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Jaecoo 7 2027 perdeu 60 cv no Brasil por regra de cálculo; entenda as consequências

SUV híbrido plug-in foi de 339 cv e 52 kgfm para 279 cv e 37 kgfm mesmo que nenhuma mudança tenha sido feita no motor

Por Nicolas Tavares 6 jul 2026, 07h35
Jaecoo 7
Jaecoo 7 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Ao lançar a linha 2027 do Jaecoo 7, a Omoda & Jaecoo anunciou que o SUV passaria a ter uma potência e torque menor. O que aconteceu não foi uma redução na entrega dos motores que compõem seu conjunto híbrido plug-in, mas sim uma mudança interna nos procedimentos da engenharia da empresa.

A fabricante admitiu que somava a força dos três motores do SUV de forma integral e que agora passa a calcular o rendimento seguindo o Regulamento Técnico Global das Nações Unidas nº 21.

Até então, a marca chinesa declarava que o Jaecoo 7 tinha 339 cv e 52 kgfm, a soma exata da entrega do motor 1.5 turbo a gasolina, que gera 135 cv e 20,4 kgfm, aliado a dois propulsores elétricos instalados no eixo dianteiro com 204 cv e 31,6 kgfm. Agora, a ficha técnica corrigida aponta 279 cv e 37 kgfm, uma redução de 60 cv e 15 kgfm sem que o conjunto mecânico tenha mudado ou mudado a sua entrega de força.

Jaecoo 7

Equipado com o mesmo conjunto mecânico do Jaecoo 7, o Omoda 7 foi lançado em outubro de 2025 já com potência e torque “corrigidos”, seguindo o regulamento da ONU. As marcas Jaecoo e Omoda têm operações integradas no Brasil e ambas pertencem ao Grupo Chery. O Jaecoo 7 foi lançado no Brasil pouco antes, em abril de 2025.

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Potência e torque realistas

Fontes ligadas à fabricante admitem que os números antigos eram o resultado da simples soma das especificações dos motores a combustão e elétricas. O cálculo exigido pela ONU reconhece que, na vida real, os motores não operam no pico de rendimento de maneira simultânea. Existe uma lógica de funcionamento que impede que a força máxima de cada motor chegue às rodas de forma integral ao mesmo tempo. Até porque 52 kgfm é muito para um carro que só tem tração dianteira.

A gestão mecânica é feita por uma transmissão automatizada de tecnologia DHT, que utiliza uma marcha física e atua com diversas lógicas operacionais. Essa caixa gera um arrasto natural, resultando em perdas pelo atrito do conjunto de engrenagens. O sistema prioriza o deslocamento em modo elétrico, enquanto o motor a gasolina funciona majoritariamente como um gerador para a bateria de 18,2 kWh ou como suporte em acelerações mais vigorosas.

Jaecoo 7
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Além das perdas dinâmicas, as curvas de entrega de força são diferentes. O motor elétrico disponibiliza seu pico de torque desde o momento em que o veículo está saindo da inércia e tende a perder torque conforme a rotação aumenta. Por outro lado, o motor a gasolina precisa de rotações mais elevadas para atingir sua faixa ideal de trabalho, impossibilitando a sobreposição exata dos picos de energia térmicos e elétricos.

A correção técnica aplicada no Brasil não é um caso isolado. Nas Filipinas, por exemplo, o modelo iniciou as vendas em 2025 com materiais publicitários e site oficial anunciando um desempenho equivalente a 347 cv e 53,6 kgfm (conversão direta dos padrões divulgados na Ásia).

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Semanas após o anúncio, a filial filipina precisou recuar e alterar toda a comunicação impressa e digital para exibir os mesmos 279 cv e 37,2 kgfm validados pelas normas internacionais. Essa divergência poderia ter sido evitada, pois o Jaecoo 7 foi lançado na Europa no segundo semestre de 2024 já com 279 cv.

As alterações na ficha também esbarram na legislação nacional. A adequação aos números reais reflete em questões tributárias, pois as novas regras do IPI Verde mudaram a forma como o imposto é calculado. Com a reclassificação do limite de potência combinada, o novo valor reduz a alíquota cobrada sobre o Jaecoo 7 em 0,5%, aumentando discretamente a margem de venda de cada unidade.

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Torcedor com camisa do Brasil e braços erguidos em estádio de futebol lotado, com bandeira brasileira e bola no campo. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, sobre fundo verde escuro. No canto superior direito, um ícone de árvore brancaTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca no canto inferior direito
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