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Longa Duração: VW Virtus Highline estreia no teste de 60.000 km

Em 2017, deixamos o Polo passar de propósito, pois já estávamos de olho no sedã. Agora, o Virtus chega na versão top de linha completa

Por Péricles Malheiros - 29 jun 2018, 15h25
Virtus: o novo caçula da frota Longa Duração Christian Castanho/Quatro Rodas

A Volkswagen aprendeu a lição. Na fase de lançamento do Polo, ela perdeu muita venda por conta da baixa oferta da versão Highline (top de linha) equipada com o pacote opcional, que inclui o painel digital.

Luxo pago à parte no painel digital Christian Castanho/Quatro Rodas

Com o Virtus, foi diferente. Tivemos pouco trabalho para encontrar uma unidade do jeito que queríamos: Highline completa, inclusive com pintura metálica. Fechamos com a Santa Emília, de Ribeirão Preto (SP).

Por telefone, o vendedor informou: “Tenho uma unidade na cor Prata Tungstênio. Só não tem o Space Pack, que é o banco do passageiro com encosto que se dobra para a frente. Aliás, esse é um item que nunca vi e, por conta da baixa procura, a Volks está tirando da lista”.

Christian Castanho/Quatro Rodas

Contatada, a marca disse que continua ofertando o Space Pack normalmente.

Não só encontramos nosso carro com a configuração pretendida como ganhamos um desconto. Na tabela, ele custa R$ 86.740 (R$ 79.990 o carro;
R$ 800 o couro; R$ 1.200 as rodas aro 17 e R$ 3.300 o pacote Tech High, com itens de tecnologia, segurança e conveniência), mas acabou saindo por R$ 85.500.

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Rodas razor aro 17 Christian Castanho/Quatro Rodas

Pagamos outros R$ 250 e retiramos o carro já com película nos vidros. “O preço do acessório foi bom e não há bolhas, mas notei algumas manchas nas portas, decorrentes da água que escorre durante a aplicação. Faltou cuidado”, disse Péricles Malheiros, editor de Longa Duração, que faz questão de cuidar pessoalmente da retirada de cada novo carro da seção.

Bancos de couro são opcionais Christian Castanho/Quatro Rodas

Péricles notou outro ponto: “A tampa de uma das válvulas de pneu estava com a parte superior quebrada, como se uma máquina tivesse feito o rosqueamento forte demais. Pode parecer uma bobagem, mas isso se repetiu em outros três Virtus que estavam na concessionária e também num outro, da própria Volks, cedido para teste”.

Câmbio automático de seis marchas Christian Castanho/Quatro Rodas

O hodômetro marcava 15 km. Já o indicador de autonomia, apenas 5 km. Após uma breve apresentação técnica, saímos da Santa Emília e encostamos no posto para abastecer. Ao conferir a calibragem, todos estavam com 36 libras, a pressão correta para condição de carga, mas abaixo da indicada para rodar só com o motorista, 33.

Porta-malas com assoalho com altura variável e rede de retenção também são opcionais do Virtus Highline Christian Castanho/Quatro Rodas

Os primeiros usuários concentraram os elogios no painel digital, mas também ressaltaram o espaço interno traseiro e o intuitivo sistema multimídia. Mas o Virtus tem muito mais a apresentar. Ainda bem que temos 60.000 km de convívio adiante.

Volkswagen Virtus – 0 km

    Ficha técnica

    • Versão: Highline 200 TSI
    • Motor: 3 cil., diant., transv., 999 cm3, 12V, 128/116 cv a 5.500 rpm, 20,4 mkgf a 2.000 rpm
    • Câmbio: automático, 6 marchas
    • Combustível: flex (gasolina)
    • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 1.936
    • Revisões (até 60.000 Km): R$ 1.819
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