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Por que a posição da marcha à ré muda conforme o câmbio?

Cada fabricante pode fazer o que quiser, seguindo sua própria lógica

Por Redação 3 jul 2021, 17h07 | Atualizado em 4 jun 2026, 14h54
Alavanca de câmbio do tipo dogleg dos BMW M3
Alavanca de câmbio do tipo dogleg dos BMW M3 (Reprodução/Internet)
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Jaguar F-TYpe

Em alguns carros, a posição da ré na alavanca do câmbio manual é para a frente, em outros é para trás. Qual a diferença? — Paulo Vinícius, Resende Costa (MG)

Não há diferença funcional em posicionar a marcha à ré para frente ou para trás.

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O que aconteceu é que, durante o desenvolvimento dos primeiros câmbios manuais, cada fabricante estabeleceu seu padrão. E vale lembrar que com o tempo o número de marchas também foi mudando.

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Assim, num câmbio de três velocidades, seria natural que a ré ficasse na posição da quarta marcha. Mas, quando finalmente surgiu a quarta, onde a ré seria colocada? Desse modo, cada marca adaptou-se como quis.

Alavanca de câmbio do tipo dogleg dos BMW M3
Alavanca de câmbio do tipo dogleg dos BMW M3 (Reprodução/Internet)

Um dos caminhos utilizados foi colocar a ré na posição que seria da primeira marcha. Trata-se dos câmbios chamados de dogleg, muito utilizados em carros de corrida no passado mas que chegou a poucos carros de rua, especialmente aqueles com proposta mais esportiva, como os BMW M3 E30. Mas há veículos de carga com este sistema.

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Há toda uma teoria para justificar essa disposição. A lógica é: a primeira marcha só serve para tirar o carro da inércia e depois tudo passa a acontecer entre a segunda e a quinta (ou sexta) marcha. Então por que não deixar a primeira marcha e a ré alinhadas? Assim, as trocas entre as demais marchas é facilitada e se torna mais rápida.

Identificação das marchas nos VW Constelation com câmbio manual
Identificação das marchas nos VW Constelation com câmbio manual (Reprodução/Internet)

Em alguns veículos de carga com câmbio dogleg a primeira marcha pode ser ignorada, por ser muito curta. Alguns, inclusive, identificam essa primeira marcha com um “C” de “Crawler”, uma marcha de força. Desta forma, aquela que seria a segunda marcha é considerada a primeira e a “Crawler” pode ser ignorada na maior parte do tempo.

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