    Porta-malas de 382 litros surpreende (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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    Pouco deve importar o consumo de um Mustang Dark Horse ao seu proprietário. Porém, as visitas aos postos de combustível serão frequentes: em nossos testes, as médias foram de 6,1 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada.

    Cada vez mais afiado e versátil, o Mustang não quer que seus concorrentes façam falta, e prova isso com a versão Dark Horse. É, sem dúvidas, o mais empolgante já feito para os domadores de plantão.

    Ficha Técnica – Ford Mustang Dark Horse

    Motor: gasolina, dianteiro, transv., 8 cilindros, aspirado, 32 válvulas, 5.037 cm³, 507 cv (etanol/gasolina) a 7.250 rpm,  57,8 kgfm a 4.900 rpm
    Câmbio: automático, 10 marchas, tração traseira
    Suspensão: McPherson (dianteiro), multilink (traseiro)
    Freios: disco ventilado (dianteiro), disco (traseiro)
    Direção: elétrica
    Rodas e pneus: liga leve, 255/40 R19 (dianteiro) e 275/40 R19 (traseiro)
    Dimensões: comprimento 4,82 m, largura 2,02 m, altura 1,40 m, entre-eixos 2,72 m, peso 1.832 kg, porta-malas 382 litros; tanque 60 litros

    ford mustang dark horse

    Teste Quatro Rodas – Ford Mustang Dark Horse

    Aceleração

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    • 0 a 100 km/h: 4,9 s
    • 0 a 1.000 m: 23,10 s / 236,5 km/h

    Retomadas

    • 40 a 80 km/h: 2,1 s
    • 60 a 100 km/h: 2,7 s
    • 80 a 120 km/h: 3,5 s

    Frenagens

    • 60 km/h a 0: 12,5 m
    • 80 km/h a 0: 21,9 m
    • 100 km/h a 0: 48,4 m

    Consumo

    • Urbano: 6,1 km/l
    • Rodoviário: 9,8 km/l

    Ruído interno

    • Neutro / RPM máx.: 50,7 / 75,8 dBA
    • 80 km/h: 66,7 dBA
    • 120 km/h: 71,7 dBA

    Velocidade real a 100 km/h: 97 km/h
    Rotação do motor a 100 km/h: 1.700 rpm
    Volante: 2 voltas

    SEU Bolso

    • Preço básico: R$ 649.000
    • Garantia: 3 anos
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