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“Agora pensamos nas pessoas” diz chefe da VW sobre interior dos seus veículos

CEO da Volkswagen Thomas Schäfer muda completamente a filosofia de design para os interiores e está banindo os comandos sensíveis ao toque

Por João Vitor Ferreira 27 mar 2026, 08h20
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Revolução na cabine do VW ID. Polo é vista do acabamento à interface eletrônica (Divulgação/Volkswagen)
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Os botões sensíveis ao toque causaram discórdia entre os donos de Volkswagen. Implementados nos elétricos da linha ID. e em outros modelos, como o Golf de oitava geração, eles não agradaram à clientela da marca. As críticas foram tão fortes que mudaram a forma como a empresa pensa o interior de seus veículos.

“Nos ‘velhos’ tempos, fazíamos uma longa lista de requisitos e recursos, mas as pessoas não se sentiam confortáveis usando [o produto final]. Agora pensamos nas pessoas. Para quem é o carro? Quem está dirigindo?”, disse o CEO da Volkswagen, Thomas Schäfer, ao Top Gear, durante um evento da marca em Hamburgo, na Alemanha.

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Botões físicos retornaram, depois de muita reclamação dos usuários (Divulgação/Volkswagen)

Para Schäfer, a Volkswagen se perdeu e deixou de lado aquilo que tornou seus carros populares ao trocar controles intuitivos por um interior mais minimalista e tecnológico.

O caminho agora é retornar às raízes, fazendo o básico bem feito e da forma que os clientes querem: sem comandos deslizantes para o ar-condicionado ou botões sensíveis ao toque para ajustar o volume.

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“Um VW deve ter um rosto amigável. Uma maçaneta de porta deve ser intuitiva — fácil de usar quando você chega ao carro com as mãos cheias de compras. E vamos trazer botões e nomes reais, para carros que você entende imediatamente”, explica Schäfer.

A reformulação na VW já começou, e a equipe de design comandada por Andreas Mindt segue três princípios: estabilidade, simpatia e facilidade de entendimento — o que Schäfer chama de “molho secreto”.

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VW Tera High Outfit 2026
SUVs da VW no Brasil, como o Tera, ainda trazem botões sensíveis no ar-condicionado (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O novo ID. Polo reflete parte dessa filosofia. Telas sensíveis ao toque seguem como padrão, mas o hatch elétrico resgata a fórmula tradicional ao manter comandos físicos para funções como vidros, retrovisores e botões no volante.

“Havia um espírito de design e uso ao estilo iPhone em muitas empresas. Foi difícil tirar os designers dessa ideia”, afirmou o CEO, que assumiu o cargo em 2022.

Segundo Schäfer, a era dos carros que parecem iPhones chegou ao fim. Como aprendizado, ele diz que a Volkswagen agora sabe ouvir melhor o feedback de seus clientes.

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