Chinesa BAIC testa SUV elétrico no Brasil para enfrentar BYD Yuan Plus e Geely EX5
Flagrado no interior de São Paulo, utilitário chinês aposta em versão de alcance estendido e promete até 705 km de autonomia na opção elétrica
Perto de estrear no Brasil, a chinesa BAIC testa mais um modelo no país. O Arcfox Alpha T5 já roda em testes, preparando-se para enfrentar BYD Yuan Plus, Geely EX5 e GAC Aion Y no mercado brasileiro. O leitor Gerson Pacini flagrou o SUV na região de Mirandópolis (SP), praticamente sem camuflagem, escondendo somente o logotipo da marca.
Lançado em 2023 como um carro elétrico, o Arcfox Alpha T5 passou por uma reestilização em 2025, quando também recebeu uma variante elétrica com extensor de alcance (EREV), vendida ao lado das opções 100% elétricas (BEV).
A solução é conveniente para um país de dimensões continentais como o Brasil, por reduzir a dependência da rede de recarga nas estradas. Na configuração EREV, o SUV utiliza um motor 1.5 a combustão que atua exclusivamente como gerador para as baterias.
Na versão com extensor de alcance, o conjunto rende 271 cv de potência e 37,2 kgfm de torque, suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,5 s. A autonomia somente no modo elétrico é de 215 km pelo ciclo chinês (CLTC), mas o alcance combinado chega a 1.215 km.
As opções puramente elétricas mantêm o padrão de torque e potência das marcas chinesas. São 251 cv ou 271 cv, com torques de 32,7 kgfm e 36,7 kgfm, sempre com um único motor elétrico.
A bateria pode ter capacidade de 64,8 kWh, 74,4 kWh ou 79,2 kWh. Com isso, a autonomia declarada na China varia entre 560 km e 705 km — números que tendem a ser menores quando submetidos ao padrão do Inmetro.
O SUV mede 4,76 m de comprimento, 1,93 m de largura, 1,65 m de altura e 2,84 m de entre-eixos, com rodas de 19 polegadas. O porte o coloca no segmento médio: é 6 cm mais longo e ligeiramente mais largo que o BYD Song Plus (4,70 m).
A cabine adota estilo minimalista, destacado pela central multimídia de 15,6 polegadas e pelo head-up display de 22,8 polegadas. O modelo traz bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e massagem, sistema de som com 18 alto-falantes e carregamento de celular por indução de 50 W.
O pacote de assistência à condução de nível 2 é de série em todas as versões. As configurações mais completas somam processador dedicado da Qualcomm para funções semiautônomas e assistente de estacionamento.
No mercado chinês, o utilitário custa entre 113.800 e 158.800 yuans. Em conversão direta, os valores equivalem a uma faixa entre R$ 80.000 e R$ 112.000 — patamar de hatches compactos no Brasil, como o Fiat Argo.
Com a carga tributária brasileira e os custos de importação, o valor será superior. O posicionamento do SUV deve figurar na faixa acima dos R$ 200.000 para disputar o mercado com os híbridos e elétricos de BYD e GWM.
A BAIC fará sua apresentação oficial no final de agosto, durante o Festival Interlagos, aproveitando o evento para mostrar os primeiros modelos para o mercado brasileiro.








