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Teste: Omoda 7 é SUV híbrido ‘diferentão’ com mais personalidade que BYD e GWM

Desenho fora do comum é um dos chamarizes do híbrido, que acelera com vigor de SUV pequeno e tem espaço de SUV grande

Por Guilherme Fontana Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 17h00 | Atualizado em 10 jul 2026, 15h34
SUV branco moderno com grade frontal hexagonal e placa QUATRO RODAS vermelha, em movimento rápido numa estrada asfaltada. Ao fundo, um muro de pedras e vegetação densa sob céu azul com nuvens.
 (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Teste: Omoda 7 é SUV híbrido ‘diferentão’ com mais personalidade que BYD e GWM Priorizar nos meus resultados Google

Personalidade tem estado em falta entre os SUVs chineses, que repetem exaustivamente uma fórmula genérica de design. A missão da Omoda, no entanto, é fugir do óbvio e o faz principalmente com o Omoda 7, carro mais caro da marca no Brasil e que disputa clientes com GWM Haval H6 e BYD Song Plus. Seu principal argumento está no visual marcante – mas ele vai muito além das aparências.

Disponível em duas versões, o Omoda 7 parte de R$ 254.990 na configuração de entrada, Luxury. Testamos a mais cara, Prestige, que sai por R$ 279.990 e adiciona itens de conforto e visual.

Não há outra forma de iniciar um teste do modelo se não pelo design, que remete a algo como soldados medievais chineses, com os olhos (ou faróis) puxados, e a grade em um formato que lembra o do capacete utilizado por eles. Ou, em outro ponto de vista, os faróis se parecem com espadas afiadas.

SUV branco moderno em movimento, visto por trás, com lanternas traseiras em LED vermelhas e pretas, placa QUATRO RODAS e detalhes escuros no para-choque. O carro está em uma estrada asfaltada, com árvores verdes ao fundo
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Fazendo sentido ou não, o mais importante é que, além do bom resultado, eles não sucumbem à tendência chinesa de uma aparência mais limpa e/ou marcada por uma faixa de led inteiriça. Ou até a faróis convencionais, sem muita inspiração. Ainda na dianteira, a grade inferior é composta por aletas verticais em preto brilhante e, a superior, tem elementos geométricos que parecem “rasgar” o para-choque.

Carro branco Omoda de frente, com grade frontal em padrão de colmeia e faróis finos acesos, estacionado em rua asfaltada com parede de tijolos ao fundo. Placa QUATRO RODAS no centro da grade.
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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De lado, o SUV também tem vincos bem marcados, além de um aplique estilizado na coluna C. Este aplique tem, além de uma janela espia, traços iluminados que mostram o nível da bateria e/ou o processo de recarga. As rodas também chamam a atenção e, na versão Prestige, são de 20 polegadas com pneus 235/45.

A traseira é tão chamativa quanto a dianteira. Um vinco que nasce nas portas atravessa toda a parte central da traseira, logo acima das lanternas, e remete ao Jaguar F-Pace. As lanternas, aliás, até têm as peças interligadas como é moda na indústria automotiva global, mas com um diferencial. A iluminação não é feita por uma faixa única, e sim por um desenho que se parece com raios – ou com um rabisco. Foge ao convencional.

SUV branco moderno, com teto preto e rodas esportivas escuras, estacionado de perfil em uma rua asfaltada, com um muro de tijolos cinzas ao fundo
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O limpador do vidro traseiro fica escondido sob o aerofólio para não atrapalhar o desenho. Mas há um ponto de atenção: a tampa do porta-malas é baixa e rente ao para-choque, e fica exposta em casos de colisão.

Interior não empolga, mas faz um show

Se a parte externa do Omoda 7 é diferente do que se vê no segmento, o interior é genérico como o da maioria dos rivais chineses. Ou seja, é composto basicamente por um painel de elementos horizontais, duas telas em destaque e um console central alto, com um vão inferior.

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Interior de um carro moderno com volante preto multifuncional e logo OMODA. Dois displays digitais: um menor atrás do volante mostrando informações do veículo, e outro maior à direita exibindo uma paisagem noturna com montanhas, lago e uma barraca iluminada. O console central possui acabamento escuro e detalhes prateados, com bancos de couro pretos visíveis
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Um diferencial está nas saídas de ar centrais, posicionadas no topo do painel, logo atrás da central multimídia. A posição prejudica a refrigeração da cabine, especialmente para quem gosta de vento direto, e só pode ser direcionada para os lados. Não há como regular a direção vertical do vento.

