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Puxada pela BYD, venda de carros importados no Brasil cresce 29,3%

BYD representa mais de 80% das vendas de marcas associadas à Abeifa, associação que representa as empresas importadoras no país

Por Mauro Balhessa
23 jan 2026, 08h24 •
BYD Dolphin Mini 2026
BYD Dolphin Mini 2026 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • A comercialização de carros importados cresceu 29,3% no Brasil em 2025, quando registrou 133.253 unidades. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), nesta terça-feira, 20, durante coletiva de imprensa.

    Do total, destaque para os veículos eletrificados que representaram 129.112 unidades ou 45,3% do mercado total de elétricos e híbridos emplacados do país durante o ano passado (de 285.266 unidades).

    A BYD está no topo das marcas associadas à Abeifa que mais comercializaram automóveis no Brasil, com 81,8% de participação na associação. A lista segue com Volvo (7%), Porsche (4%), Kia (3,2%), Land Rover (2,2%), Suzuki (1%) e JAC (0,7%).

    A chinesa também lidera em crescimento de vendas, com 47%. O destaque negativo vai para a Jaguar, com queda de 93,2%, e para a JAC, que apresentou um decréscimo de 51% no ano.

    BYD Song Pro 2026
    BYD Song Pro 2026 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Ranking de vendas das associadas da Abeifa:

    • 1º – BYD: 112.902 unidades (+47%)
    • 2º – Volvo: 9.717 unidades (+12,6%)
    • 3º – Porsche: 5.498 unidades (-11,8%)
    • 4º – Kia: 4.402 unidades (-15,8%)
    • 5º – Land Rover: 3.004 unidades (-28,3%)
    • 6º – Suzuki: 1.406 unidades (+7,9%)
    • 7º – JAC: 993 unidades (-51%)
    • 8º – McLaren: 18 unidades (-45,5%)
    • 9º – Jaguar: 17 unidades (-93,2%)
    • 10º – Aston Martin: 16 unidades (-15,8%)
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    A Abeifa detalha que houve uma retração na participação de importação de automóveis e comerciais leves originários do Mercosul, que passou de 49,9% para 43,3%, entre 2024 e 2025, respectivamente. No entanto, as entradas de produtos asiáticos subiram de 29,3% para 41,2%.

    Alíquota do imposto de importação

    Outro ponto destacado durante a apresentação foi o aumento do imposto de importação, que ocorrerá em julho de 2026. A partir desta data, carros elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais trazidos de fora pagarão uma alíquota única de 35%.

    Esta medida representa o teto do cronograma iniciado no fim de 2023, que visa estimular a produção nacional e atendeu um pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A justificativa da associação era de impedir que o mercado seja invadido por modelos importados, afetando as fábricas brasileiras.

    BYD KING GL

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    Desde o dia 1º de julho de 2025, já vigora uma tabela intermediária de tributação, que serviu como preparação. Atualmente, os híbridos convencionais (HEV) são taxados em 30%, os híbridos plug-in (PHEV) em 28% e os elétricos a bateria (BEV) em 25%.

    A mudança programada para o segundo semestre de 2026 elimina essas distinções por eficiência energética na importação plena, nivelando todas as categorias no topo da tabela:

    Categoria Alíquota Atual (Jul/25 a Jun/26) A partir de Julho de 2026
    Híbrido (HEV) 30% 35%
    Híbrido Plug-in (PHEV) 28% 35%
    Elétrico (BEV) 25% 35%

    O aumento para 35% nos carros elétricos 2026 desenha um novo cenário. Marcas que dependem exclusivamente de importação terão sua margem de lucro comprimida ou perderão competitividade no preço de etiqueta. A Anfavea defende a medida como necessária para garantir isonomia com as fabricantes instaladas no país.

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    “Teremos os desafios de absorver a equalização da alíquota do imposto de importação de veículos eletrificados, que passa a ser 35% a partir de julho, e também de oferecer produtos mais tecnológicos, porém com preços mais competitivos. Esse cenário, em princípio, pode parecer sombrio. Mas, de outra parte, as associadas à Abeifa estão otimistas por conta de vários lançamentos programados ao longo do ano”, afirma Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, à imprensa.

    Marcas que dependem exclusivamente de importação terão sua margem de lucro comprimida ou perderão competitividade no preço de etiqueta. Por outro lado, algumas fabricantes chinesas se anteciparam. A GWM, por exemplo, inaugurou sua fábrica em Iracemápolis (SP) em agosto de 2025, já operando com soldagem e pintura nacional para a linha Haval H6. A BYD enfim começou a montar carros em Camaçari (BA).

    Outras estão correndo para ter algum tipo de produção no Brasil. A Geely criou uma joint venture com a Renault e anunciou que utilizará a fábrica em São José dos Pinhais (PR) para produzir dois carros em 2026. A MG e a GAC estão negociando terceirizar a montagem para outras empresas.

    Produção do Cherolet Spark na fábrica da Troller
    (Mauro Balhessa/Quatro Rodas)
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    Deixar a montagem na mão de terceiros foi a estratégia adotada pela Chevrolet para garantir que os Spark EUV e Captiva EV não sofram com o aumento do imposto. Ambos estão sendo montados em Horizonte (CE) pela Comexport, em uma linha de montagem multimarcas.

    A vantagem para quem monta no Brasil — mesmo que inicialmente em regime CKD (completamente desmontado) ou SKD (parcialmente desmontado) — é a alíquota reduzida, que hoje varia entre 16% e 18%. No entanto, essa “janela de oportunidade” também tem data de validade: em janeiro de 2027, a tributação para kits CKD/SKD de eletrificados também subirá para os mesmos 35%, exigindo um índice de nacionalização de peças cada vez maior.

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