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Internet a bordo do VW Nivus é bem diferente de Chevrolet Onix e Tracker

Nova central VW Play também é conectada, mas de um jeito bem distinto daquilo que os novos Chevrolet oferecem. Entenda o que muda entre eles

Por Leonardo Felix - 10 jun 2020, 17h10
Divulgação/Chevrolet

Um dos maiores destaques do novo Volkswagen Nivus é a central multimídia VW Play, de 10,1 polegadas e com funções como instalação de aplicativos, criação de perfis de usuário e… internet a bordo.

Ao ler isso, é quase impossível não fazer a associação com o Wi-Fi fornecido pelos novos Chevrolet Cruze, Onix, Onix Plus e Tracker, e que nos próximos meses chegará também a S10 e Trailblazer.

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Mas ambos os serviços são bem diferentes. Qual é melhor? Na prática, ainda está difícil responder, pois mesmo em nossos primeiros contatos com o Nivus, seja em nossa pista de testes ou em vídeo, não pudemos testar o uso da internet a bordo.

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Ainda assim, já é possível saber que há diferenças importantes no funcionamento dos dois sistemas, porque a essência de suas operações é diametralmente oposta.

Traduzindo em português claro: enquanto no Nivus (e nos VW nacionais do futuro) a internet vai do celular para o carro, nos Chevrolet ela vem do veículo até o smartphone.

Parece um jogo fortuito de palavras, mas acredite: ele faz toda a diferença, pois muda completamente a relação do motorista com a conectividade disponível.

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No VW Play, é o motorista ou passageiro quem roteia a internet de seu aparelho para o carro.

Isso significa que a central do veículo utilizará o pacote de dados do seu telefone móvel para se conectar e permitir que o usuário baixe aplicativos ou utilize outros serviços nativos no próprio sistema multimídia.

VW Play Apps permitirá baixar aplicativos, mas para isso será preciso rotear a internet do celular para a central Reprodução/Volkswagen

Pode ser uma opção ótima para quem tem um plano pós-pago com oferta generosa de gigabytes, por exemplo, e não precisa gastar um valor extra todo mês só para dizer ao vizinho que seu carro acessa a internet.

Ainda, se o sinal falhar, quase não será preciso levar o carro à concessionária para resolver, pois o problema muito provavelmente estará no smartphone ou no serviço da operadora.

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Por outro lado, se o ocupante do carro tiver um pacote menor e/ou com bloqueio após o uso integral dos dados contratados, talvez valha a pena ter uma conexão à parte para usar no carro sem passar por surpresas ou aborrecimentos.

E aí, pagar os valores entre R$ 30 e R$ 85 cobrados para ter Wi-Fi no Chevrolet MyLink de Onix, Tracker e cia passa a fazer sentido.

Novo Chevrolet Tracker Christian Castanho/Quatro Rodas

No serviço da GM, um chip soldado no veículo é o provedor da internet, que poderá ser acessada por qualquer smartphone e usufruída no próprio celular, ou em funções de projeção na central via Apple CarPlay ou Android Auto.

Além disso, fazer seu aparelho se conectar a uma rede sem fio gasta menos bateria do que torná-lo o roteador.

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No entanto, a maior vantagem dos Chevrolet talvez esteja no fato de que a antena do veículo tem mais alcance e potência que a de um celular comum.

Ou seja, se um Nivus e um Tracker estiverem juntos em um mesmo túnel ou garagem subterrânea, é muito mais provável que o motorista deste se mantenha conectado, enquanto o daquele verá o sinal cair.

Mas é preciso ter um cuidado específico com os Chevrolet: se o pacote daquele mês acabar, é bom desligar o roteamento, pois o celular vai entrar automaticamente na rede bloqueada e ficará sem internet, inclusive para projeção de mapas online e streaming de música.

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