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Teste: Novo Mini Countryman S E é o mais estiloso dos carros híbridos

Andamos na versão topo de linha híbrida do Mini Countryman 2021, que conta agora com duas opções ecológicas e elas devem ser responsáveis por 70% das vendas

Por Isadora Carvalho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 4 nov 2020, 12h01 - Publicado em 4 nov 2020, 07h02
A linha 2021 conta com novo design e faróis e lanternas full led (Divulgação/Mini)

A indústria automotiva segue firme a tendência de eletrificação de seus modelos. Marcas de prestígio, como Volvo e Toyota (inclusa a Lexus), vêm apostando forte nos híbridos e já anunciaram que planejam a comercialização apenas de veículos com pelo menos um motor elétrico.

A Volvo antecipou que no ano que vem não venderá mais veículos movidos apenas a motores a combustão no Brasil e a Toyota fará o mesmo até 2025.

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Na Mini, o grande destaque da linha 2021 do Countryman é justamente suas novas versões híbridas plug-in. Há outras duas versões apenas com motores a combustão. 

A linha 2021 conta com quatro versões a partir de R$ 199.990 e duas delas são híbridas (Divulgação/Mini)

O Contryman híbrido começou a ser vendido no fim de 2018 e segundo a marca superou a expectativa de vendas. Tanto que a marca espera que as versões híbridas respondam por 70% das vendas do seu SUV.

O Mini Countryman 2021 se destaca pelos para-choques redesenhados e pela nova grade dianteira. Há também novos faróis direcionais e lanternas em led, que chamam atenção pela “Union Jack”, que remete à bandeira do Reino Unido. 

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Para-choque foi redesenhado assim como a grade (Divulgação/Mini)

A versão de entrada, com motor a combustão 1.5 turbo de 136 cv, custa R$ 199.990 e é seguida pelas duas híbridas, que custam R$ 234.990 (Exclusive) e R$ 264.990 (Top).

Mas topo de linha mesmo é o Countryman John Cooper Works, que oferece motor 2.0 turbo a gasolina de 306 cv. Lembrando que o Cooper JCW já foi flagrado em testes com motorização 100% elétrica na Alemanha. 

As lanternas foram o desenho da bandeira britânica (Divulgação/Mini)

QUATRO RODAS teve a oportunidade de rodar durante um dia com a versão híbrida mais cara.

O ponto de partida para a mecânica é o mesmo motor 1.5 da versão de entrada, mas com o impulso extra de um motor elétrico de 88 cv. Juntos, entregam potencia de 224 cv e respeitáveis 39 kgfm  de torque.

Não é difícil notar que boa parte desse torque é entregue de forma instantânea, uma característica marcante dos híbridos e elétricos que que traz diversão ao volante e torna a condução dos mesmos tão exclusiva e agradável.

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Em nossa experiência ainda pudemos dirigir no modo elétrico na cidade, onde as baterias permitem rodar até 57 km sem acordar o motor 1.5. O modelo 2020 tinha  autonomia de 52 km. A marca também afirma que é possível alcançar até 125 km/h sem acionar o motor a combustão.

A recarga em tomada convencional de 110 V pode levar até 8 horas (Divulgação/Mini)

A bateria é formada por 80 células divididas em 16 módulos – cada módulo pode ser substituído de forma independente, mas há garantia de seis anos ou 100.000 km. O tempo de recarga é de 8 horas em uma tomada convencional, que cai pra 4 horas em uma fonte 220V e para 2h20 com um Wallbox.

Enquanto as outras duas versões com motor a combustão utilizam transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas, as híbridas têm o tradicional câmbio automático de seis marchas, que aproveita e combina melhor o trabalho dos dois motores.

A versão TOP conta com rodas de 19″ e pneus run flat (Divulgação/Mini)

Só lembro que o motor 1.5 existe ao entrar na rodovia e pisar um pouco mais no acelerador. Mas o silêncio na cabine continua praticamente o mesmo, graças ao bom isolamento acústico da carroceria.