O nível de acabamento também segue a concorrência, mas isso é bom. Há materiais emborrachados em grande parte do painel e console, além áreas macias com revestimento sintético. Mesmo os apoios centrais para telefones (dos quais apenas um é um carregador por indução de 50W, com ventilação), são revestidos com algo como uma camurça para não arranhar os aparelhos.

Interior de carro moderno com console central em preto e cinza escovado, bancos de couro perfurado e tela multimídia exibindo uma paisagem noturna com barco iluminado
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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O quadro de instrumentos tem 8,9 polegadas, embora pareça menor por seu formato bastante horizontal. Há boa qualidade de imagem e riqueza de informações. Já a central multimídia tem 15,6 polegadas, Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e um bom sistema operacional visto em diversos outros modelos chineses.

Mas a tela central faz o seu show. Enquanto a BYD apostou em telas giratórias (que já estão sendo abandonadas pela marca), a Omoda quis que o Omoda 7 tivesse uma tela deslizante. Basta pressionar um botão ou arrastar três dedos na tela e ela se desloca para a frente do passageiro. Os mesmos métodos fazem com que a tela retorne para a posição central.

Tela multimídia de carro exibindo uma paisagem noturna com montanhas nevadas, um rio, uma barraca iluminada e uma fogueira acesa
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

E o motorista?

O Omoda 7 segue com bom acabamento nos bancos, de material sintético. Todos os bancos (exceto o traseiro central) têm aquecimento e, os dois dianteiros, ganham ventilação. Os dianteiros também têm ajustes elétricos, além de função de memória para o do motorista.

Mas algo intriga: apenas o banco do passageiro dianteiro tem função de massagem. Não faz sentido para a proposta do Omoda 7 e, mais do que isso, o item normalmente é oferecido para o motorista ou, quando muito, para os dois bancos dianteiros. Apenas para o passageiro, é novidade.

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Interior de um carro moderno, com bancos de couro preto e detalhes em cinza. O volante e o painel digital são visíveis, com a porta do motorista aberta, revelando a estrutura interna do veículo. O ambiente é claro e minimalista
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

A vida de quem viaja no SUV também melhora com o ar-condicionado digital de duas zonas, com saídas traseiras, teto solar panorâmico, sistema de cancelamento de ruído ativo e iluminação ambiente. Ele também tem fragrâncias que podem ser exaladas junto ao ar-condicionado. São três opções, em diferentes níveis. Porém, testamos todos eles e nenhum passou perto de agradar.

Interior de um carro, mostrando os bancos traseiros e a parte de trás dos bancos dianteiros, todos em couro preto com costuras brancas. O banco traseiro é inteiriço, com cintos de segurança visíveis. As portas têm acabamento preto e detalhes prateados. O teto solar e as janelas estão visíveis, com luz branca entrando. O piso é forrado com carpete escuro
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Entre os equipamentos há ainda volante com aquecimento, retrovisores elétricos com rebatimento, aquecimento e memória, porta-malas com abertura elétrica, desembaçador automático do para-brisa, head-up display, sistema de som Sony de 12 alto-falantes e câmera 360° com função chassi transparente.

Na segurança, o Omoda 7 tem oito airbags, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, monitoramento de pressão dos pneus, ACC, frenagem automática de emergência, alertas de pontos cegos, alertas de tráfego cruzado traseiro, assistente de manutenção e saída involuntária de faixa, entre outros.

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Porta-malas de um carro branco, visto de cima, com o assoalho forrado em carpete preto e os bancos traseiros rebatidos, revelando um amplo espaço de carga. Uma luz acesa ilumina o lado direito, e há ganchos de fixação no assoalho e nas laterais. Uma cobertura retrátil está acima dos bancos.
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Também não falta espaço para viajar no SUV de 4,66 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos. Há bom espaço interno mesmo para pessoas de maior estatura, embora um ocupante central possa ser incomodado pelo console que abriga as saídas de ar. O porta-malas tem grandes 590 litros.

Anda como SUV pequeno

O Omoda 7 não é apenas grande (embora seja menor do que um Haval H6), ele também é pesado: são 1.855 kg declarados pela marca. Apesar disso, ele anda como SUVs compactos em suas versões mais potentes.

