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Saveiro 2024: onde a picape da Volkswagen consegue superar a Fiat Strada?

A Saveiro mudou muito pouco, porém ainda é superior em alguns quesitos em relação a Fiat Strada. De qualquer maneira está bem longe de superá-la

Por Isadora Carvalho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 3 out 2023, 21h26 - Publicado em 3 out 2023, 17h00

Publicamos um vídeo de apresentação da Volkswagen Saveiro 2024 no nosso Instagram e a maioria dos comentários dos leitores criticava o fato de a picape ter mudado muito pouco após tanto tempo sem nenhuma alteração significativa.

E eles estão cobertos de razão: as modificações no design foram sutis e não houve melhoras do conjunto mecânico. Após 14 anos da última mudança de geração, na linha 2010, era esperado que a Saveiro tivesse uma atualização mais profunda (até porque a concorrência está com o pé no fundo do acelerador). A Saveiro rivaliza com a Fiat Strada, líder de mercado, com versões manuais, automáticas e agora motor turbo.

VW SAVEIRO
A Extreme traz a faixa em preto fosco unindo as lanternas (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A plataforma continua a mesma do último Gol (de 2008), aposentado no fim do ano passado. E, graças a ela, a Saveiro permanece com duas portas e com o motor 1.6 aspirado (o EA211, que chegou ano passado para atender a fase L7 do Proconve) combinado unicamente com câmbio manual. Segundo a marca, a adoção da transmissão automática e das duas portas extras encareceria muito o projeto.

A Saveiro recebeu uma pequena barra cromada na grade dianteira, para-choque novo (ampliando a área vazada, além de não agregar mais os faróis de neblina). As lanternas ganharam fundo preto na parte inferior.

As dimensões continuam as mesmas, assim como a capacidade de carga. As versões cabine dupla levam 638 kg – 12 kg a menos que a Strada. E na cabine simples, enquanto a Fiat leva até 750 kg, a Saveiro leva até 664 kg – diferença significativa em versões mais voltadas para o trabalho.

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Saveiro
Na cabine predominam plásticos rígidos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O desempenho, como havia de ser, ficou igual. Em nossa pista, a aceleração de 0 a 100 km/h foi realizada em 12,7 segundos, tecnicamente empatado com os 12,4 segundos do modelo anterior. E um pouco superior ao teste da Fiat Strada Volcano 1.3 firefly (107 cv e 13,6 kgfm), com 13,1 segundos.

O reverso veio nas medições de consumo, em que o quatro-cilindros da Strada manual se mostrou mais econômica, com as médias de 12,9 km/l na cidade e 17 km/l na estrada; contra 12 km/l e 15,6 km/l, da Saveiro, respectivamente.

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Quadro de instrumentos traz grafismos exclusivos (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Saveiro
Multimídia tem tela de 6,5” (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Botões são antiquados e nada atraentes (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A picape da VW traz uma vantagem histórica em relação à da Fiat que são os freios a disco nas quatro rodas, presentes em todas as versões desde 2015, e que permanecem na linha 2024. A Strada traz discos ventilados na dianteira e tambores na traseira.

Na prática, por ambas terem tração dianteira, entre 70 e 80% da frenagem é realizada pelos freios das rodas dianteiras, portanto não houve uma diferença significativa entre as provas de frenagem das picapes. De qualquer maneira, em uma situação de emergência os freios a disco também no eixo traseiro garantem mais segurança.

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Revestimento imita couro e ajuste de altura só tem dois estágios (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Outro atributo superior histórico da Saveiro é a suspensão traseira com eixo de torção e molas helicoidais de dupla ação, enquanto a Strada é equipada com feixe de molas semielípticas.

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O comportamento dinâmico da Saveiro é mais estável e a suspensão filtra melhor as imperfeições do piso, desempenho acompanhado pela direção firme. Por optar por usar o eixo rígido, de concepção mais antiga, a Strada filtra menos as irregularidades do pavimento e os movimentos verticais de uma roda afetam diretamente o outro lado – proporcionando aquele sacudir característico de picapes maiores e montadas sob chassi.

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Espaço traseiro não é para adultos (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Alavanca do encosto e janela basculante denunciam a idade (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O motor 1.6 entrega bom torque em baixas rotações, mas é inegável que se sai melhor em alta rotação, por conta do cabeçote multiválvulas. O câmbio manual segue com os engates precisos, próprios dos VW. Mas faz falta uma sexta marcha para reduzir a rotação em rodovias, por exemplo.

A cabine remete ao passado, pois não houve mudança alguma. A Extreme é a única que traz a multimídia de série, o modelo Composition Touch de 6,5”. Essa versão pode contar ainda com ABS off-road, que atua de forma diferente em pisos sem pavimento.

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Tampa da caçamba fica leve com amortecimento (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Logo na coluna C é exclusivo da nova versão topo de linha Extreme (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Lanternas têm as mesmas dimensões, mas com novo visual (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Sem apelo de novidade, do ponto de vista comercial, a intenção da VW é oferecer um produto mais acessível e focar nas vendas das versões de entrada. Assim, a Saveiro é cerca de R$ 5.000 mais barata que as versões de entrada da rival Strada. A versão Extreme, mais completa, já não se defende tão bem, custando R$ 114.580, são só R$ 410 de diferença para Strada Volcano 1.3 quatro-portas.

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Faróis halógenos ganharam friso, que tem continuidade na grade (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Fica difícil competir e a VW sabe disso. Segundo fontes, existe a possibilidade de vir uma nova geração da Saveiro que poderia até mudar de tamanho como a GM fez com a Montana. Mas isso não é oficial. Uma coisa é certa: a Saveiro sente o peso dos anos e, sem novidades, pode terminar por seguir o mesmo caminho do Gol e Fox: a aposentadoria.

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O motor 1.6 aspirado entrega 116 cv e 16,1 kgfm (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Rodas de liga leve 15” são de série na topo de linha Extreme (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Veredicto Quatro Rodas

Saveiro clama por uma nova geração ou deve seguir o mesmo caminho do Gol.

Ficha Técnica

Motor: flex, dianteiro, transversal, 4 cil., 16V, 1.598 cm³, 106/116 cv a 5.750 rpm (gasolina/etanol), 15,4/16,1 kgfm a 4.000 rpm (g/e) Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira
Direção: hidráulica, 12,3 m (diâmetro de giro)
Suspensão: ind. McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.), sólido (tras.)
Pneus: 205/60 R15
Peso: 1.135 kg
Dimensões: comprimento, 449,3 cm; largura, 172,1 cm; altura, 156 cm; entre-eixos, 275,2 cm; caçamba, 580 litros; capacidade de carga, 638 kg

Teste Quatro Rodas

Aceleração
0 a 100 km/h 12,7 s
0 a 1.000 m 33,7 s – 152,2 km/h
Velocidade máxima 178 km/h*
Retomadas
3a 40 a 80 km/h 8,9 s
4a 60 a 100 km/h 14,2 s
5a 80 a 120 km/h 25,3 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0 14,5/26,4/59,6 m
Consumo
Urbano 12 km/l
Rodoviário 15,6 km/l
Ruído interno
Neutro/RPM máx. 43,9/70,8 dBA
80/120 km/h 67,2/73,8 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h 96 km/h
Rotação do motor a 100 km/h em 5 2.800 rpm
Volante 2,7 voltas
Seu Bolso
Preço básico R$114.580
Garantia 3 anos

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 28 °C; umid. relat., 47%; press., 760 kPa

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