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Guia de Usados: Renault Fluence, francês com o melhor da escola japonesa

Espaçoso, bem equipado e eficiente, ele reuniu as melhores virtudes das escolas de sedãs francesa e japonesa

Por Felipe Bitu - Atualizado em 18 abr 2019, 17h00 - Publicado em 24 nov 2017, 20h26
Preços partem de R$ 31.565 pela tabela Fipe Marco de Bari/Quatro Rodas

Apresentado em 2010, o Fluence foi o sedã que consolidou a Renault no segmento, feito notável dada a pouca aceitação do antecessor, Mégane. Para isso foi preciso oferecer muitos itens de série, bom rendimento, espaço interno e um pouco mais de personalidade.

Parte desse sucesso se deve à miscigenação das culturas francesa e japonesa: sob o capô do Fluence estava o confiável motor Nissan flex 2.0 (do Sentra), de 140/143 cv. Os câmbios também vieram dele: manual de seis marchas ou CVT com modo manual.

Com seu porta-malas de 530 litros, o Fluence servia bem às famílias Marco de Bari/Quatro Rodas

Começou com duas versões: a Dynamique tinha ABS, airbags frontais, laterais e de cortina, ar bizona, computador de bordo, sensores de chuva e faróis, som com CD/MP3/Bluetooth e faróis de neblina.

Entre os opcionais, teto solar e bancos de couro. A Privilège adicionava bancos de couro, controle de estabilidade, GPS Tom-Tom, sensores de ré, piloto automático, rodas de aro 17, retrovisores com rebatimento elétrico, som Arkamys e câmbio CVT. Teto solar e faróis de xenônio eram opcionais.

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O entre-eixos de 2,7 metros resultava em bom espaço atrás, que trazia difusores de ar. O bom porta-malas de 530 litros fazia dele um ótimo sedã familiar, mas o Fluence ganharia um toque esportivo em 2012: o Fluence GT rendia 180 cv com turbo, capaz de ir de 0 a 100 km/h em 8 s e atingir 220 km/h.

Renault Fluence GT
Pedais de alumínio e apliques piano black nas portas da versão GT Marco de Bari/Quatro Rodas

Era caracterizado pelas saias laterais, aerofólio traseiro e rodas de aro 17. Oferecido em três cores (preto, branco e vermelho), tinha volante de couro, câmbio manual de seis marchas e pedais de alumínio. Os itens de série eram os mesmos da versão Privilège, mais teto solar e xenônio.

A reestilização veio em 2014, sob a nova identidade Renault, com logotipo maior sobre a grade, junto com o Dynamique Plus, com CVT, couro e central multimídia.

Renault Fluence GT
Fluence traz bancos de couro preto com costura e logotipo GT vermelhos Marco de Bari/Quatro Rodas

Descontinuado em 2015, o Fluence GT cedeu o posto em 2016 ao GT Line, que era só um Dynamique com para-choques exclusivos, saias laterais e aerofólio.

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O patinho feio é o Expression, de 2012, dedicado a taxistas e frotas de empresas. Não chega a ser um carro ruim, mas é limitado pelo motor Renault 1.6 16V de 110/115 cv e pelo câmbio manual de cinco marchas.

Onde o bicho pega

Seu motor 2.0 vinha do primo Nissan Sentra Arquivo/Quatro Rodas

Sonda lambda: Falhas na aceleração, marcha lenta oscilante e estouros no escape podem indicar problemas nas sondas lambda – uma antes e outra depois do catalisador. A avaria é quase sempre indicada no painel de instrumentos.Ruídos internos: Problema abordado pela QUATRO RODAS em agosto de 2013, a principal causa é uma falha na solda
da junção da coluna central com o assoalho, provocando estalos incômodos. Certifique-se de que o defeito já foi resolvido dentro do período de garantia.

Teto solar: Deve abrir e fechar de maneira suave e silenciosa para não forçar o sistema de acionamento elétrico. Trancos e estalos são provocados por sujeira nos trilhos ou falta de lubrificação. Procure também por sinais de oxidação na pintura e mofo na forração do teto, indícios claros de infiltração.

Suspensão: Vale a pena verificar o estado de buchas, bieletas e batentes dos amortecedores: uma revisão geral pode facilmente ultrapassar os R$ 3.000.

Rodas: Nas versões equipadas com rodas de aro 17, verifique em uma loja especializada se elas não estão empenadas. Dependendo do estado do conjunto, peça um desconto.

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A voz do dono

Nome: Reginaldo Antonio dos Santos

Idade: 36 anos

Profissão: engenheiro mecânico

Cidade: Campinas (SP)

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O que eu adoro

“Espaçoso, design sóbrio, motor 2.0 e câmbio CVT funcionam em perfeita harmonia. Faz 13 km/l na estrada e tem um comportamento dinâmico muito bom. O pós-venda também superou a expectativa.”

O que eu odeio

“A transmissão CVT às vezes demora um pouco para reagir ao kickdown e é um tanto barulhenta em altas velocidades. O acabamento já apresenta alguns rangidos no painel e coluna central.”

Preço médio dos usados (FIPE)

Modelo 2011 2012 2013 2014 2015 2016
1.6 Expression Manual R$ 33.144 R$ 34.713 R$ 37.480
2.0 Dynamique Manual R$ 31.565 R$ 35.068 R$ 36.374 R$ 41.464 R$ 50.415 R$ 59.537
2.0 Dynamique CVT R$ 33.677 R$ 36.723 R$ 38.009 R$ 43.222 R$ 54.862 R$ 60.134
2.0 Dynamique Plus CVT R$ 55.808 R$ 63.176
2.0 Privilege CVT R$ 37.070 R$ 38.284 R$ 44.095 R$ 52.083 R$ 62.048 R$ 70.922
2.0 GT Line R$ 66.492
2.0 GT R$ 42.227 R$ 55.644

Preço das peças

Original Paralelo
Para-choque (dianteiro) 1.799 550
Farol (cada um) 2.515 1.700
Pastilhas de freio (par diant.) 418 340
Discos de freio (par diant.) 394 310
Amortecedores 2.130 1.790
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