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Mini Countryman S E é SUV que anda como Golf GTI e faz até 20,8 km/l

Na linha 2021, Mini Countryman híbrido ganha versão mais completa e traz versatililidade e condução econômica sem perder a vocação esportiva

Por Isadora Carvalho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 mar 2021, 07h00
Mini Countryman 2021
Na linha 2021, Mini Countryman híbrido ganha versão mais completa, mas sem perder versatilidade e vocação esportiva (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Mini Cooper Countryman é conhecido pelos amantes da marca como o SUV dos Minis. E a fama é justificável graças ao fato de compartilhar a plataforma UKL2 com os irmãos BMW X1 e X2 proporcionando dimensões consideráveis, próprias de um SUV. Pelo jeito, a receita agrada o público, já que o Countryman é responsável por 35% das vendas da Mini no país.

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A novidade para a linha 2021 é a chegada de uma nova versão híbrida, a SE All4 Top, que vem se juntar à SE All4 como a mais completa entre as duas versões sustentáveis.

O Countryman híbrido começou a ser vendido em versão única no fim de 2018 e, segundo a marca, teve uma aceitação surpreendente. Tanto que a expectativa é de que as versões híbridas representem 70% do mix.

Para a linha 2021, além da nova versão, a família inteira recebeu uma pequena reestilização, com algumas mudanças de design. Os destaques estão nos para-choques redesenhados e na nova grade dianteira. Há ainda um novo desenho dos faróis, que agora são direcionais e de led, mas o que chama a atenção são as lanternas traseiras com a bandeira do Reino Unido.

Mini Countryman 2021
Lanternas traseiras de led formam o desenho da bandeira britânica (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O ponto de partida para a mecânica é o mesmo motor 1.5 da versão de entrada (Countryman de R$ 199.990), mas há ainda o impulso extra de um motor elétrico de 88 cv. Juntos, eles entregam 224 cv de potência e 39 kgfm de torque.

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É com esse conjunto, aliado a um câmbio automático de seis marchas, que o Countryman híbrido se mostrou vigoroso, acelerando da imobilidade a 100 km/h em 6,7 segundos – isso no modo Sport. Entre os modos de condução, o Sport é o mais nervoso, tornando as acelerações e retomadas mais vigorosas graças às mudanças nas respostas do acelerador e do câmbio. É exatamente o mesmo tempo do falecido VW Golf GTI.

Mini Countryman 2021
O motor a combustão é o 1.5 de 3 cil. e 136 cv (Fernando Pires/Quatro Rodas)

No console central, por meio de botões, é possível escolher entre três modos: Green (econômico), Mid (intermediário) e Sport (esportivo). É possível também definir como quer utilizar os dois motores.

Nas opções Auto e Drive, o sistema escolhe a melhor estratégia, enquanto os Max e Drive privilegiam a condução elétrica, e o Battery economiza a carga das baterias cuidando não só da tração, mas também da regeneração pelos freios e do uso de energia pelo ar-condicionado.

Mini Countryman
A ergonomia é ótima e os bancos, bem ajustados ao corpo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Em nosso teste, medimos o consumo nos diferentes modos e, como esperado, seu melhor rendimento foi conseguido nas opção Auto e Drive: 20,8 km/l na cidade, e 16,9 km/l na estrada. Ao compararmos com o seu rival imediato, que é o Volvo XC40 Hybrid, o sueco se mostra mais econômico, no entanto, com as médias de 24,6 km/l e 22,3 km/l, respectivamente.

O dono de um Mini, porém, não precisa ser dependente do motor 1.5 e se quiser pode passar um longo período sem entrar em um posto de combustível. Isso porque o modo 100% elétrico tem autonomia de 57 km, segundo a fábrica, que informa também que ele pode alcançar até 125 km/h de velocidade nesse modo, sem acionar o motor a combustão.

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Mini Countryman 2021
Modelo é plug-in e permite o carregamento em até 8 horas (Fernando Pires/Quatro Rodas)

É na condução apenas com eletricidade que ocorre uma das melhores vantagens de um híbrido ou elétrico: o torque é entregue de forma instantânea – proporcionando uma direção mais divertida.

Só me lembrei que o motor 1.5 existia ao entrar na rodovia e pisar um pouco mais no acelerador. Ainda assim, a recordação se deveu à vibração do motor, porque o silêncio na cabine continuou praticamente o mesmo, graças ao bom isolamento acústico.

No interior, o destaque vai para o acabamento esmerado do painel, com plásticos de boa qualidade e macios ao toque. A central com tela de 8,8” tem interface intuitiva e boa conectividade com Apple CarPlay, mas fica devendo a compatibilidade com Android Auto.

Mini Countryman 2021
O painel é digital e acompanha a posição de ajuste do volante (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Há ainda o sistema de som Harman Kardon com 12 alto-falantes, que contribui ainda mais para a agradável vida a bordo. Cabem quatro pessoas na cabine. Mas, com 4,3 m de comprimento e 2,7 m de entre-eixos, o Countryman é menor que o XC40 – que é 12,8 cm mais comprido e apenas 3 cm maior no entre-eixos.

Mini Countryman 2021
A central de 8,8” ganhou novo design e acabamento em black piano (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Countryman custa apenas R$ 40 a mais que o sueco – que sai por R$ 264.950. Mas o Volvo também é um pouco mais potente (com 262 cv e torque ligeiramente maior, de 43,3 kgfm – também instantâneo).

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É possível dizer que são modelos com propostas bem distintas, mas se você não precisa de tanto espaço interno e se encanta pelo conceito de design da marca britânica é válido cogitar o Mini Cooper ecológico.

Veredicto

O Countryman SE traz a versatilidade da esportividade aliada aos benefícios que só a eletricidade pode proporcionar.

Teste

Aceleração
0 a 100 km/h: 6,7 s
0 a 1.000 m: 28,3 s – 173 km/h
Velocidade máxima: 197 km/h*

Retomadas
D 40 a 80 km/h: 3,2 s
D 60 a 100 km/h: 4 s
D 80 a 120 km/h: 4,8 s

Frenagens
60/80/120 km/h a 14,7/25,9/59,9 m

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Consumo
Urbano: 20,8 km/l
Rodoviário: 16,9 km/l

Preço
R$ 264.990

* Dado de fábrica

Ficha técnica

Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12V, turbo, injeção direta, 1.499 cm³; 136 cv a 4.400 rpm, 22,4 kgfm a 1.300 rpm; motor elétrico, 88 cv e 16,8 kgfm; potência combinada: 224 cv; torque combinado: 39,2 kgfm
Câmbio: automático, 6 marchas, tração integral
Suspensão: duplo A (dianteira) / multilink (traseira)
Freios: disco ventilado (dianteira), disco sólido (traseira)
Direção: elétrica
Dimensões: comprimento, 429,7 cm; altura, 155,9 cm; largura, 182,2 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.715 kg;
tanque, 36 l; porta-malas, 405 l

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Capa Quatro Rodas edição de dezembro 740

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