Nova chinesa no Brasil, BAIC promete elétricos Arcfox T1 e o Arcfox T5 contra BYD e GWM
A BAIC confirma sua chegada ao Brasil com a presença dos elétricos Arcfox T1 e T5 no Festival Interlagos
Mais uma chinesa está prestes a desembarcar no Brasil: a BAIC. A Beijing Automotive Industry Corporation, fundada em 1958, é a quinta maior fabricante de veículos da China. Sua estreia será durante o Festival Interlagos 2026, que ocorre entre os dias 27 e 30 de agosto, em São Paulo, no Autódromo José Carlos Pace.
No local de apresentação, serão mostrados publicamente os elétricos Arcfox T1 e o Arcfox T5, primeiros lançamentos previstos para o país. Ambos os modelos já foram flagrados rodando em testes pelo país.
Arcfox T1
O Arcfox T1 é um hatch compacto, que será rival do BYD Dolphin e Geely EX2. Na China, ele tem um motor elétrico de 95 cv e 18 kgfm, números muito próximos do atual Dolphin GS.
Duas opções de baterias são oferecidas por lá, com 41,7 kWh ou 42,4 kWh. Para o Brasil, é provável que a opção de maior capacidade seja a escolhida. No ciclo chinês, ela promete autonomia de até 425 km. No padrão brasileiro PBEV, deve cair para cerca de 300 km.
Mas se a mecânica é muito próxima à do concorrente da BYD, as dimensões do Arcfox T1 são bem diferentes. Ele tem 4,33 metros de comprimento e 2,77 metros de entre-eixos, ou seja, é 21 cm mais comprido e tem 7 cm a mais entre os eixos. O porta-malas, segundo dados divulgados na China, é de 459 litros – o Dolphin GS tem 250 litros.
A expectativa é de que o T1 custe aproximadamente R$ 140.000.
Arcfox T5
O Arcfox T5, por sua vez, vai enfrentar os elétricos BYD Yuan Plus, Geely EX5 e GAC Aion Y no mercado brasileiro. Lançado em 2023 como um carro elétrico, o Arcfox Alpha T5 passou por uma reestilização em 2025, quando também recebeu uma variante elétrica com extensor de alcance (EREV), vendida ao lado das opções 100% elétricas (BEV).
Na configuração EREV, o SUV utiliza um motor 1.5 a combustão que atua exclusivamente como gerador para as baterias. Na versão com extensor de alcance, o conjunto rende 271 cv de potência e 37,2 kgfm de torque, suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,5 s. A autonomia somente no modo elétrico é de 215 km pelo ciclo chinês (CLTC), mas o alcance combinado chega a 1.215 km.
As opções puramente elétricas mantêm o padrão de torque e potência das marcas chinesas. São 251 cv ou 271 cv, com torques de 32,7 kgfm e 36,7 kgfm, sempre com um único motor elétrico.
A bateria pode ter capacidade de 64,8 kWh, 74,4 kWh ou 79,2 kWh. Com isso, a autonomia declarada na China varia entre 560 km e 705 km.
O SUV mede 4,76 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,65 m de altura e 2,84 m de entre-eixos, com rodas de 19 polegadas. O porte o coloca no segmento médio: é 6 cm mais longo e ligeiramente mais largo que o BYD Song Plus (4,70 m).
A cabine adota estilo minimalista, destacado pela central multimídia de 15,6 polegadas e pelo head-up display de 22,8 polegadas. O modelo traz bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, sistema de som com 18 alto-falantes e carregamento de celular por indução de 50 W.
O pacote de assistência à condução de nível 2 é de série em todas as versões. As configurações mais completas somam processador dedicado da Qualcomm para funções semiautônomas e assistente de estacionamento.
O SUV deve figurar na faixa ao redor dos R$ 200.000.