Traseira de carro branco com o nome OMODA em letras cromadas e uma grade inferior preta com padrão de hexágonos brancos e cinzas. Uma faixa vermelha com RODAS em branco aparece na parte inferior
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Híbrido plug-in, ele combina um motor 1.5 turbo a gasolina de 135 cv e 20,4 kgm, a outro elétrico de 204 cv e 31,6 kgfm. De acordo com a marca, são 279 cv e 37,2 kgfm combinados.

Essas credenciais foram suficientes para que o modelo acelerasse de 0 a 100 km/h em apenas 8,1 segundos, nos nossos testes. Número bom e condizente com a agilidade sentida no dia-a-dia, que nos faz esquecer do tamanho do Omoda 7. As acelerações e retomadas são rápidas e ele não transmite sensação de peso, embora a direção não tenha a leveza artificial aplicada por aí.

Lanterna traseira de LED vermelha e preta com design em zigue-zague, integrada à carroceria branca de um carro, com reflexos de árvores no vidro traseiro
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Para dar conta do motor elétrico, a bateria é de 18,4 kWh e tem uma autonomia elétrica declarada de 60 km – na prática, é possível ir além. Para recarregá-la, o motor a combustão pode fornecer energia funcionando como um gerador, mas isso aumentará o consumo de combustível. O ideal é que as recargas sejam feitas por redes externas. Assim, as recargas lentas (AC) podem ser feitas na potência máxima de 6,6 kW e, as rápidas (DC), a 40 kW.

Interior de um carro com teto solar panorâmico aberto, mostrando o céu claro e árvores verdes. O encosto de cabeça do banco dianteiro esquerdo, estofado em couro preto com costuras brancas, está em primeiro plano. No para-sol direito, um adesivo de aviso de airbag é visível
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Nos nossos testes, o modelo registrou as médias de consumo de 14,1 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada, com bateria em carga baixa. Caso seu uso seja majoritariamente urbano e você consiga manter a bateria carregada, os números serão bem melhores – quando houver consumo de combustível.

Por fim, o Omoda 7 assume uma dirigibilidade bem ao gosto do brasileiro. A suspensão tem bom ajuste, com foco no conforto, mas sem tender para o lado macio demais – fica entre a maciez exagerada dos BYD e a firmeza dos GWM.

SUV branco moderno em movimento, visto de frente e lateral, com grade frontal em padrão hexagonal e placa vermelha Auto Esporte. Ao fundo, um muro de pedras e céu nublado, com asfalto borrado indicando velocidade
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Veredicto

O Omoda 7 é o rival que mais deve preocupar GWM e BYD até agora. Ele chega com bom acerto mecânico, pacote acertado de equipamentos e um visual que foge do comum – até demais para os mais conservadores. Além disso, Omoda & Jaecoo tem apresentado boas credenciais para firmar-se no Brasil.

Ficha Técnica – Omoda 7 Prestige

Motor: diant., 4 cil., turbo, 1.5, inj. direta, gasolina, 135 cv, 20,4 kgfm; motor elétrico, 204 cv, 31,6 kgfm; combinados, 279 cv, 37,2 kgfm
Câmbio: aut., 1 marcha; tração dianteira
Bateria: íons de lítio (LFP), 18,4 kWh; recarga máx., 6,6 kW (AC), 40 kW (DC)
Direção: elétrica
Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)
Freios: disco vent. (diant.), sólido (tras.)
Pneus: 235/45 R20
Dimensões:
comprimento, 466 cm; largura, 187,5 cm; altura, 167 cm; entre-eixos, 272 cm; porta-malas, 590 litros; peso, 1.855 kg; tanque, 60 litros

Teste Quatro Rodas – Omoda 7 Prestige

Aceleração
0 a 100 km/h 8,1 s
0 a 1.000 m 29 s / 179,7 km/h
Velocidade máxima 180 km/h (dado de fábrica)
Retomadas
D 40 a 80 km/h 3 s
D 60 a 100 km/h 4,1 s
D 80 a 120 km/h 5,9 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0 14,1/25,1/57 m
Consumo
Urbano 14,1 km/l
Rodoviário 13,8 km/l
Ruído interno
Neutro/RPM máx. – / – dBA
80/120 km/h 68 / 71,1 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h    –
Volante 2,5 voltas
SEU Bolso
Preço básico R$ 279.990
Garantia 7 anos

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 30,5 °C; umid. relat., 41%; press., 758 mmHg. Realizado no ZF Campo de Provas.

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