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Segredo: Chery Tiggo 2 2021 terá motor turbo flex e câmbio CVT do Arrizo 6

SUV compacto ganhará banho de loja com direito a freio de estacionamento eletrônico, central de nove polegadas, motor 1.0 turbo e câmbio CVT de nove marchas

Por Henrique Rodriguez - Atualizado em 1 out 2020, 11h41 - Publicado em 1 out 2020, 11h16
Nova dianteira consegue mudar radicalmente o visual do SUV compacto Divulgação/Chery

A Caoa Chery gosta de reforçar nas propagandas que seus carros são turbo, mas não pode fazer isso com o Tiggo 2. Ainda.

QUATRO RODAS apurou que a marca lançará o novo Chery Tiggo 2 no Brasil nos primeiros meses de 2021. Além do visual mais moderno, terá motor três cilindros 1.0 turbo flex inédito.

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A unidade de potência unirá o útil ao agradável: terá mais potência e torque, e será mais econômico que o atual quatro cilindros 1.5 flex de 115 cv e 14,9 kgfm, e ainda fará o Tiggo 2 pagar menos IPI.

Novo para-choque é a maior mudança na traseira Divulgação/Chery

Mas há um esforço por trás disso. O ponto de partida para esse motor seria um 1.2 turbo. É o único três cilindros turbo da Acteco, que teria seu deslocamento reduzido mas sem perder recursos importantes como o duplo comando de válvulas variável, o turbocompressor e a injeção direta – que os Tiggo 5X e Tiggo 7 não têm.

Com a injeção adaptada para etanol este motor teria mais de 120 cv e 17 kgfm de torque. Nada mal. A troca do atual câmbio automático de quatro marchas pelo mesmo CVT com simulação de nove marchas do sedã Arrizo 6 ajudará na melhora da eficiência e do desempenho. Este câmbio, inclusive, é combinado ao motor 1.5 na China.

Motor 1.2 de três cilindros com turbo e injeção direta é a base para o motor 1.0 turbo flex Acteco/Divulgação

A Caoa Chery, inclusive, está negociando com empresas brasileiras o fornecimento de peças para o novo motor, especialmente aquelas exclusivas para a versão flex. É sinal de que a empresa retomará a produção de motores na fábrica de Jacareí (SP), que também é a responsável pelo Tiggo 2.

A unidade não produz motores desde meados de março, quando demitiu 59 funcionários da área de Powertrain. O volume diário era de 60 motores.

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Será a primeira oportunidade da Caoa de fazer alterações significativas no Tiggo 2, que estava praticamente pronto para ser lançado quando a empresa assumiu 51% das operações da Chery no Brasil, no fim de 2017.

Painel tem nova central de nove polegadas e revela até o freio de estacionamento eletrônico Divulgação/Chery

Na China, o novo Chery Tiggo 2 é vendido como Tiggo 3X Plus, mas não passa de uma reestilização para seguir o estilo “Life In Motion 3.0”. Dele vem a grade dianteira com pontos cromados que parecem flutuar e o novo para-choque dianteiro.

Atrás, nada de novas lanternas mas a régua que as interliga passa a ser pintada de preto (antes era cromada). O para-choque também muda. Não são grandes mudanças, mas o efeito delas no carro é significante.

O interior mostra uma preocupação em incrementar o carro que nasceu derivado do simples Celer hatch, lançado no Brasil em 2013. Há nova central multimídia com tela de 9 polegadas, partida por botão, novo volante com base achatada e os comandos do ar-condicionado também são novos.

Divulgação/Chery

Controle de estabilidade e freio de estacionamento elétrico são outras das novidades. Partes do painel também ganham novas texturas e há maior quantidade de material macio nas portas.

Com todas essas mudanças, a Caoa Chery enfim terá um Tiggo 2 compatível com o resto de sua gama de modelos. Além disso, o SUV compacto ganhará fôlego para deixar de ser coadjuvante no mercado.

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