Caoa Chery Tiggo 7 Pro: desvendamos os segredos do SUV médio com preço de compacto
Segunda versão mais barata tem todos os atributos de um SUV médio, mas custando até R$ 55.000 a menos do que a concorrência
O Caoa Chery Tiggo 7 Pro ganhou boa fama nos últimos anos por sua atraente relação de custo-benefício, tornando-se uma peça coringa entre os SUVs médios. Isso porque, apesar de ocupar um segmento superior, ele tem preços semelhantes (ou, por vezes, menores) do que de SUVs compactos.
Por isso, QUATRO RODAS convocou o modelo em uma ocasião bastante oportuna: o segmento dos SUVs médios tem recebido atenção com a chegada de novos competidores, entre eles os recém-lançados Renault Boreal e Volkswagen Taos. Além, é claro, dos líderes Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, e dos chineses, como BYD Song (Pro e Plus) e GWM Haval.
A configuração do Tiggo 7 oferecida pela Caoa Chery foi a Pro Max Drive, a segunda mais barata da gama, mas a mais cara equipada com motor apenas a combustão, sem qualquer tipo de eletrificação. Ela parte de R$ 169.990, abaixo do cobrado nas tabelas de todos os concorrentes.
Sem extravagâncias
Embora seja uma das versões mais baratas, o Tiggo 7 Pro Max Drive não demonstra simplicidade em nada, inclusive no visual. Sua aparência, aliás, é bem conhecida há anos e se mantém atual por não utilizar elementos extravagantes que possam ter prazo de validade.
A dianteira é sóbria, com faróis afilados, faróis de neblina e elementos verticais iluminados, tudo em led. A grade, apesar de grande, com efeito tridimensional e detalhes em formato de diamantes, não tem exageros. De lado, as rodas são de 18 polegadas com acabamento diamantado, e há cromados nas bordas das janelas.
Visto de traseira, se destacam as lanternas que vão de um lado a outro, atravessando a tampa do porta-malas. Uma solução, hoje, genérica, mas que acompanha os Tiggo há um bom tempo. Incomodam apenas a quantidade de logotipos, especialmente do lado esquerdo. Ocultar alguns deles daria um visual mais limpo.
A sobriedade também aparece no interior do Tiggo 7. Predominam as linhas horizontais e tons escuros, apenas com detalhes (como frisos no painel e no volante, e saídas de ar) em cinza ou cromados. A iluminação ambiente também quebra a monotonia, mas poderia ser mais indireta, e há uma boa quantidade de botões físicos.
Na prática, a cabine do Tiggo 7 está uma geração atrás das atuais tendências vindas da China, que apresentam grandes telas e painéis mais limpos, quase sem botões físicos. Isso, porém, pode ser uma vantagem para o Caoa Chery, que acaba por se diferenciar – pelo bem ou pelo mal.
As telas também demonstram que ele está atrasado, especialmente em layout e qualidade de imagem (com muito brilho, sem tanto contraste), mas cumprem bem suas funções. O quadro de instrumentos tem 12,3 polegadas e, a central multimídia (com Android Auto e Apple CarPlay sem fio), tem 10,25 polegadas, ambos apenas com o necessário e sem visual tão atraente.
O acabamento, por sua vez, é caprichado e acima da média dos modelos encontrados pelo mesmo preço. Há boa variedade de materiais e texturas, com preto brilhante, plástico que imita alumínio, revestimentos sintéticos e áreas emborrachadas, como no topo do painel e das portas. Os bancos, sempre em preto, também recebem revestimento sintético que imita couro.
Espaço e equipamentos fazem a boa fama
Embora possa custar cerca de R$ 50.000 a menos do que seus principais concorrentes em versões topo de linha, o Tiggo 7 Pro Max Drive não deve itens relevantes. De série, o modelo oferece ar-condicionado digital de duas zonas, faróis full led com facho alto automático, sistema de câmeras 360°, carregador de celulares por indução, teto solar panorâmico elétrico, porta-malas com abertura automática e sensor de chuva.
Há ainda retrovisores externos elétricos com aquecimento, seis airbags e pacote ADAS, com alerta de colisão frontal com frenagem automática (incluindo pedestres e ciclistas), piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, alerta de saída de faixa, alerta de pontos cegos, assistente de tráfego cruzado traseiro e monitoramento de pressão e temperatura dos pneus.
