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Ferrari Luce é 1º elétrico da marca, tem 1.050 cv e foi feito pelo designer do iPhone

A tão esperada Ferrari elétrica traz arquitetura inovadora de quatro portas, tração nas quatro rodas e baterias no assoalho para expandir a gama italiana

Por Nicolas Tavares 25 Maio 2026, 18h28 | Atualizado em 26 Maio 2026, 21h05
Ferrari Luce
 (Divulgação/Ferrari)
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A Ferrari Luce foi revelada nesta segunda-feira (25) em Roma, na Itália, com a proposta de resolver as restrições físicas de espaço dos supercarros a combustão. Sendo o primeiro carro elétrico da história da Ferrari, o superesportivo tem arquitetura inédita, quatro portas, quatro motores e capacidade para cinco ocupantes, um arranjo inviável nos carros mais tradicionais da fabricante.

A adoção da motorização elétrica encabeça a estratégia de transição de energia da empresa italiana. Para comprovar o benefício prático na condução, a marca optou por instalar quatro motores, um em cada roda, garantindo controle de tração individual e vetorização de torque em tempo real. Essa independência dinâmica permite contornar curvas de maneira mais natural e precisa, dividindo a força entre os eixos de acordo com a demanda.

Ferrari Luce é 1º elétrico da marca, tem 1.050 cv e foi feito pelo designer do iPhone
(Divulgação/Ferrari)

O conjunto de motores de fluxo radial deriva das pistas e entrega potência máxima de 1.050 cv. Eles são alimentados por uma bateria estrutural de 122 kWh integrada ao assoalho. O Luce utiliza um sistema elétrico de 800 V, o que ajuda o veículo a suportar recargas rápidas de até 350 kW, e ainda promete uma autonomia superior a 530 km com a carga completa.

Apesar do peso em ordem de marcha de 2.260 kg, a resposta instantânea da eletricidade permite números expressivos:

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  • Aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos.
  • Aceleração de 0 a 200 km/h em 6,8 segundos.
  • Velocidade máxima superior a 310 km/h.
Ferrari Luce
(Divulgação/Ferrari)

Para lidar com a massa adicional, a engenharia aplicou o primeiro subchassi montado elásticamente na traseira, focado em reduzir as vibrações. O esterçamento independente das quatro rodas também é equipamento de série. A aerodinâmica ativa entra em ação em altas velocidades, rebaixando a suspensão dianteira em 1 cm para melhorar a penetração aerodinâmica sem sacrificar o conforto.

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Uma preocupação comum nos elétricos é a falta de som, que foi tratada de forma mecânica. Um acelerômetro no centro do eixo capta as vibrações reais das peças em movimento, filtrando e amplificando esse áudio fisicamente para dentro e fora da cabine, variando a intensidade de acordo com o modo de condução escolhido no volante.

Ferrari Luce

O desenho da carroceria rompe com os padrões recentes da marca, resultado de uma parceria com o coletivo LoveFrom, liderado pelos designers Jony Ive (ex-Apple que fez o iPhone) e Marc Newson. O teto conta com uma ampla área envidraçada que se funde com os para-lamas.

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As asas dianteira e traseira flutuam ao redor da silhueta do vidro, otimizando o fluxo de vento. As proporções avantajadas são disfarçadas pelo uso de rodas de tamanhos assimétricos: 23″ na frente e 24″ atrás, o maior conjunto já usado em uma Ferrari de produção.

A ausência do túnel central de transmissão libera volume para a cabine de cinco assentos. O interior combina telas de informações co-desenvolvidas com a Samsung Display e comandos físicos usinados. Os acabamentos mesclam couro premium, vidro temperado e alumínio reciclado.

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A entrada da marca italiana no território dos veículos movidos a bateria altera o seu posicionamento global e a coloca para disputar clientes em uma categoria dominada pelo Taycan Turbo GT da Porsche e pelo Lucid Air Sapphire, além de ter que lidar com a crescente pressão dos superesportivos elétricos chineses de alto desempenho, como o Yangwang U9.

Os preços oficiais ainda não foram confirmados, mas estima-se que o modelo supere com folga os patamares do SF90 Stradale e do utilitário Purosangue. Com produção verticalizada na Itália, a novidade inicia sua fase de reservas nos mercados estrangeiros, devendo chegar às importadoras brasileiras no segundo semestre de 2027.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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