No console central estão botões que se parecem com os utilizados na aviação. Entre eles, o que permite alternar entre o modo de condução híbrido: o Auto e Drive (o sistema escolhe se é necessário acionar o motor a combustão), o Max e Drive (que vai privilegiar a condução 100% elétrica), e o Battery (que economiza a energia das baterias com a utilização da combustão e dos freios regenerativos).

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Há, ainda, um botão no console que permite definir uma condução mais econômica ou esportiva.

A partida é dada no botão amarelo no console central assim como na aviação (Divulgação/Mini)

Novidades no interior

A tela de 5 polegadas de TFT (digital), que acompanha o movimento de ajuste do volante, é uma das principais novidades da linha 2021. A tela da central multimídia de 8,8 polegadas também recebeu novo design com acabamento em black piano.

O novo painel de instrumento digital acompanha o ajuste do volante (Divulgação/Mini)

A central tem interface intuitiva e boa conectividade, com Apple Car Play (com fio), mas fica devendo a compatibilidade com Android Auto. E ainda não há previsão de disponibilidade, de acordo com a marca. 

Porém, para compensar, o chamado pacote Mini Connect oferece um sistema de concierge (assim como o On Star da Chevrolet) que pode realizar reservas em restaurantes e hotéis, e encontrar pontos de interesse.

A ergonomia é otima pelo volante de boa empunhadura e bancos que bem ajustados (Divulgação/Mini)

Na nossa avaliação, nosso teste com o sistema foi ao solicitar que enviasse a rota até o meu destino para o GPS embarcado. O atendente foi solícito e rápido e em minutos a rota já constava na tela central. O navegador conta inclusive com informações sobre o trânsito em tempo real e sugeriu caminhos alternativos.

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A boa notícia é que toda essa comodidade não vem com uma continha no fim do mês. Pelo menos por enquanto os clientes poderão usufruir do benefício de forma gratuita.

A versão avaliada acrescenta head up display (HUD) e sistema de som Harman Kardon com 12 auto-falantes – alguns localizados sob os bancos dianteiros.

Head Up Display só está disponível de série na versão TOP (Divulgação/Mini)

Os dois equipamentos contribuem para tornar a vida a bordo ainda mais agradável. O HUD ajuda a não ultrapassar a velocidade nos radares urbanos e traz mais conforto ergonômico, aliado ao banco de couro com suportes que apoiam bem o corpo e aos ajustes elétricos com memória.

Dimensões de SUV

Por compartilhar a plataforma denominada UKL2 com os irmãos BMW X1 e X2, o Mini Countryman conta com dimensões robustas. Com 4,30 m de comprimento, 2,67 m de entre-eixos e 1,56 m de altura, o Countryman não é tão menor que seu rival de preço e motorização, o Volvo XC40 R-Design T5 Plug-In Hybrid – que é 12,8 cm mais comprido, 9,3 cm mais alto e apenas 3 cm maior no entre-eixos.

O Mini Cooper S E Countryman ALL4 TOP (nome completo do modelo avaliado) custa apenas R$ 40 a mais que o sueco – que sai por R$ 264.950. Mas o Volvo também é um pouco mais potente, com 262 cv e oferece o torque ligeiramente maior de 43,3 kgfm.

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É possível dizer que são modelos com propostas bem distintas, mas se você não precisa de tanto espaço interno e se encanta pela proposta de design da marca britânica é válido cogitar o Mini ecológico.

Mini Cooper S E Countryman ALL4 TOP

  • Preço: R$ 264.990
  • Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12V, turbo, injeção direta, 1.499 cm³; 136 cv a 4.400 rpm, 22,4 kgfm a 1.300 rpm; motor elétrico, 88 cv e 16,8 kgfm; potência combinada: 224 cv; torque combinado: 39,2 kgfm
  • Câmbio: automático, 6 marchas, tração integral
  • Suspensão: duplo A (dianteira) / multilink (traseira)
  • Freios: disco ventilado (dianteira), disco sólido (traseira)
  • Direção: elétrica
  • Dimensões: comprimento, 429,7 cm; altura, 155,9 cm; largura, 182,2 cm; entre-eixos, 267 cm; peso, 1.715 kg;
    tanque, 36 l; porta-malas, 405 l

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