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Novo Bentley Continental GT é híbrido com base de Porsche e honra tradições

O Continental GT chega à quarta geração eletrificado, mas com todos os elementos que fizeram ele se tornar um dos modelos mais vendidos da Bentley

Por Joaquim Oliveira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
8 dez 2024, 18h36
bentley continental GT
Faróis únicos não eram apresentados em um carro da marca desde 1959 (Divulgação/Quatro Rodas)
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O Continental GT é atualmente o segundo modelo mais vendido da Bentley no mundo: 33% (um a cada três). Perde apenas para o SUV Bentayga, o maior sucesso da linha, com 44% das vendas, no planeta. Em mercados mais conservadores, como os da Europa, porém, o GT é o que lidera, com 42% de participação.

Os cupês podem ter saído de moda em alguns países, mas o Continental GT tem história: sua primeira geração estreou em 1952.

Mesmo que a nova geração (quarta) tenha dois terços de novos componentes face à antecessora, os principais elementos do design exterior foram mantidos, como a dianteira vertical com a grande grade, o capô longo, os arcos das rodas salientes e o elevado ombro traseiro.

bentley continental GT

Houve também uma evolução visível nas superfícies da carroceria, com menos vincos, e nos faróis dianteiros, com apenas um elemento, o que faz do Continental GT IV o primeiro Bentley, desde o S2 de 1959, sem faróis duplos.

Cada um desses faróis conta com um friso de leds, que sublinha a parte superior da lente para além de seus limites e integra tecnologia LED Matrix com 120 pontos independentes controlados digitalmente para uma melhor iluminação e desempenho na transição das áreas iluminadas.

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(Divulgação/Quatro Rodas)
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Na traseira, o para-choque ficou mais largo; as lanternas entram mais pela tampa do porta-malas e as saídas de escape foram redesenhadas. A tampa do porta-malas integra o perfil aerodinâmico de modo a gerar pressão sem necessitar de um spoiler traseiro, de acordo com os projetistas.

Por dentro, o destaque vai para o revestimento acolchoado de bancos e portas, inspirado na alta-costura contemporânea, segundo a fábrica, do mesmo modo que o acabamento cromado escuro aplicado a peças como maçanetas, frisos e telas dos alto-falantes.

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Cabine tem bom gosto, qualidade e estilo característico da Bentley (Divulgação/Quatro Rodas)
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O painel rotativo, apresentado em 2018 a bordo do próprio Continental GT e do sedã Flying Spur, também se faz presente, com três faces que o motorista pode escolher: tela digital, três mostradores analógicos ou o revestimento em folha de madeira, integrado ao frontal da cabine. Não faltam sistemas de climatização e massagem nos bancos, recursos de conectividade (CarPlay e Android Auto sem fio e carregamento por indução) e um sistema de som, projetado pela Bang & Olufsen, com 16 alto-falantes e 2.200 watts de potência.

Os motores W12 agora integram o acervo do museu da Bentley, enquanto o V8 4.0 se eletrificou, deixando de dispor de desativação de cilindros (porque o sistema híbrido já o desliga por completo). O seu rendimento é de 600 cv e 81,6 kgfm, ao que se juntam 190 cv e 45,9 kgfm do motor elétrico (instalado dentro da transmissão), para uma força total combinada de 782 cv e 102 kgfm, assumindo-se como o Bentley mais potente da história.

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(Divulgação/Quatro Rodas)

 

A pressão da injeção de gasolina subiu de 200 para 350 bar, o que permitiu a troca dos turbocompressores duplos por simples. Essas mudanças ajudaram na redução de emissões (graças à maior atomização do combustível e ao aumento da temperatura nas câmaras).

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Diferenciais central e traseiro 

O novo Continental GT alcança a velocidade de 335 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, conforme dados da fábrica, que divulga esse desempenho aliado ao baixo consumo de 6,8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Isso ao mesmo tempo que chega com a promessa de ser capaz de completar 85 km em modo unicamente elétrico e de produzir emissões de CO2 de apenas 29 g/km.

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No porta-malas cabem 358 litros de bagagem (Divulgação/Quatro Rodas)

A tração é enviada para as quatro rodas pela conhecida caixa automática de oito velocidades com dupla embreagem, existindo um diferencial eletrônico autoblocante traseiro para evitar perdas (entre as rodas) e um central para a repartição entre os dois eixos.

Há também vetorização eletrônica de torque para as quatro rodas, que são todas direcionais. E ainda, como novidade na suspensão, há amortecedores de duas válvulas (uma para controlar a sua extensão e outra a compressão), que aqui são introduzidos com o propósito de ampliar os atributos em termos de conforto, mas também em condução esportiva.

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“O objetivo foi ampliar o espectro de reações da suspensão entre as afinações suave e firme, para minimizar o compromisso entre isolamento da superfície do asfalto e o controle de movimentos da carroceria, podendo chegar a uma situação extrema em que o amortecedor apenas atua na compressão ou na extensão, dependendo do tipo de estrada e condução”, afirma o engenheiro Matthias Rabe, VP de pesquisa e desenvolvimento da Bentley.

Tração e recarga

Tecnicamente, o Continental GT usa a mesma plataforma do Porsche Panamera (o que inclui chassi, motor e diversos outros componentes) – já que Bentley e Porsche pertencem ao mesmo Grupo VW –, mas cada engenharia fez seu próprio desenvolvimento. O motor V8, por exemplo, entrega apenas 700 cv de potência combinada a bordo do Panamera.

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Suspensão concilia esportividade com maciez ao rodar (Divulgação/Quatro Rodas)

A bateria de íons de lítio de 25,9 kWh do Bentley (capacidade bruta, 24,6 dos quais utilizáveis) pode receber uma carga completa em 2h45min e apenas em corrente contínua (DC), a uma potência de até 11 kW (pouco para um automóvel de luxo, ainda que os engenheiros ingleses digam que “o modo de condução Charge reduz as necessidades de carregamento externo”).

O sistema híbrido trabalha com diferentes fluxos energéticos: elétrico puro, aceleração elétrica, frenagem regenerativa e ainda um modo de carga no qual o motor V8 aciona as rodas e recarrega a bateria ao mesmo tempo, dando ao motorista a possibilidade de não ter de usar fontes externas para o fazer (ainda que penalizando a eficiência energética do novo Continental GT).

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A bateria vai montada atrás do eixo traseiro, o que ajuda a conseguir uma repartição de massas quase equitativa: mais precisamente 49%, na frente, e 51%, atrás. O Continental GT pesa 2,5 toneladas.

Veredicto Quatro Rodas: ser híbrido não comprometeu a essência de Gran Turismo, característica do Continental GT.

Ficha técnica – Bentley Continental GT

Preço: a partir de US$ 245.425 (R$ 1.384.440)
Motor: diant. gas. V8, 4.0 e elétrico; 782 cv e 1.020 kgfm (força total combinada)
Baterias: 25,9 kWh, recarga: 2h45 (DC), 8h30 (AC)
Câmbio: aut. dual clutch, 8 m., 4×4
Suspensão: pneumática, duplo A (diant.), multilink (tras.), barras estabilizadoras ativas (48V)
Freios: disco ventilado
Direção: elétrica
Pneus: 275/35 R22 (diant.), 315/30 R22 (tras.)
Dimensões: comprimento, 489,5 cm; largura, 218,7 cm; altura, 139,7 cm; entre-eixos, 285,1 cm; peso, 2.500 kg; tanque, 80 l, porta–malas, 358 l
Desempenho*: 0 a 100 km/h, 3,2 s; veloc. máx., 335 km/h

*Dados de fábrica

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