O sistema de som tem seis alto-falantes não é assinado – o preço cobrado concede perdão -, mas há sensores de estacionamento apenas traseiros. Sensores dianteiros fazem falta, embora ele tenha sistema de câmeras 360°.
Na acomodação de pessoas e bagagens, o Caoa Chery também se destaca. Quem vai atrás tem espaço de sobra (pessoas com até 1,80 m, por exemplo) e se beneficia do assoalho praticamente plano, que permite a ocupação de uma terceira pessoa ao centro sem maiores apertos. Ainda há saídas de ar-condicionado, mas apenas uma porta USB, que é do tipo A, o mais antigo. Carece de atualização para mais uma porta e do tipo C.
O porta-malas leva 475 litros, mais do que os 410 litros do Jeep Compass e os 440 litros do Corolla Cross, mas menos do que os 522 litros do Renault Boreal, este de dimensões maiores.
Mais potente e rápido
As versões de entrada do Tiggo 7, Sport e Pro Max Drive, não recebem nenhum tipo de eletrificação – seja leve ou plug-in, como há nas duas configurações imediatamente acima. Assim, ele é equipado puramente com o motor 1.6 turbo a gasolina de 187 cv e 28 kgfm, acompanhado pelo câmbio de dupla embreagem úmido com seis marchas.
Segundo nossos testes, com esse conjunto, o SUV vai de 0 a 100 km/h em bons 8,6 segundos – menos do que os 9,4 s do Compass 1.3 turbo flex, de 176 cv.
Na prática, o modelo se mostra rápido e ágil, com acelerações de certa forma ariscas, mesmo no modo Eco. Aqui, uma observação: o modelo só tem os modos Eco e Sport. Um intermediário, Normal, poderia dar um melhor equilíbrio ao desempenho, deixando o Eco mais suave. O câmbio tem trocas rápidas, suaves e certeiras, ajudando no desempenho.
O consumo, por sua vez, fica na média da concorrência: ele chegou aos 10,1 km/l na cidade, o pior entre seus concorrentes, e aos 13,3 km/l na rodovia.
Ainda na condução, a direção do Tiggo 7 tem ajuste confortável, mas direto, combinando com o desempenho. O mesmo vale para a suspensão, que absorve bem as irregularidades e dá conforto, mas também garante boa estabilidade – entre seus trunfos, está o eixo traseiro multilink.
Veredicto
O Caoa Chery Tiggo 7 faz jus à fama e às boas vendas. Tem desempenho acima da média, ótimo espaço, acabamento caprichado e não tem grandes concessões entre os equipamentos, bem ao contrário. Trata-se, por fim, de um SUV médio, com todos seus devidos atributos, mas com preço de versões intermediárias de SUVs compactos.
Ficha Técnica – Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive
Motor: gasolina, turbo, dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha; 1.598 cm3, 187 cv a 5.500 rpm, 28 kgfm a 2.000 rpm
Câmbio: DCT, 7 marchas, tração dianteira
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (dianteira), multilink (traseira)
Freios: disco ventilado (dianteira) e sólido (traseira)
Pneus: 225/60 R18
Peso: 1.489 kg
Dimensões: comprimento, 450 cm; largura, 184,2 cm; altura, 170,5 cm; entre-eixos, 267 cm; tanque, 51 l; porta-malas, 475 l
Teste de Desempenho – Caoa Chery Tiggo 7 Pro Max Drive
Aceleração
- 0 a 100 km/h: 8,6 s
- 0 a 1.000 m: 29,3 s / 183,3 km/h
- Velocidade máxima: n/d
Retomadas
- 40 a 80 km/h: 3,4 s
- 60 a 100 km/h: 4,2 s
- 80 a 120 km/h: 5,2 s
Frenagens
- 60 km/h a 0: 14,3 m
- 80 km/h a 0: 25,7 m
- 100 km/h a 0: 58,2 m
Consumo
- Urbano: 10,1 km/l
- Rodoviário: 13,3 km/l
Ruído interno
- Neutro / RPM máx.: 34,1/72,2 dBA
- 80 km/h: 61,6 dBA
- 120 km/h: 72,4 dBA
Velocidade real a 100 km/h: 96 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 1.700 rpm
Volante: 2,5 voltas
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